Brasil
Tecnologia permite usar corpo humano para recarregar eletrônicos
Imagina carregar o celular só de colocá-lo no bolso? Cientistas de Singapura encontraram uma maneira

Anna Satie, da CNN em São Paulo
Uma tecnologia inventada por pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura pode transformar o seu corpo inteiro em um carregador sem fio.
Essa novidade permitiria que um único aparelho, como um smartwatch ou celular no bolso, recarregue outros, usando o corpo humano como meio de transmissão de energia.
Em um estudo publicado neste mês no periódico Nature Electronics, a equipe responsável pela engenhoca explica que o carregamento sem fio, muitas vezes, é limitado pela presença de um corpo sólido, o que é chamado, em inglês, de body shadowing (sombreamento do corpo, em tradução livre). Em vez de tentar eliminar o problema, eles passaram a enxergar o corpo como um possível condutor, numa tecnologia chamada de body-coupling (associação ao corpo).
O usuário colocaria alguns receptores e transmissores suficientes para cobrir a área do corpo e um transmissor em um único aparelho. O sistema, então, usaria a energia desse aparelho para carregar até dez outros que estiverem em contato. Assim, só seria necessário recarregar ou celular, ou o relógio, por exemplo.
O líder do projeto, o professor associado do Departamento de Engenharia Elétrica e da Computação da Universidade Nacional de Singapura, Jerald Yoo, disse à revista BioSpectrum Asia que a descoberta pode permitir, um dia, a eliminação de baterias.
“Baterias estão entre os componentes mais caros de aparelhos do tipo wearable, e elas acrescentam volumes ao design. Nosso sistema único tem potencial para omitir a necessidade das baterias, assim permitindo que os fabricantes miniaturizem os aparelhos e reduzam os custos de produção significativamente”, disse. “O que é ainda mais animador, sem as restrições das baterias, nosso desenvolvimento pode permitir uma nova geração de wearables, como acessórios para jogos, diagnósticos remotos e adesivos para eletrocardiogramas”.
Yoo afirmou que a equipe continuará trabalhando para incrementar o sistema, que ainda não tem previsão para ser usado em qualquer aparelho comercial.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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