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Cotidiano

Tite vive seu último capítulo na seleção em busca do hexa no Catar

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Técnico transformou o Brasil em um dos favoritos ao título

O Brasil inicia a Copa do Mundo com uma certeza, a de que terá que escolher um novo comandante ao final da campanha no Catar. Isto porque o técnico Tite já declarou, no início do ano, que, independentemente do resultado final da competição, deixará o comando da seleção brasileira após o Mundial.

Mas antes mesmo de a bola rolar no dia 20 de novembro é possível afirmar que o treinador deixará a seleção em uma situação melhor do que a que encontrou em junho de 2016, quando assumiu oficialmente a equipe.

Chegada após vexame

A equipe canarinho vinha de uma dolorida desclassificação, ainda na primeira fase da Copa América Centenário após derrota para a seleção peruana. Naquele momento, o Brasil apresentava um estilo de jogo que priorizava o pragmatismo em detrimento da qualidade técnica. Além disso, ainda vivia sob a sombra da vexatória derrota de 7 a 1 para a Alemanha no Mundial de 2014.

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Tite chegou à seleção com a missão de alcançar a classificação para a Copa da Rússia – Divulgação/CBF/Direitos Reservados

A seleção também caminhava de forma claudicante nas Eliminatórias para a Copa da Rússia, ocupando apenas a 6ª posição, fora da zona de classificação.

Foi neste contexto que Tite, que havia conquistado o Campeonato Brasileiro de 2015 pelo Corinthians (equipe pela qual também foi campeão nacional em 2011 e da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012), chegou com a missão de levar o Brasil à Copa. E a missão dada foi cumprida.

Mundial da Rússia

Na Rússia a seleção brasileira fez um Mundial de altos e baixos. Na estreia, empatou com a Suíça. Depois vieram vitórias sobre Costa Rica e Sérvia que garantiram a classificação como melhor do grupo. Nas oitavas o Brasil voltou a vencer, desta vez o México, e chegou às quartas, onde parou diante da Bélgica.

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Técnico comandou a seleção brasileira na Copa da Rússia – Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados

Porém, a cúpula da CBF entendeu que Tite havia feito um bom trabalho, em especial pelo contexto no qual assumiu a equipe, e ofereceu a ele a oportunidade de comandar a seleção em um ciclo inteiro para uma Copa, no caso a de 2022 no Catar.

Primeiro título

E foi justamente entre o Mundial de 2018 e o de 2022 que o treinador garantiu a sua primeira conquista no comando da equipe canarinho. Em pleno estádio do Maracanã, o Brasil derrotou a seleção peruana por 3 a 1 para alcançar pela nona vez na história o título da Copa América.

Porém, a prova de maior força da seleção veio no período de classificação para a Copa. A equipe comandada por Tite terminou a campanha com 45 pontos, estabelecendo um novo recorde na história das Eliminatórias Sul-Americanas no atual formato (antes a marca era da Argentina, com 43 pontos).

E, na busca pela vaga para o Mundial no Catar, o treinador realizou um importante trabalho de renovação que deu oportunidades e protagonismo a jogadores como o meio-campista Lucas Paquetá e os atacantes Vinícius Júnior, Richarlison e Raphinha.

Consequência direta da histórica campanha nas Eliminatórias foi o retorno do Brasil à liderança do ranking de seleções da Fifa em março de 2022, feito alcançado após um hiato de quase cinco anos.

Esperança no Catar

Líder do ranking de seleções da Fifa, dono de um estilo de jogo que prioriza o ataque e em meio a um processo de renovação que começa a dar frutos, o Brasil chega ao Catar como um dos favoritos a ficar com o título. E uma das peças fundamentais deste trabalho de reconstrução é o técnico Tite, que tem chances reais de encerrar sua passagem pela seleção com a conquista do hexacampeonato.

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Argentina supera Polônia, mas ambas se classificam no Grupo C da Copa

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Europeus também avançam devido ao 2 a 1 do México sobre a Arábia

Antes da Copa do Catar, Lionel Messi anunciou que o Mundial seria o último da carreira. Nesta quarta-feira (30), o sonho de levantar o troféu mais importante do futebol antes de pendurar as chuteiras ganhou sobrevida, com a vitória dos argentinos sobre a Polônia, por 2 a 0, no Estádio 974, em Doha, pela terceira e última rodada do Grupo C.

A vitória, cheia de autoridade, deu à Argentina a ponta da chave, com seis pontos. Nada mal para quem estreou perdendo da Arábia Saudita por 2 a 1 e viu chegar ao fim, de forma surpreendente, uma série invicta de 36 partidas oficiais. Os poloneses, com os mesmos quatro pontos do México, levaram a segunda vaga do grupo por terem um gol a mais que os mexicanos de saldo. A nação europeia não passava de fase em uma Copa desde 1986.

A presença de Messi o isolou como o argentino com mais partidas em Copas. Foi o 22º jogo dele, superando ninguém menos que Diego Armando Maradona. Se a equipe sul-americana for à final e o astro estiver em campo nos quatro duelos até lá, ele se tornará o atleta que mais vezes atuou em Mundiais. A estatística tem o alemão Lothar Matthäus como líder, com 25 participações.

Os compromissos de ambas as seleções pelas oitavas de final serão neste fim de semana. No sábado (3), às 16h (horário de Brasília), a Argentina encara a Austrália, no Estádio Ahmed bin Ali, em Al Rayyan. No domingo (4), às 12h, a Polônia terá pela frente a França, atual campeã mundial.

Assim como na vitória por 2 a 0 sobre o México, Lionel Scaloni escalou a seleção argentina com várias mudanças. Na lateral direita, Nahuel Molina retomou o posto de titular no lugar de Gonzalo Montiel (pendurado). Na zaga, Cristian Romero (1,85 metro) substituiu Lisandro Martínez (1,75 metro), para enfrentar Robert Lewandowski (1,85 metro) pelo alto. No meio-campo, Guido Rodríguez (que levou a vaga de Leandro Paredes contra os mexicanos) saiu para entrada de Enzo Fernández. Por fim, no ataque, Júlian Álvarez desbancou Lautaro Martínez.

No lado polonês, Czeslaw Michniewicz repetiu quase toda a formação que bateu a Arábia Saudita por 2 a 0. A única alteração foi no ataque, com Lewandowski sozinho à frente e Karol Swiderski como ponta de lança, no lugar de Arkadiusz Milik, que fora o parceiro de área do centroavante do Barcelona (Espanha) no jogo anterior.

O primeiro tempo foi um massacre argentino para cima da Polônia. Regidos por Messi, os hermanos finalizaram 14 vezes, sendo nove em direção à meta de Wojciech Szczesny. Aos nove minutos, o goleiro polonês salvou um chute cruzado do craque, na área pela esquerda. Aos 16, o camisa 10 lançou Marcos Acuña na esquerda. O lateral, na área, levou à perna direita e mandou por cima do travessão. Aos 27, Acuña teve uma nova chance, na sobra de uma finalização do atacante Julián Álvarez. O chute, da entrada da área, saiu rente à trave esquerda.

Aos 36 minutos, Álvarez recebeu do meia Alexis Mac Allister na área e finalizou cruzado, para mais uma defesa de Szczesny. No rebote, o atacante do Manchester City (Inglaterra) cruzou pela esquerda e o goleiro acabou atingindo o rosto de Messi na área. Com auxílio do árbitro de vídeo (VAR), o pênalti foi assinalado. O camisa 10 cobrou, mas o arqueiro se lançou no canto esquerdo e salvou uma penalidade pela segunda vez nesta Copa.

A pressão da Argentina, que continuou após o pênalti perdido, não arrefeceu na volta do intervalo, com a diferença que, enfim, a rede balançou. Antes do cronômetro completar o primeiro giro, Molina recebeu pela direita do atacante Ángel Di Maria e cruzou rasteiro para Mac Allister, revelação de 23 anos, colocar a equipe sul-americana à frente.

A fome argentina não estava saciada. Com Messi se multiplicando à frente, os hermanos continuaram alugando o campo de ataque, rondando a área dos europeus, que pouco faziam para se desvencilharem da pressão. Questão de tempo, o segundo gol saiu dos pés de mais duas jovens promessas. Aos 22 minutos, Enzo Fernández, 21 anos, encontrou Álvarez na área. O atacante, de 22 anos, bateu no ângulo de Szczesny – que, três minutos depois, evitou o terceiro ao salvar uma conclusão de Messi, após cruzamento de Enzo Fernández, pela esquerda.

Acuada, a Polônia parecia mais preocupada em evitar outro gol, que poderia custar a vaga às oitavas, mas seguiu dando espaços à Argentina. Aos 40 minutos, o atacante Lautaro Martínez foi lançado pelo volante Rodrigo De Paul, entrou na área pela direita e bateu cruzado, próximo à trave direita, na última boa chance da partida.

Após o apito final, enquanto a torcida argentina comemorava, a polonesa, tensa, voltou as atenções ao jogo entre México e Arábia Saudita, que estava já nos acréscimos. Os mexicanos venciam por 2 a 0 e estavam a um gol da classificação, mas quem balançou as redes foram os sauditas, com o atacante Salem Al-Dawsari. Apesar da derrota, os europeus celebraram a vaga nas oitavas.

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Tite modifica equipe e abre espaço para disputa por posições

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Alex Telles defende Daniel Alves e elogia briga saudável na equipe

A confirmação de um time bastante modificado para o confronto de sexta-feira (2), contra Camarões, abriu a temporada de questionamentos sobre a disputa por vagas no time titular. E as posições que mais geram dúvidas entre torcedores e imprensa são as laterais.

Com Danilo e Alex Sandro lesionados e a seleção brasileira já classificada, Daniel Alves e Alex Telles terão oportunidade de começar entre os titulares. Para o lateral-esquerdo Alex Telles, a disputa é saudável.

“Todos que estão aqui querem fazer parte deste momento. A disputa é muito sadia dentro do grupo. Vou contar um momento que aconteceu. Quando a gente fez o gol contra a Suíça e foi comemorar todos juntos, o Alex Sandro me puxou e falou: prepara porque eu acho que vou sair. A gente tem uma relação muito boa e sabe que momento que aparece, a gente está preparado em todas as posições. O companheirismo, a clareza entre os atletas e a disputa sadia faz com que o grupo cresça e quem ganha com isso é o Brasil”

Brasil x Suiça - Alex Telles - Copa do Catar

O lateral-esquerdo Alex Telles pode voltar a campo pela seleção brasileira na última rodada da fase de grupos, contra Camarões, às 16h de sexta-feira (2) – Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados

Alex Telles substituiu Alex Sandro no fim do jogo contra a Suíça, e se saiu muito bem. Pela direita, no entanto, Tite decidiu escalar Éder Militão mesmo tendo Daniel Alves como opção. A convocação do jogador de 39 anos foi bastante criticada, mas, nesta sexta-feira, o experiente lateral terá oportunidade de mostrar que ainda dá conta do recado. Alex Telles defendeu o companheiro.

“Sinceramente, acho muito chato o que fazem com ele. O que falam e da forma que falam sobre o momento dele. A gente no dia a dia vê que ele está totalmente focado, concentrado e positivo. É o cara que tem mais títulos no mundo neste esporte. Dispensa comentários, tem uma mentalidade muito forte, não é à toa que está em mais uma Copa do Mundo”.

Daniel Alves não joga uma partida oficial desde 24 de setembro, pelo Pumas, do México. Ele será o capitão da Seleção pela 125ª vez e o jogador mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo pelo Brasil.

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Tunísia faz história ao vencer a França, mas dá adeus à Copa do Catar

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Triunfo da Austrália sobre Dinamarca deixa africanos fora das oitavas

A Tunísia deu adeus à Copa do Mundo do Catar, mas fez história nesta quarta-feira (30). As Águias do Cartago fizeram a parte que lhes cabia e superaram a França, atual campeã, por 1 a 0, no Estádio Cidade da Educação, em Doha. A equipe africana, porém, dependia de um resultado favorável no duelo entre Austrália e Dinamarca, no Estádio Al Janoub, em Al Wakrah. O triunfo dos Socceroos, também por 1 a 0, acabou eliminando os tunisianos.

Apesar da derrota, os Bleus – que entraram em campo já classificados – finalizaram o Grupo D na ponta, com os mesmos seis pontos da vice-líder Austrália, ficando à frente pelo saldo de gols. Os tunisianos, com quatro pontos, despedem-se da Copa do Catar na terceira colocação da chave, com quatro pontos.

O primeiro triunfo da Tunísia sobre um europeu na história do Mundial foi especial, também, pelo rival ser um antigo colonizador. O país africano foi um protetorado francês entre 1881 e 1956, quando, enfim, conseguiu independência. O período deixou marcas na população. Tanto que, antes de a bola rolar, alguns torcedores vaiaram a “A Marselhesa”, como é chamado o hino da França. Ato parecido, mas em maior profusão, ocorreu em 2008, quando as seleções jogaram em Paris, capital francesa. Na ocasião, o meia Hatem Ben Arfa, de ascendência tunisiana, mas que defendia os Bleus, foi o maior alvo das arquibancadas.

Viva na briga pelo terceiro título mundial (e o segundo consecutivo), apesar do fim de uma sequência de nove partidas de invencibilidade em Copas, a França terá pela frente, nas oitavas de final, o vice-líder do Grupo D, que reúne Argentina, Polônia, Arábia Saudita e México. O jogo será no domingo (4), às 12h, no Estádio Al Thumama, em Doha.

Como adiantado pelo técnico Didier Deschamps na última terça-feira (29), a França entrou em campo bastante modificada, com apenas dois titulares (o zagueiro Raphael Varane e o meia Aurelien Tchouaméni) dos duelos anteriores. Na Tunísia, Jalel Khadri também mexeu bastante: seis alterações em relação à derrota para a Austrália, por 1 a 0, na rodada passada, com as saídas do zagueiro Dylan Bronn, dos laterais Mohamed Dräger e Ali Abdi, dos meias Naïm Sliti e Youssef Mskani e do atacante Issam Jebali, para entradas, respectivamente, de Nader Ghandri, Wajdi Kechirda, Ali Maaloul, Ali Ben Romdhane, Anis Slimane e Wahbi Khazri.

A necessidade de vitória fez a Tunísia iniciar o jogo mais agressiva, tentando sair em velocidade pelos lados, mas com dificuldades para entrar na área e finalizar, dada à marcação dos zagueiros Ibrahima Konaté e Varane. Aos sete minutos, Ghandri até balançou as redes ao desviar, quase na pequena área, uma cobrança de falta de Khazri pela esquerda, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A bola parada e, principalmente, cruzamentos, foram as únicas armas das Águias do Cartago no primeiro tempo, sem sucesso. Os africanos fizeram 19 levantamentos na área durante os 45 minutos iniciais e levaram a melhor somente uma vez. Os franceses, sem pressa, administraram a posse (46% a 33%, com 21% em disputa), buscando espaços na marcação da Tunísia, mas também sem sustos à meta do goleiro Aymen Dahmen.

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