Professores entram em greve nesta quinta/Foto: Leandro Chaves/ContilNet
Trabalhadores da educação pública estadual deram início nesta quinta-feira (13) à greve por tempo indeterminado. O movimento foi aberto com um adesivaço em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e do Palácio Rio Branco.
Na ocasião, os grevistas adesivaram vários carros e motos que passaram pelo local para chamar a atenção da sociedade para a importância da valorização do trabalhador público.
A greve foi deflagrada na semana passada, motivada pelo não pagamento de benefícios prometidos, como auxílios para cobrir gastos com o trabalho remoto durante a pandemia.
Além disso, eles cobram da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (SEE) a reestruturação do plano de cargos e carreiras, o pagamento da VDP e a vacinação dos professores contra a Covid-19.
O movimento denunciam ainda excesso de turmas para professores, excesso de alunos por turma, ausência de educadores por disciplinas e o não chamamento de cursados. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, mais de 90% das escolas aderiram ao movimento . “É uma greve inédita no Acre”.
Ela criticou o governo pelo “sucateamento” da educação pública e chamou de “covardes” os deputados que retiraram a assinatura da CPI da Educação, que queria investigar suposto escândalo de corrupção a pasta mas que foi sepultada após os parlamentares Fagner Calegário (Podemos) e Jonas Lima (PT) desistirem de subscreverem a proposta.
Na segunda (10), os grevistas fizeram carreta com início no estacionamento da Arena Acreana, no Segundo Distrito. O ato seguiu até o Centro de Rio Branco, passando pela Casa Civil e o Palácio.
Professores entram em greve nesta quinta/Foto: Leandro Chaves/ContilNet
A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) intensificou o diálogo, na manhã desta sexta-feira, 30, com a bancada federal acreana para apoiar, em articulação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e com o Ministério dos Transportes, ações de manutenção da BR-364, no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Principal eixo terrestre de integração do estado, a rodovia concentra o deslocamento diário de passageiros, veículos de serviço e cargas, conectando a capital ao interior e garantindo o abastecimento de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros insumos essenciais aos municípios.
Ônibus do transporte intermunicipal tombado após perda da estabilidade em trecho com irregularidades no pavimento. Foto: cedida
Responsável por regular e fiscalizar o transporte intermunicipal de passageiros, a autarquia acompanha de forma contínua o funcionamento das linhas autorizadas, avaliando horários, desempenho da frota e o tempo médio de viagem para assegurar regularidade e qualidade no atendimento.
As fiscalizações realizadas ao longo da BR-364 e os registros encaminhados por operadores e usuários indicam reflexos diretos na segurança viária. Foram observadas ocorrências como acidentes, avarias mecânicas, veículos danificados e interrupções de viagem em trechos com buracos e desgaste do pavimento, situações que exigem redução de velocidade e aumentam o risco operacional do percurso.
Essas condições também interferem no tempo de deslocamento. Em determinados períodos, o trajeto entre a capital e o interior, tradicionalmente realizado em cerca de 12 horas, pode chegar a até 22 horas, exigindo reorganização de horários e replanejamento das linhas pelas operadoras.
Além do tempo de viagem, a situação da rodovia repercute diretamente na logística de abastecimento. Entidades do setor de transporte apontam que as dificuldades no percurso elevam os custos operacionais e podem gerar impacto de até 30% no valor do frete, reflexo que chega ao comércio local e pressiona o preço final das mercadorias e das passagens.
Veículos de passageiros e de carga enfrentam dificuldades de circulação, refletindo os impactos na operação do transporte e no abastecimento dos municípios. Foto: cedida
Segundo o presidente da Ageac, Luís Almir Brandão, os efeitos são sentidos diretamente pela população. “A situação da BR-364 impacta diretamente o custo de vida no Acre. O alto preço dos insumos que chegam ao estado pressiona o transporte, encarece as passagens e afeta empresários, trabalhadores e, principalmente, a população que depende desses serviços todos os dias. A Agência Reguladora, junto ao governo do Estado, mantém diálogo permanente com o setor e busca soluções para reduzir esses impactos, mas sabemos que a resposta definitiva passa pela recuperação completa da rodovia”, afirmou.
Há ainda pontos específicos que exigem intervenções prioritárias. No quilômetro 722, o Dnit reconheceu situação de emergência após danos provocados pelas chuvas, com erosões e comprometimento do pavimento, demandando ações imediatas para restabelecer a trafegabilidade e garantir mais segurança aos usuários.
Brandão acrescentou que a mobilização institucional busca dar celeridade às providências nos órgãos federais. “Por isso, estamos mobilizando a bancada federal e o Ministério dos Transportes para garantir celeridade nas obras de asfaltamento. Uma estrada em boas condições contribui para prevenção de acidentes, redução do preço do frete e dos produtos em geral; otimiza o abastecimento aos municípios isolados e propicia mais dignidade para quem vive nas regiões mais distantes. Essa é uma demanda coletiva, do transporte e de toda a sociedade. O Acre precisa de uma solução estruturante e permanente, não apenas ações paliativas”.
Com o encaminhamento das demandas à bancada federal, a Ageac abre diálogo com os órgãos responsáveis e acompanha as tratativas para viabilizar melhorias na BR-364.
O prefeito Tião Bocalom recebeu em seu gabinete, nesta sexta-feira (30), uma comissão composta pelo coordenador da Economia Solidária, Carlos Taborga, que veio expressar sua gratidão à gestão municipal pelo apoio constante às iniciativas da economia solidária desenvolvidas em Rio Branco.
“Estamos aqui para agradecer ao prefeito, à sua gestão e ao secretário Coronel Bino, que sempre esteve conosco. Todas as ações da Prefeitura têm gerado um saldo positivo para os empreendimentos da economia solidária, e nós temos acompanhado e participado desses eventos”, declarou Carlos.
Todas as ações da Prefeitura têm gerado um saldo positivo para os empreendimentos da economia solidária, e nós temos acompanhado e participado desses eventos”, declarou o coordenador da Economia Solidária, Carlos Taborga. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O encontro teve como destaque a recente realização da Feira Natalina, que, além de movimentar a economia local durante o fim de ano, trouxe oportunidades significativas para pequenos empreendedores. O investimento da Prefeitura não apenas fomenta o comércio, mas também contribui diretamente para a geração de trabalho e renda, beneficiando famílias que dependem dessa atividade.
Atualmente, a economia solidária em Rio Branco conta com cerca de 480 famílias que garantem seu sustento por meio das feiras realizadas na cidade.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, cel Ezequiel de Oliveira Bino, o volume de vendas no período natalino superou R$ 1 milhão, um reflexo da força e do impacto positivo desse setor. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação, Ezequiel de Oliveira Bino, o volume de vendas no período natalino superou R$ 1 milhão, um reflexo da força e do impacto positivo desse setor.
“O apoio da Prefeitura tem sido um investimento direto na geração de vendas e emprego para os pequenos empreendedores. Só no Natal, mais de R$ 1 milhão em vendas foram gerados, e vale ressaltar que não apenas a economia solidária, mas outros coletivos também têm sido beneficiados com ações de baixo custo e alto impacto social”, salientou Ezequiel Bino.
O prefeito Tião Bocalom ainda destacou que, durante o período da iluminação natalina, um dos empreendedores alcançou a marca de R$ 120 mil em vendas, criando oportunidades de emprego para outras quatro pessoas. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito Tião Bocalom ainda destacou que, durante o período da iluminação natalina, um dos empreendedores alcançou a marca de R$ 120 mil em vendas, criando oportunidades de emprego para outras quatro pessoas.
Ao todo, mais de 400 empreendedores participaram das atividades promovidas pela Prefeitura, fortalecendo a economia popular e melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.
“Estou muito feliz em ver o impacto desses eventos. Durante a iluminação natalina, apenas um empreendedor faturou R$ 120 mil, gerando emprego para mais quatro pessoas. Esse tipo de resultado é muito importante, pois quando vejo as pessoas ganhando dinheiro, fico ainda mais feliz”, evidenciou Tião Bocalom.
Comissão expressou gratidão à gestão municipal pelo apoio constante às iniciativas da economia solidária desenvolvidas em Rio Branco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
A ação tem se mostrado fundamental para a ampliação das vendas e o fortalecimento da economia local, com a Prefeitura de Rio Branco apostando na economia solidária como um motor para o desenvolvimento e a inclusão social na capital.
Um antigo anseio da população começa a se tornar realidade com o início oficial das obras da nova ponte. O marco simbólico ocorreu com o prefeito Sérgio Lopes, ao lado do prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, que participaram do ato de dobrar a primeira barra de metal da estrutura, sinalizando o começo da construção.
A obra representa um importante avanço em infraestrutura e atende a uma demanda histórica da comunidade. A nova ponte deve garantir mais segurança e mobilidade para moradores e usuários da via, além de contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento do desenvolvimento econômico e social da região.
De acordo com as administrações municipais, a iniciativa reafirma o compromisso com o bem-estar coletivo e com a integração entre comunidades, facilitando o deslocamento, aproximando famílias e ampliando oportunidades.
Com o início dos trabalhos, a expectativa é de que a obra traga impactos positivos duradouros, consolidando novos caminhos para o crescimento regional e atendendo a uma reivindicação que atravessa gerações.
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