Brasil
Suspeita de enviar foto de criança sem roupa ao namorado virtual é alvo de mandado em Boa Vista
Mulher de 25 anos também é investigada por falsa identidade após usar imagens de outra jovem para manter relacionamento online; caso envolve possível aliciamento digital e uso indevido de imagem infantil.

Uma mulher de 25 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Boa Vista, Roraima, após ser acusada de compartilhar a foto de uma criança sem roupa com um homem residente em Goiânia (GO), com quem supostamente mantinha um relacionamento virtual. Ela também é investigada por falsa identidade.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, quando uma jovem de 24 anos registrou boletim de ocorrência após ser contatada por um homem por meio de uma rede social. Ele alegava manter um relacionamento à distância com a suposta investigada há cerca de dois anos, e procurava pela mulher cujas fotos eram usadas em um perfil falso. A jovem reconheceu suas imagens no perfil e denunciou o caso.
Segundo o homem, a suspeita havia lhe enviado dados pessoais, o suposto endereço de trabalho da vítima e também imagens e vídeos de crianças — entre eles, uma foto de um menino sem roupa.
Com base nas informações fornecidas, a jovem foi ao endereço indicado e encontrou a dona da casa. Ela identificou a suspeita como sua ex-funcionária, que teria trabalhado como cuidadora de seus filhos até novembro de 2024. A mulher também reconheceu o menino na foto como seu filho de sete anos.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que solicitou o mandado de busca e apreensão para coletar dispositivos eletrônicos da investigada. Durante o interrogatório, ela admitiu ter fotografado a criança durante o banho, mas negou ter enviado o conteúdo ao suposto namorado.
A polícia apura agora se outras pessoas tiveram acesso ao material compartilhado e se há mais vítimas envolvidas. A investigação segue em andamento, sob suspeitas de uso indevido de imagem de terceiros e possível aliciamento digital.
Fonte: Roraima em Tempo
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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