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Acre

Servidora pública questiona ‘saúde de 1º mundo’ de Sebastião Viana relatando morte de irmão

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Sentimento de dor e revolta de quem perdeu um ente querido nesta saúde do PT

Da redação, com fronteira24horas.com

No dia 26 de agosto de 2010, o “borracheiro” Leomar Motta de Sousa, conhecido por “CABEÇA”, sofreu um acidente de trabalho no município de Feijó e foi socorrido por amigos e familiares e levado ao Hospital Geral daquele município.

Durante o atendimento, a família foi informada que não havia recurso nenhum naquela unidade hospitalar para salvar a vida de Leomar.

“Durante o atendimento nos foi informado que não havia nem mesmo o básico para tentar salvar a vida dele, não tinha linha de sutura, gazes, pinça para pinçar os vasos, e o pior é lembrar a carinha de dor do meu irmão quando o medico fez alguns pontos no ferimento sem anestésico”. Lembra a irmã Silvia Badotti.

Transferido para a capital Rio Branco, o paciente Leomar Motta ainda teve que aguardar umas 4 horas para que pudessem iniciar a cirurgia (procedimento vascular).

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Segundo os familiares, após a cirurgia, como não tinha vaga na UTI e todos os leitos estavam ocupados, os familiares de Leomar tiveram que se contentar com um cantinho alí mesmo no corredor.

“Meu irmão ficou jogado como um cachorro em cima de uma maca no corredor do Pronto Socorro e pela manhã um familiar é que se deu conta que ele estava sem vida, isso mesmo, eles nem sabem a hora que meu irmão morreu”. Desabafou Neiva Badotti, irmã de Leomar Mota.

Segundo Neiva Badotti, a dor da família não acabaria ainda, uma vez que o corpo foi encaminhado para o IML onde ficou por aproximadamente duas horas e meia para se conhecer a causa da morte em um laudo diagnosticado como sendo “Embolia Pulmonar”.

Depoimento de Sebastião onde disse que a saúde do Acre não tem filas, gerou depoimento de servidora pública sobre a morte de seu irmão em 2010

Depoimento de Sebastião onde disse que a saúde do Acre não tem filas, gerou depoimento da servidora pública sobre a morte de seu irmão em 2010.

Depois o corpo foi transladado de volta para o município de Feijó em um voo fretado por uma pessoa que quis ajudar, para sepultamento junto aos familiares e amigos, e para a surpresa de todos, segundo a família, quando foram trocar uma roupa no corpo do ente querido, foi constatado que o IML não fez sequer um procedimento, pois o corpo estava intacto, somente com o ferimento do acidente na coxa.

Segundo Neiva, outra coisa que chamou atenção dos familiares, foi o fato de que o medico que assinou o atestado de óbito no pronto socorro as 7h00 da manhã é o mesmo medico que também assinou o laudo cadavérico no IML horas mais tarde.

Inconformada com a situação, no dia 18 de Outubro de 2010, a família procurou o MP, PROMOTORIA ESPECIALIZADA DE DEFESA DA SAUDE onde prestaram termo de declaração e pediram que o caso fosse apurado.

Segundo a família de Leomar, 4 anos se passaram e nenhuma resposta do MP. “Retornei no MP em busca de alguma informação, e tudo oque me foi dito e que não existe nada lá em nome do meu irmão, mas tenho termo de declaração que prestei naquele MP especializado, o que eles fizeram não eu não sei”. Disse Neiva Badotti.

Quando perguntada sobre o que ela acha da saúde do estado e dessa situação com o MP, Neiva desabafou e disse: “É com muita tristeza que hoje expresso minha opinião sobre o Ministério publico especializado de defesa da saúde, que parece estar engessado pela rede petista que joga a sujeira para debaixo do tapete, pois na gestão do PT investigar algo na saúde, é atrapalhar o andamento das unidades, onde muitos morrem vitima do péssimo atendimento e da falta do básico. E tem mais o promotor que se atreve investigar algo na saúde tem seu nome na lista daqueles que devem ser chamado atenção por seus superiores (corregedores), pois estão atrapalhando os serviços. Para você que vota 13 te desejo um bom plano de saúde e muita sorte, pois a falta do básico assola todas as unidades de saúde, principalmente as do interior do estado, e eles ainda querem mais 4 anos para fazer oque não fizeram em 16 anos de incompetência, maldade e perseguição”. Desabafou.

 

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Acre

Colisão entre motocicletas deixa quatro feridos em cruzamento movimentado de Rio Branco

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Vítimas foram socorridas pelo Samu e encaminhadas a unidades de saúde com ferimentos leves

Um acidente envolvendo duas motocicletas deixou quatro pessoas feridas na tarde desta quinta-feira (26), no cruzamento da Avenida Ceará com a Rua Manoel Rodrigues de Souza, em Rio Branco.

As motos envolvidas — uma Yamaha Factor branca e uma Honda Fan vermelha — eram conduzidas por motociclistas que atuam com transporte por aplicativo.

De acordo com informações apuradas, ambos seguiam no mesmo sentido, centro-bairro, pela Rua Manoel Rodrigues de Souza, quando o condutor da Factor, que trafegava pelo lado direito, acessou a Avenida Ceará após o sinal, com intenção de seguir em direção ao centro, provocando a colisão.

Com o impacto, os quatro ocupantes das motocicletas foram arremessados ao solo.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que passava pelo local no momento do acidente, prestou os primeiros socorros com a ambulância de suporte avançado. Uma unidade de suporte básico também foi acionada para reforçar o atendimento.

Duas vítimas foram encaminhadas ao Pronto-Socorro da capital: Alisson Matos de Souza Santos, de 25 anos, com suspeita de fratura no punho e nos dedos, além de escoriações; e Evanilson da Silva Freitas, de 39 anos, com quadro de lombalgia.

Os dois passageiros, ambos menores de idade — uma adolescente de 13 anos e um jovem de 15 — foram levados à UPA Franco Silva, na região da Baixada da Sobral, apresentando escoriações.

Segundo as equipes médicas, todas as vítimas estão em estado de saúde estável.

O Policiamento de Trânsito não foi acionado para atender a ocorrência.

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Acre

Brasileiro é preso em Cobija e condenado a 3 anos de prisão em menos de 48 horas por furtos

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Acusado, que tem moradia em Epitaciolândia, foi reconhecido por vítimas e admitiu responsabilidade em procedimento abreviado; pena será cumprida na penitenciária Villa Busch

O diretor da Força Especial de Luta Contra o Crime (FELCC), coronel Carlos Pardo, detalhou em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (26) a prisão de um cidadão de nacionalidade brasileira ocorrida no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia. O brasileiro é acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana.

Reconhecimento pelas vítimas

Segundo a autoridade policial, as vítimas conseguiram reconhecer o sujeito como o autor dos furtos cometidos em residências da região. O brasileiro tem moradia na cidade de Epitaciolândia, no Acre, cidade gêmea de Cobija, na fronteira entre os dois países.

Condenação

Antes da coletiva, o réu se submeteu a um procedimento abreviado, no qual admitiu sua responsabilidade pelos crimes. Com base na legislação boliviana e com a atuação das autoridades do judiciário de Pando, foi determinada uma sentença de 3 anos de prisão pelos furtos cometidos.

O brasileiro deverá cumprir a pena na penitenciária de Villa Busch, localizada em Cobija. O caso reforça a atuação conjunta das autoridades bolivianas no combate aos crimes transfronteiriços na região da fronteira com o Acre.

A prisão ocorreu no bairro Villamontes, zona leste de Cobija, após o brasileiro ser acusado de cometer vários roubos em domicílios em diferentes bairros da cidade boliviana. Foto: captada 

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Acre

Bocalom oficializa renúncia e define missão como “chamado de esperança”: “Não poderia ignorar uma missão”

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Ex-prefeito de Rio Branco entrega carta à Câmara e reforça propósito cristão e dever público para disputar governo do Acre nas eleições de 2026

A renúncia do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, oficializada nesta quinta-feira (26) após o envio de carta à Câmara de Vereadores, foi focada naquilo que o gestor classifica como uma decisão não apenas administrativa, mas resultado de um “chamado” que define como uma missão de esperança diante do momento vivido pelo país.

“Esta decisão é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir com o Estado do Acre”, escreveu Bocalom, ao justificar a saída do cargo. No mesmo trecho, ele cita um cenário de insatisfação nacional, afirmando que “a indignação toma conta das ruas, dos lares e das instituições”.

Missão de esperança

A fala sugere que o agora ex-prefeito está decidido no novo caminho político, voltado à campanha de governo do Estado. Bocalom reitera que não poderia “ignorar uma missão”, que, segundo ele, tem como nome “ESPERANÇA”.

“Assumi a Prefeitura de Rio Branco em 1º de Janeiro de 2021, e desde então, trabalho com humildade e dedicação neste distinto cargo, pois honro e respeito a fé em mim depositada, acordando cedo e dormindo tarde em todos os 1.917 (mil novecentos e dezessete) dias do nosso compromisso enquanto gestores, e sinto, portanto, que chegou o momento de retribuir ainda mais ao Acre tudo aquilo que ele fez por mim e à minha família. É com esse espírito de serviço que deixo o cargo de prefeito, pois cuidar de Rio Branco e dos rio-branquenses tornou-se para mim um verdadeiro sacerdócio”, enfatizou no documento.

Propósito e fé

O conteúdo amplia o tom já observado em outros trechos da carta, marcada por referências à fé, propósito e dever público.

“Como todo bom cristão, todas as minhas ações e decisões sempre foram pautadas pelo meu íntimo relacionamento com Deus, e agradeço imensamente a Ele por proporcionar que o Espírito Santo me guiasse até aqui, e peço com veemência – confiante em sua luz – que Ele continue a clarear os meus passos e abençoar os meus propósitos, pois são nossas escolhas que definem os nossos caminhos, sendo a disciplina, a verdade e a servidão os ideais que iluminam os meus”.

Cenário político

Com a renúncia oficializada, o vice-prefeito Alysson Bestene (PP) assume o comando da Prefeitura de Rio Branco. Bocalom agora se dedica integralmente à pré-campanha ao governo do Acre pelo PSDB, partido ao qual se filiou recentemente após ser convidado a deixar o PL.

A saída do prefeito cumpre o prazo de desincompatibilização exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina que gestores do Executivo que pretendem concorrer às eleições devem se afastar dos cargos até o dia 4 de abril. Bocalom é um dos três principais pré-candidatos ao governo, ao lado da vice-governadora Mailza Assis (PP) e do senador Alan Rick (Republicanos).

A carta chegou ao Legislativo pelas mãos de Jorge Eduardo Bezerra, gestor da Sejur. Foto: captada 

Confira a carta na íntegra:

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2 Timóteo 1:7)

Senhor Presidente,

Como todo bom cristão, todas as minhas ações e decisões sempre foram pautadas pelo meu íntimo relacionamento com Deus, e agradeço imensamente a Ele por proporcionar que o Espírito Santo me guiasse até aqui, e peço com veemência – confiante em sua luz – que Ele continue a clarear os meus passos e abençoar os meus propósitos, pois são nossas escolhas que definem os nossos caminhos, sendo a disciplina, a verdade e a servidão os ideais que iluminam os meus.

Após mais de 5 anos à frente da Prefeitura de Rio Branco, venho tomar essa difícil decisão, consciente em minha mente e sincero em meu coração. Tenho a convicção de que a nossa amada Rio Branco é hoje uma cidade (com “c” de capital), muito mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva, com uma economia pujante e serviços públicos de qualidade. Ainda enfrentamos desafios, mas, se posso deixar o mandato com paz de espírito, é porque sei que o nosso vice-prefeito e meu grande amigo Alysson Bestene dará continuidade às políticas públicas exitosas desta nossa gestão e continuará construindo uma cidade onde todos possam viver com mais DIGNIDADE.

Sempre trabalhei em equipe, se fizemos muito e longe chegamos é porque sempre estive muito bem acompanhado. Agradeço a toda a minha família, em especial a minha rainha Beth Bocalom (in memoriam), a minha filha Luciana e as minhas amadas netas Isabella, Ana Luíza e Maria Rita, e a minha amada esposa e parceira de sonhos, Kelen Bocalom, a coluna forte de nosso lar. Deixo também meu fraternal abraço e sincero agradecimento ao meu leal time de secretários, parceiros dos triunfos que conquistamos e estendo a minha enorme gratidão a todos colaboradores de nossa Prefeitura, que diariamente se dedicam para que o nosso povo tenha uma vida melhor e para que as próximas gerações possam colher os frutos deste legado de transformações.

Agradeço profundamente a esta Câmara de Vereadores pela parceria institucional ao longo destes anos. Mesmo nos momentos mais difíceis, prevaleceu o compromisso com nosso povo. Destaco que a contribuição dessa casa está em todas as nossas realizações. Sou grato a todos os 17 (dezessete) nobres vereadores e vereadoras do meu primeiro mandato e aos 21 (vinte e um) membros desta legislatura, aonde enfrentamos diversos desafios, mas juntos sempre avançamos.

Recebo agora com responsabilidade e serenidade a um novo chamado, e com o sentimento de missão cumprida e eternamente grato pela oportunidade a nós concedida, atendendo a legislação vigente, apresento a renúncia ao cargo de prefeito, confiante de que o meu maior feito foi de que os rio-branquenses voltaram a sentir o orgulho e a alegria de serem rio-branquenses.

Rio Branco estará sempre em meu coração,

Rio Branco, 26 de março de 2026.

Tião Bocalom

Durante a leitura, o conteúdo chamou atenção pelo forte tom religioso, com referências à fé cristã e à condução espiritual das decisões tomadas por Bocalom ao longo de sua gestão. Foto: captada 

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