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Sequência de homicídios contra idosos em menos de 24 horas mobiliza polícia no interior de RO

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Foto: Reprodução TV Norte

Equipes da Polícia Civil seguem em diligências, com coleta de informações, oitiva de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança.

A Polícia Civil intensificou as investigações após o registro de três homicídios contra idosos em um intervalo inferior a 24 horas no município de Itapuã do Oeste. Os crimes ocorreram entre a tarde de quarta-feira (17) e a manhã de quinta-feira (18) e provocaram apreensão entre os moradores da cidade, situada a cerca de 110 quilômetros da capital.

O primeiro caso foi registrado na tarde de quarta-feira, quando um idoso de 66 anos foi encontrado sem vida às margens da BR-364. A vítima trabalhava como caseiro em uma propriedade rural próxima ao local.

A área foi isolada para os trabalhos da perícia, e as circunstâncias do crime passaram a ser apuradas.

Horas depois, ainda na noite do mesmo dia, um segundo homicídio foi constatado. Um homem de 69 anos foi encontrado morto dentro de uma residência localizada na Estrada da Mineração.

As informações iniciais indicam que ele sofreu agressões, e a polícia avalia diferentes linhas de investigação, incluindo a possibilidade de crime patrimonial ou execução.

Na manhã de quinta-feira, um terceiro idoso foi localizado morto em uma via urbana do município. As características do crime apresentaram semelhanças com os registros anteriores, o que reforçou a suspeita de ligação entre os casos.

Equipes da Polícia Civil seguem em diligências, com coleta de informações, oitiva de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança.

O objetivo é identificar os responsáveis e esclarecer a motivação da sequência de crimes que abalou a tranquilidade da cidade.

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Gefron apreende 45 kg de cocaína e prende dois homens na zona rural de Rio Branco

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Dupla foi interceptada em motocicletas durante operação conjunta de combate ao tráfico na Estrada Transacreana

Na madrugada deste sábado (4), em um ramal da Estrada Transacreana, em Rio Branco, o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prendeu dois homens e apreendeu 45 quilos de cocaína.

Os suspeitos, Denilson da Silva Souza e Fernando Santos de Souza, transportavam a droga em duas motocicletas quando foram surpreendidos pela equipe policial. A ação integra a Operação Protetor das Fronteiras e Divisas, coordenada pelo Ministério da Justiça, e também a Operação Cerco II.

De acordo com o coordenador do Gefron, coronel Assis, as equipes intensificaram o patrulhamento em ramais que cruzam a Reserva Chico Mendes, no trecho entre a BR-364 e a Transacreana.

“Dentro da Operação Cerco II, temos a atribuição de patrulhar os ramais que cruzam a Reserva Chico Mendes. Fizemos pontos de fiscalização e o resultado veio”, destacou.

A droga apreendida e os suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Flagrantes de Rio Branco (Defla), onde permanecem à disposição da Justiça.

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Tráfico e crimes ambientais expandem violência para o Acre, aponta estudo

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Levantamento do projeto Amazônia 2030 revela que o estado já está inserido na nova dinâmica do crime organizado na região; participação de facções em homicídios saltou de 29% para 56% a partir de 2018

O estudo mostra que a violência na Amazônia não ocorre de forma isolada, mas está diretamente ligada a diferentes ciclos de atividades ilegais. Foto: captada 

Avanço do tráfico de drogas e de atividades ilegais na Amazônia atinge o Acre, aponta pesquisa

Com assessoria 

Um estudo do projeto Amazônia 2030, publicado no último mês de março, aponta que a violência na região amazônica tem avançado para áreas antes consideradas mais isoladas, como o Acre, acompanhando a expansão do tráfico de drogas, da atuação de facções criminosas e de crimes ambientais.

De acordo com o relatório “Da exploração ilegal de recursos naturais ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia brasileira”, a partir da década de 2010, estados como Amazonas e Acre passaram a registrar aumento nos índices de homicídios, refletindo um processo de interiorização da violência que já havia atingido outras partes da Amazônia Legal.

Nos anos 2000, os conflitos estavam mais associados à exploração ilegal de madeira. Em seguida, ganharam força a grilagem de terras e o garimpo ilegal. Já nos últimos anos, o protagonismo passou a ser do tráfico de drogas e das facções criminosas.

“A violência na Amazônia acompanhou a transformação dos mercados ilegais, saindo de conflitos locais para uma dinâmica conectada ao crime organizado”, diz o estudo.

Essa mudança, segundo os pesquisadores, tornou o cenário mais complexo, conectando municípios pequenos e remotos a redes nacionais e internacionais do crime.

Amazônia supera média nacional de homicídios

Os dados revelam que a violência na Amazônia Legal cresceu mais rapidamente do que no restante do país. Em 2023, municípios pequenos da região registraram cerca de 30 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto a média em áreas semelhantes fora da Amazônia ficou em torno de 20.

Entre 1999 e 2023, foram contabilizados mais de 18 mil homicídios acima do esperado para a região, evidenciando um descolamento significativo em relação ao restante do Brasil.

Um dos principais destaques do estudo é o papel crescente das facções criminosas. A partir de 2018, há um salto no número de homicídios associado à consolidação das rotas do tráfico de drogas, especialmente pelos rios da Amazônia.

Segundo o levantamento, a participação das facções nos homicídios ligados a fatores de risco saltou de 29% até 2017 para 56% no período entre 2018 e 2023.

“Mais da metade da violência recente na Amazônia já está ligada à atuação de facções criminosas e ao controle de rotas do tráfico.”

Esse avanço está ligado à mudança das rotas do tráfico, que passaram a utilizar cada vez mais as hidrovias da região, alcançando comunidades antes isoladas e ampliando a presença do crime organizado.

Acre entra na nova dinâmica da violência

Embora não detalhe municípios específicos, o estudo indica que o Acre já está inserido nesse novo cenário, tanto pela expansão geográfica da violência quanto pela presença de múltiplos fatores de risco associados à ilegalidade.

Mapas apresentados no relatório mostram que o estado aparece com nível relevante de exposição a esses fatores, o que indica maior vulnerabilidade ao avanço da violência.

Acre já está inserido na nova dinâmica

Embora não detalhe municípios específicos, o estudo indica que o Acre já está inserido nesse novo cenário, tanto pela expansão geográfica da violência quanto pela presença de múltiplos fatores de risco associados à ilegalidade. Mapas apresentados no relatório mostram que o estado aparece com nível relevante de exposição a esses fatores, o que indica maior vulnerabilidade ao avanço da violência.

Quem são os autores

O estudo foi elaborado pelos economistas Leila Pereira, professora da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora nas áreas de desenvolvimento, meio ambiente e economia do crime; Rafael Pucci, também professor da USP, com atuação em economia aplicada e violência; e Rodrigo Soares, professor do Insper, com passagem por universidades internacionais como Columbia e referência em estudos sobre economia e criminalidade.

Medidas tradicionais são insuficientes

Os pesquisadores alertam que estratégias tradicionais, como fiscalização ambiental e regularização fundiária, já não são suficientes para conter a violência na região. “Diante da atuação crescente do crime organizado, o enfrentamento do problema exige ações integradas, envolvendo segurança pública, controle territorial, políticas ambientais e cooperação entre diferentes níveis de governo.”

Embora não detalhe municípios específicos, o estudo indica que o Acre já está inserido nesse novo cenário, tanto pela expansão geográfica da violência quanto pela presença de múltiplos fatores de risco associados à ilegalidade. Foto: captada 

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Elevador despenca em prédio de Rio Branco e mulher fratura as duas pernas

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Acidente ocorreu na noite de quinta-feira (2) no bairro Jardim Europa; cabine teve queda interrompida pelo freio de segurança; vítima foi resgatada consciente e encaminhada ao pronto-socorro

A equipe encontrou a vítima consciente, orientada e comunicativa dentro do elevador. Foto: captada 

Moradora sofre fraturas após falha mecânica em elevador; bombeiros realizaram içamento controlado

Uma moradora de um condomínio na Rua Alameda Grécia, bairro Jardim Europa, em Rio Branco, fraturou as duas pernas após o elevador do prédio despencar na noite de quinta-feira (2). Ela foi levada para o hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar a vítima do local. Conforme os bombeiros, o elevador apresentou falha mecânica, que resultou na queda parcial da cabine. A equipe encontrou a vítima consciente, orientada e comunicativa dentro do elevador, porém com dor intensa no tornozelo direito e na região da perna esquerda.

“Durante o exame físico, observou-se suspeita evidente no tornozelo direito e suspeita de fratura em tíbia e fíbula proximal da perna esquerda. A vítima foi colocada sentada para que fosse realizada a imobilização dos membros inferiores com uso de talas rígidas e ataduras, materiais estes fornecidos pela equipe do Samu, que permaneceu em apoio direto no pavimento de acesso”, informou a corporação.

Ainda conforme o Corpo de Bombeiros, a queda do elevador foi interrompida ao atingir o primeiro andar e térreo do prédio. Foto: captada 

Queda interrompida pelo freio de segurança

Ainda de acordo com os bombeiros, a vítima foi imobilizada e retirada do elevador e atendida por uma equipe do Samu, acionada para dar continuidade ao atendimento pré-hospitalar e posterior condução ao pronto-socorro. Em entrevista à imprensa no PS, uma médica da equipe do Samu confirmou que a moradora estava estável e iria passar por uma segunda avaliação no hospital.

A queda do elevador foi interrompida ao atingir o primeiro andar e térreo do prédio, já que o freio de segurança foi acionado e evitou a queda total da estrutura. Além disso, também foi identificado riscos como instabilidade da cabine e possibilidade de novo deslocamento.

“Após análise técnica da situação e levando em conta os materiais disponíveis no momento, a guarnição optou pela realização do içamento controlado da cabine do elevador, como forma mais segura de acesso e retirada da vítima”, explicou o órgão. Segundo os bombeiros, a empresa responsável pela manutenção do elevador disponibilizou uma talha mecânica, que foi integrada ao sistema de ancoragem montado pela equipe.

Ainda de acordo com os bombeiros, a vítima foi imobilizada e retirada do elevador e atendida por uma equipe do Samu, acionada para dar continuidade ao atendimento pré-hospitalar e posterior condução ao pronto-socorro. Foto: captada 

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