Acre
Tião Viana mostra boas intenções de separar Estado de partido, mas retrospecto da FPA deixa dúvidas

As boas intenções republicanas de Tião Viana
Desde o início do período eleitoral, o governador Tião Viana (PT) vem adotando algumas decisões no sentido de tentar evitar a já conhecida prática da Frente Popular de se apropriar do bem público em benefício partidário.
Uma das mais polêmicas foi tirar do ar o seu portal de informações, a Agência de Notícias do Acre – algo para mim incompreensível, até agora. Afinal, o governo não deixa de funcionar nos três meses eleitorais e o cidadão tem o direito de saber como ele está funcionando.
Depois, Tião Viana mandou acabar com a regalia dos chamados telefones “chapa-branca”, aqueles pagos por nós. Viana deveria pôr um fim neste benefício, não só em período eleitoral, mas 365 dias. Afinal, um detentor de cargo comissionado com elevado salário não tem condições de pagar a própria conta de telefone?
Tião Viana, com estes atos, demonstra boas intenções para evitar o costume da esquerda acreana em fazer o abuso da estrutura estatal para suas pretensões de perpetuação no poder.
Mas, é de se ficar com a pulga atrás da orelha. Como conhecemos o modus operandi da FPA desde 1999, fica difícil acreditar nestes “decretos moralizantes”.
Vale lembrar que, infelizmente, o próprio governador, quando senador, deu mau exemplo, ao conceder um telefone pago pelo Estado para sua filha passar férias no México.
É de se reconhecer que Tião Viana adotou, desde 2011, um estilo de governo que o diferencia da prática de seus antecessores. Mas, muito ainda temos que avançar, em termos de zelo com a coisa pública e a transparência.
Muito mais do que boas intenções, o governador precisa, de fato, cobrar de seus assessores a separação quase sagrada entre o Estado e o partido. A primeira medida é ele próprio deixar de usar investimentos estatais para benefício eleitoral.
Por mais que tenha desativado seu portal de notícias, nas redes sociais surgiram fotos do governador em vistorias às obras do Ruas do Povo, sua principal promessa de 2010; a legislação eleitoral restringe a participação do governador candidato à reeleição em eventos que envolvam a exploração política de ações do Estado.
Fonte: ContilNet
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Acre
Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco
Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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