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TCE e CRM apontam prefeitos que não aplicaram quase nada na saúde

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Dados do TCE e CRM apontam falta de investimentos

Adaílson Oliveira – agazeta.net

Dois relatórios, o primeiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e outro do Conselho Regional de Medicina (CRM), mostram o quadro negro da saúde, principalmente, no interior do estado, e revela porque isso vem ocorrendo. Entre os anos de 2005 e 2014, o total de 34 prestações de contas de 18 dos 22 municípios apresentaram gastos para a saúde abaixo do que determina a Constituição.

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Ex-prefeitos de Assis Brasil são citados no relatório e criticados pela presidente Naluh Golveia.

A lei diz que o mínimo a ser aplicado é 15% do orçamento para os programas de saúde. Tem ex-prefeito que aparece na relação do TCE como se não tivesse aplicado nada. A explicação dada pelo Tribunal de contas é que esse gestor, para enganar os conselheiros não enviou a documentação para a prestação de contas. Nessa relação estão ex-prefeitos como: Manoel Batista de Araújo e Maria Eliane Gadelha que administraram Assis Brasil, e Lourival Mustafa, em Capixaba.

Existem outros casos em que o aplicado foi mínimo, como: 3,47% na gestão de João Edvaldo Teles, o ‘padeiro’ em Bujari, e 3,08% de Wagner Amorim, o ‘Deda’ em Rodrigues Alves. Aliás, esse ex-prefeito teve problemas com aplicação dos recursos da saúde em três prestações de contas. Segundo a presidente do TCE, Naluh Gouveia, não dá para se ter a dimensão dos prejuízos para os moradores dessas cidades. “Muita gente pode ter morrido pela falta de investimento. Esses prefeitos têm que entender que esse dinheiro não pertence a eles. Deve-se aplicar corretamente para se salvar vidas”, disse.

280415-cotidiano-dados-saúde_410_305O outro relatório, do CRM, mostra em detalhes a situação do atendimento nos municípios. Onde foi realizada auditoria, os técnicos descobriram que a estrutura do prédio não oferecia condições. Para Piorar faltavam equipamentos e medicamentos.

Dois documentos recentemente concluídos mostram a situação dos hospitais de Feijó e Tarauacá. “As unidades só não foram interditadas porque não têm outro local para a população buscar auxílio médico”, disse o presidente do CRM, Marcus Vinicius Yomura.
O Conselho fez várias recomendações à Secretaria Estadual de Saúde numa tentativa de fazer o governo melhorar o atendimento. “Como pode um profissional na área médica conseguir atender corretamente se não tem condições de fazer exames, e, nem sequer, existe medicamento? A situação da saúde no Acre é preocupante”, revelou.

O CRM também aponta que sem a aplicação de recursos por parte do município o estado fica sobrecarregado nos atendimentos. Até na atenção básica as prefeituras não conseguem fazer seu papel.

Os prefeitos estão adotando uma tática que vem onerando ainda mais os cofres públicos. Eles fretam aviões e usam o programa de tratamento fora de domicílio para levar os pacientes do município para a capital. “Só que em muitos casos não precisaria fazer essa viagem, bastava um pequeno investimento na cidade de origem para que o paciente tivesse o tratamento adequado”, relatou Yomura.

No ano passado o CRM descobriu que em Tarauacá e Feijó foram feitas, em média por mês, 19 remoções em aviões a um custo de R$ 15 mil cada viagem. E em muitos casos bastava o gestor ter investido no atendimento básico para evitar esse gasto.

O secretário estadual de saúde, Armando Melo, confirma que vem gastando recursos a mais com os municípios, porque os prefeitos falham no atendimento, e sem saída, o paciente procura a capital ou os hospitais no interior. “Não tem saída. Essa é uma situação comum em todo país, precisamos atender todos os pacientes que chegam. O governo federal precisa rever os repasses para os municípios”, completou.

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Vendas do comércio no Acre encerram 2025 com alta de 2,5% e superam o desempenho nacional

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As vendas do comércio varejista no Acre encerraram 2025 com alta de 2,5%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na última sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Vendas do comércio varejista no Acre encerraram 2025 com alta de 2,5%, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Foto: internet

No varejo ampliado, que inclui, além do comércio varejista, os segmentos de veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas registrou crescimento de 2,1% no acumulado do ano.

Ao analisar o desempenho, o governador Gladson Camelí destaca que o crescimento é fruto direto da cooperação entre o poder público e o setor produtivo. Para o gestor, a parceria tem sido fundamental para fortalecer a economia local, gerar empregos e ampliar oportunidades.

Volume de vendas do comércio superou a média nacional. Foto: IBGE

“Esse resultado mostra que, quando governo e iniciativa privada caminham juntos, quem ganha é a população. Trabalhamos para criar condições favoráveis, destravar investimentos e apoiar quem empreende. O comércio respondeu com confiança, e os números refletem isso”, afirma.

Segundo o governo, a expectativa é de que 2026 mantenha o ritmo positivo, impulsionado por políticas de incentivo, melhoria do ambiente de negócios e investimentos em infraestrutura que favorecem a circulação de mercadorias e o fortalecimento do mercado interno.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre se destaca no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2025

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O estado do Acre obteve desempenho relevante no pilar de Segurança Pública do Ranking de Competitividade dos Estados em 2025. A pesquisa divulgada pelo Centro de Liderança Pública (CLP) apresenta a colocação do Acre em 2º lugar entre os estados da Região Norte. O levantamento evidencia que a preservação dos direitos individuais e a estabilidade institucional são pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e o bem-estar social.

Com peso de 12,6 na composição geral do ranking, o pilar de Segurança Pública avalia indicadores estratégicos que medem a capacidade dos estados em garantir segurança pessoal e reduzir a criminalidade. Esses fatores são determinantes não apenas para a competitividade regional, mas também para a melhoria direta da qualidade de vida da população.

No recorte regional, os indicadores de segurança no Acre apresentaram avanços significativos, reflexo dos investimentos contínuos em estrutura, tecnologia, valorização profissional e integração entre as forças de segurança. As ações da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto de Administração Penitenciaria e dos demais órgãos do sistema de Segurança Pública têm fortalecido o enfrentamento à criminalidade.

Além disso, programas de policiamento ostensivo, operações integradas, modernização de equipamentos, uso de inteligência policial e fortalecimento das políticas de prevenção contribuíram para a redução de índices criminais e para o aumento da sensação segurança da população.

O desempenho do Acre no ranking reforça o compromisso do governo do estado com a construção de uma sociedade mais segura. Com a priorização da segurança pública como eixo estratégico, o estado avança na consolidação de ambiente institucional sólido, capaz de promover crescimento econômico, inclusão social e melhores condições de vida para todos os acreanos.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Acre lidera articulação para criação da Aliança de Integração Bioceânica em encontro no Peru

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Governo do estado propõe fórum de cooperação com departamentos peruanos para acelerar integração logística com portos do Pacífico; reunião ocorre nesta quinta (19) e sexta (20) em Arequipa

Além do incentivo à industrialização, a Aliança também prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. Foto: captada 

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), está à frente de uma articulação diplomática e comercial para consolidar a Rota Bioceânica da Amazônia Ocidental. A proposta do estado será tema de um encontro estratégico realizado nesta quinta-feira (19) e sexta-feira (20) na Câmara de Comércio e Indústria de Arequipa (CCIA), no Peru.

O governo acreano propõe a criação de uma Aliança de Integração Bioceânica, um fórum permanente de cooperação que reunirá estados brasileiros e departamentos peruanos para acelerar a integração logística, econômica e política entre o Brasil e os portos do Pacífico.

O encontro reúne lideranças de governos, do setor empresarial, do turismo e de parlamentos dos dois países. Do lado brasileiro, participam representantes dos estados de Rondônia e Mato Grosso, parceiros do Acre no fluxo de exportação que compõem o eixo de influência da aliança, conhecido como Quadrante Rondon (formado por Acre, Rondônia e Mato Grosso). A Assembleia Legislativa do Acre também está presente, representada pelo deputado estadual Luiz Gonzaga.

A comitiva peruana integra os departamentos de Madre de Dios, Puno, Cusco, Arequipa e Moquegua.

Objetivos estratégicos

Para o governo do Acre, a Aliança deve focar na:

  • Redução de custos logísticos;

  • Acesso facilitado de produtos do Quadrante Rondon ao mercado asiático;

  • Atração de investimentos privados.

O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita, destaca que o papel do Acre é de articulador estratégico. “Estamos construindo um ambiente institucional ágil e orientado a resultados. A proposta da Aliança é unir forças entre os governos subnacionais e o setor produtivo para que a rota deixe de ser apenas um caminho e passe a ser um corredor de prosperidade”, afirmou.

Parceiros logísticos

A agenda de ações incluirá parcerias com operadores fundamentais da logística internacional, como:

  • Portos de Matarani e Ilo (Peru);

  • Cosco Shipping, empresa chinesa responsável pelo megaprojeto do Porto de Chancay;

  • ZED Ilo (Zona Especial de Desenvolvimento);

  • Concessionária IIRSA Sur (responsável pela rodovia no lado peruano);

  • Promperu e a Câmara de Comércio de Arequipa.

Impacto econômico e social

Além do fortalecimento das cadeias produtivas locais e do estímulo à industrialização, a Aliança de Integração Bioceânica prevê a dinamização do turismo transfronteiriço e a redução de desigualdades regionais. O fórum atuará diretamente na harmonização de procedimentos aduaneiros e na defesa de interesses comuns perante os governos nacionais e organismos internacionais.

Contexto nacional

A iniciativa acreana se insere no programa Rotas de Integração Sul-Americana, instituído pelo governo federal, que prevê cinco rotas de integração. A Rota Quadrante Rondon (multimodal) compreende os estados do Acre e de Rondônia em sua totalidade e partes do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, conectando o Brasil ao Peru, à Bolívia e ao norte do Chile, com destino a portos no Oceano Pacífico. A previsão de conclusão desta rota é 2027.

Com a criação desta agenda de ações, o Acre reafirma sua posição como o elo logístico e institucional entre o coração da América do Sul e as maiores economias do mundo.

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