Acre
Sindicato convoca trabalhadores da educação a ocupar prédio do SEE após novo atraso
“Estão brincando com a paciência e a boa vontade dos trabalhadores. Isso já passou dos limites”, afirmou a presidente do Sinteac
A coordenadora de Gestão de Pessoas da Secretaria de Educação, Carmen Sílvia, não garantiu o pagamento da VDP (Valorização de Desenvolvimento Profissional) aos trabalhadores no próximo dia 15, como estava acertado. Esta é a terceira data anunciada pelo governo para pagar o prêmio em menos de 45 dias. A folha de julho está fechada. O pagamento da VDP, se ocorrer, será em folha suplementar, no início do próximo mês, ou no pagamento da educação que ocorre no último dia de agosto. A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) vê um desrespeito inadmissível do governo com a categoria, pois não houve nenhum comunicado sobre a nova mudança de data. A assessoria de imprensa do sindicato tem a conversa gravada com Carmen Sílvia.
A assessora da SEE alegou que “o tempo é curto para conferir todos os processos”. O pagamento, inicialmente, estava previsto para junho, passou para o dia 5 deste mês e, agora, uma nova indefinição causa muita revolta da categoria. Carmen informou que todo o pessoal de sua pasta foi destacado para ajudar a cumprir o prazo de pagamento da VDP. “Mas não posso garantir nada”, concluiu.
Rosana Nascimento /Foto: Assessoria
A presidente do Sinteac, professora Rosana Nascimento, não se considera surpresa com a possibilidade de os trabalhadores serem “enganados” mais uma vez. O sindicato mantém a convocatória para que, caso não seja pago o prêmio no dia 15 (próxima sexta-feira), todos os educadores estejam no dia 18 no gabinete do secretário adjunto da SEE, Alberto Nunes, numa ocupação pacífica em defesa do pagamento da VDP “Sem enrolações”.
“Estão brincando com a paciência e a boa vontade dos trabalhadores. Isso já passou dos limites. A cada dia o desrespeito com professores e funcionários de escola só aumenta”, reagiu a professora Rosana Nascimento, presidente do Sinteac. A sindicalista obteve garantias do próprio secretário adjunto, Xaxá, de que a VDP não passaria do dia 15. O sindicato mantém a convocatória para que os trabalhadores ocupem a SEE, no dia 18. A folha do estado referente ao mês de julho já fechou.
“Irregulares” massacrados
Protesto da educação durante passagem da tocha/Foto: Assessoria Sinteac
A análise jurídica solicitada pelo governo, que diz se os não-concursados da Educação têm ou não direito à VDP, já foi concluída pelo procurador de Pessoal da PGE, Maycon Maia. Porém, ao ser indagado pela Assessoria de Imprensa do Sinteac, o procurador alegou estar impedido pelo regimento da Procuradoria para adiantar as conclusões. O procurador disse que a PGE sofreu uma pane no sistema de informatização. Esse problema, que, segundo ele, perdurou por dois dias, impossibilitou que a procuradora-geral, Lídia Corinto, remeta as conclusões finais à Secretaria de Educação. O governo havia informado que os “irregulares” saberiam “com certeza” na última sexta-feira se receberiam ou não a VDP. Foi mais um prazo descumprido pelo governo, que não teve o respeito de comunicar eventuais contratempos aos trabalhadores.
Absurdo começou em maio
A PGE já orientou o governo a retirar da folha de maio todas as promoções e gratificações dos irregulares. As verbas não serão devolvidas, segundo entendimento da Secretaria de Educação.
“Não tem cabimento o governo retirar direitos incorporados há 30 anos ou mais. É desrespeitoso e agressivo meter a mão no bolso de educadores que deram o sangue pela educação, inclusive ajudando a formar grandes nomes da advocacia, da medicina e de outras áreas vitais para o desenvolvimento do estado”, disse Rosana.
“Não posso adiantar nada. Somente a procuradora-geral tem o poder de acatar ou rejeitar o nosso parecer. Seria antiético passar pela autoridade dela. Infelizmente, por causa desse problema no nosso sistema de automação, ela só deve decidir na próxima terça-feira (12)”, disse o procurador.
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.









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