Acre
Seleção de futebol máster de Xapuri conquista vitória na estreia da i copa regional
Da Assessoria de Xapuri
Aconteceu no sábado (06) na cidade de Brasiléia, a abertura da I COPA REGIONAL DE FUTEBOL MASTER, que contou com a presença dos selecionados de Brasiléia, Capixaba, Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri e convidado Cobija – Pando (Bolívia).
O anfitrião da festa, prefeito de Brasiléia, Everaldo Gomes, deu boas vindas a todas as delegações que estão inscritas na competição.
“É um prazer enorme ter todos vocês como nossos convidados e que o Município está de braços abertos e ao mesmo tempo fazendo parte das comemorações aos 103 anos de aniversario de Brasiléia.
Estamos iniciando uma competição onde várias estrelas do futebol regional e acreano estarão participando, isso nos orgulha muito, pois muitos desses jogadores deram alegria e são orgulho para as cidades que estão sendo representados. É uma maneira de valorizar aqueles que são orgulhos no esporte regional e acreano.
Nossa administração está voltada para o esporte, desde o inicio de nossa administração estamos realizando várias atividades esportivas em todas os segmentos e vamos buscar resgatar a tradicional COPA BOLPEBRA.
Queremos agradecer os prefeitos Marcinho Miranda (Xapuri), André Hassem (Epitaciolândia), Dr. Betinho (Assis Brasil), Varêda (Capixaba) e Dr. Holf (Cobija), por terem aceitado nosso convite e apoiado suas seleções. Agradecer toda a comissão organizadora da competição e aos atletas de nossa cidade.
O importante dessa competição é a integração da nossa regional e buscar resgatar nosso esporte. Disse o prefeito Everaldo Gomes.
“Em nome de todos os desportistas da cidade de Epitaciolândia, queremos agradecer pelo convite e parabenizar o prefeito Everaldo Gomes, a cidade de Brasiléia pelos 103 anos de fundação e aos prefeitos de Xapuri, Assis Brasil, Capixaba e do desportista de Cobija pela participação de um evento tão importante.
Estaremos sempre em conjunto com os demais prefeitos da Regional na busca da integração em todas as áreas”, disse o Prefeito André Hassem
“Somos gratos pelo convite e a nossa cidade Cobija estará apoiando a competição. Vamos estar a disposição e sempre em parcerias com os demais desportistas de nossa regional”. Comentou Dr. Holf (Cobija – Pando)
“Aproveito a oportunidade para agradecer o apoio do Prefeito Marcinho Miranda, do Secretário de Esporte e Lazer, José Gonçalves (Zeca), do empresário Acrevenos Espíndola e dos desportistas de Xapuri, pelo apoio e força que estão nos dando para que o nosso selecionado tivesse a participação nessa competição.
Nosso município em termos de esporte está resgatando todas as atividades que hora fora esquecida pelas ex-administrações, desde janeiro a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer vem realizando e apoiando várias atividades esportivas, pois é um compromisso do prefeito Marcinho Miranda, do vice Ailton Menezes juntamente com os desportistas em geral de todas as comunidades de nosso município.
Queremos comunicar aos presentes, que o prefeito Marcinho Miranda nos solicitou e apresentamos o requerimento á organização na reunião que a próxima edição da Copa ou seja, a abertura e a final seja realizada em nossa cidade, fazendo parte do calendário esportivo da cidade.
Todos nós atletas e comissão, agradecemos á organização, o prefeito Everaldo Gomes (Brasiléia), André Hassem (Epitaciolândia), Dr. Betinho (Assis Brasil), Varêda (Capixaba) e Dr. Holf (Cobija) pelo convite e o apoio que estão dando aos atletas de futebol máster de suas cidades.
Estaremos sempre a disposição em ajudar, apoiar e ser parceiro na área esportiva em todos os segmentos”. Finalizou o vereador Celso Garcia (Paraná), líder do Prefeito na Câmara Municipal de Xapuri.
Na abertura da I COPA REGIONAL DE FUTEBOL MASTER, os resultados foram os seguintes:
Seleção de Brasiléia 3 X 2 Seleção de Cobija – Pando
Seleção de Xapuri 1 X 0 Seleção de Assis Brasil
Seleção de Epitaciolândia 6 X 1 Capixaba
A próxima rodada será realizado no sábado (dia 13), ás 16 horas no Estádio Álvaro Felício Abrahão na Cidade de Xapuri – Acre.
Comentários
Acre
Gladson Cameli anuncia saída do governo no dia 2 de abril para disputar o Senado
Governador antecipa desincompatibilização em dois dias; vice-governadora Mailza Assis assume o cargo e é apontada como candidata à reeleição

Com a saída de Gladson, quem assume o governo do estado é a atual vice-governadora, Mailza Assis. Durante a fala, o governador elogiou a aliada e afirmou que ela é sua candidata à reeleição. Foto: captada
O governador Gladson Cameli anunciou nesta quinta-feira (5) que irá antecipar sua saída do governo do Acre para o dia 2 de abril, dois dias antes do prazo final previsto na legislação eleitoral para desincompatibilização de chefes do Executivo que pretendem disputar outros cargos.
A declaração foi feita durante o 2º Encontro de Vereadores do Acre, realizado em Rio Branco. Na ocasião, o governador afirmou que deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.
Pela lei eleitoral, governadores que desejam concorrer a outros cargos precisam deixar o mandato até o dia 4 de abril. Segundo Gladson, a saída será antecipada e marcada por uma cerimônia de transição de governo no Palácio Rio Branco.
“Eu quero aproveitar essa oportunidade para começar a me despedir de vocês. Eu deixarei o mandato no dia 2 de abril, quando farei a transição. Tenho que cumprir constitucionalmente a desincompatibilização”, afirmou.
Dever cumprido
Durante o discurso, o governador também destacou que pretende deixar o cargo com a sensação de dever cumprido.
“Tenho certeza de que deixo o governo com sentimento de dever cumprido. Peço desculpas por algum momento de intransigência ou se faltei com vocês em algum momento”, declarou.
Transição e sucessão
Com a saída de Gladson, quem assume o governo do estado é a atual vice-governadora, Mailza Assis. Durante a fala, o governador elogiou a aliada e afirmou que ela é sua candidata à reeleição.
“Ela ficará no governo e é minha candidata à reeleição para dar continuidade a todo o planejamento feito com muita responsabilidade”, disse.
Gladson também convidou os vereadores presentes no encontro para participarem da cerimônia de transição no dia 2 de abril. Segundo ele, o momento marcará simbolicamente o fim de seu mandato.
“Eu vou chegar como governador e sair como ex-governador, descendo as escadas do Palácio Rio Branco. Como eu disse no dia 1º de janeiro de 2019, eu subi aquelas escadas e vou descer de cabeça erguida”, afirmou.

A declaração foi feita durante o 2º Encontro de Vereadores do Acre, realizado em Rio Branco, nesta quinta-feira, dia 4. Foto: captada
Comentários
Acre
Motociclista sofre fratura após colisão com carro em frente à rodoviária de Brasiléia
Acidente aconteceu após motorista de nacionalidade boliviana tentou realizar conversão em local proibido; condutor foi encaminhado à delegacia
Um acidente de trânsito registrado na Avenida Rui Lino, no Centro de Brasiléia, deixou uma motociclista (não identificada) ferida na na manhã desta quinta-feira (5), nas proximidades da rodoviária da cidade.
De acordo com informações da polícia, a guarnição foi acionada pelo COPOM, juntamente com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para atender a ocorrência envolvendo um automóvel e uma motocicleta em uma via urbana, em frente ao cartório.
No local, os policiais constataram a colisão entre os veículos, que resultou em danos materiais. A condutora da motocicleta foi encontrada caída ao solo e apresentava fratura na perna esquerda. Ela recebeu atendimento da equipe do SAMU e foi encaminhada ao hospital para avaliação médica. Segundo foi apurado, a mulher foi transferida para a Capital, onde passaria por cirugia no local afetado.
A perícia técnica esteve no local e realizou os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias do acidente.
Segundo informações levantadas no local, a colisão ocorreu após o motorista do automóvel realizar uma manobra de conversão em local proibido, atingindo a motocicleta.
O condutor do carro não apresentava ferimentos e informou possuir habilitação emitida em seu país de origem. No entanto, os dados não puderam ser registrados no sistema por se tratar de documento estrangeiro.
Após os procedimentos, o motorista foi conduzido à delegacia para as providências legais. O automóvel, por ser estrangeiro, foi removido por guincho e levado ao pátio competente, enquanto a motocicleta foi retirada do local e entregue a um responsável.
VEJA VÍDEO DENTRO DE INSTANTES
Comentários
Acre
Tríplice fronteira do Acre é apontada como rota do garimpo ilegal e do tráfico de mercúrio na Amazônia
Estudo da Abin, FBSP e Ministério do Meio Ambiente aponta que região de Assis Brasil, Bolpebra e Iñapari está inserida em dinâmicas transnacionais da mineração ilegal; 40 mil garimpeiros atuam no lado peruano

O relatório aponta que áreas próximas ao território acreano estão inseridas nas dinâmicas transnacionais da mineração ilegal e do tráfico do metal utilizado na extração de ouro. Foto: captada
A região da tríplice fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru, especialmente na área dos municípios de Assis Brasil (Acre), Bolpebra (Bolívia) e Iñapari (Peru), aparece no contexto regional de expansão do garimpo ilegal e da circulação clandestina de mercúrio na Amazônia, segundo estudo elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O relatório aponta que áreas próximas ao território acreano estão inseridas nas dinâmicas transnacionais da mineração ilegal e do tráfico do metal utilizado na extração de ouro.
Intitulada “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” e publicada em outubro de 2025, o estudo analisa as rotas internacionais do mercúrio, os impactos ambientais da mineração ilegal e as redes criminosas que operam na região amazônica.
Madre de Dios: polo de mineração ilegal
De acordo com o estudo, um dos principais polos de mineração ilegal na Amazônia está no leste do Peru, na região de Madre de Dios, área que faz fronteira direta com o Acre, nas proximidades do município de Assis Brasil. Essa região também mantém conexões logísticas com cidades acreanas da faixa de fronteira, como Brasiléia e Epitaciolândia, que funcionam como portas de entrada e circulação de pessoas e mercadorias entre os dois países.

As paisagens de mineração de ouro no sul do Peru e nos Yungas bolivianos. Esquerda: Minas industriais e garimpos. Direita: Minas industriais e garimpos de áreas protegidas e terras indígenas. Foto: captada
Segundo o relatório, cerca de 40 mil garimpeiros informais atuam na região peruana, sendo responsáveis por aproximadamente 70% da produção ilegal de ouro do país. A atividade ocorre majoritariamente fora de qualquer controle estatal e gera forte pressão ambiental sobre toda a faixa de fronteira amazônica.
Acre inserido no contexto regional
A proximidade geográfica com municípios acreanos faz com que o estado esteja inserido no contexto regional das cadeias logísticas da mineração ilegal, que envolvem circulação de trabalhadores, equipamentos e insumos entre países da Amazônia. O estudo destaca que a presença do mercúrio, amplamente utilizado no garimpo para separar o ouro dos sedimentos, representa grave risco à saúde das populações ribeirinhas e indígenas, além de contaminar os rios da bacia amazônica.
Estima-se que 3 mil toneladas de mercúrio tenham contaminado rios da Amazônia nas últimas duas décadas
A contaminação por mercúrio na Amazônia acende alerta para os graves impactos ambientais e sanitários na região de fronteira do Acre com Peru e Bolívia. De acordo com o estudo “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança”, cerca de 3 mil toneladas do metal foram despejadas nos rios da região de Madre de Dios, no Peru, ao longo das últimas duas décadas.

Estima-se que cerca de 3 mil toneladas do metal tenham sido despejadas nos rios da região de Madre de Dios ao longo de duas décadas, contaminando ecossistemas e comunidades locais. Foto: captada
O mercúrio é amplamente utilizado no garimpo ilegal para separar o ouro dos sedimentos, mas possui alta toxicidade. No ambiente aquático, o metal pode se transformar em metilmercúrio, substância que se acumula na cadeia alimentar e chega aos seres humanos principalmente por meio do consumo de peixe contaminado.
Risco às populações tradicionais
Populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia estão entre as mais vulneráveis à contaminação, devido à dependência do pescado como principal fonte de alimentação. A exposição prolongada ao metilmercúrio pode causar danos neurológicos, problemas de desenvolvimento em crianças e complicações de saúde em adultos.
A proximidade geográfica com os municípios acreanos de Assis Brasil, Brasiléia e Epitaciolândia coloca essas comunidades na rota dos impactos socioambientais da mineração ilegal, ainda que a atividade não ocorra em território brasileiro. O estudo reforça a necessidade de políticas integradas de monitoramento e controle na faixa de fronteira para mitigar os danos à saúde e ao meio ambiente.

O relatório mostra ainda que o Brasil não possui produção própria de mercúrio, o que faz com que praticamente todo o metal utilizado no país seja importado ou contrabandeado. Foto: captada
Rotas clandestinas na Bolívia e Guiana abastecem garimpos ilegais com mercúrio contrabandeado, aponta estudo
O estudo “Mercúrio na Amazônia: redes criminosas transnacionais, vulnerabilidade socioambiental e desafios para a governança” revela a existência de uma cadeia internacional que abastece garimpos ilegais na região amazônica com mercúrio contrabandeado. O relatório, elaborado pela Abin, FBSP e Ministério do Meio Ambiente, aponta que o Brasil não possui produção própria do metal, o que torna o país dependente de importações e vulnerável ao desvio para atividades criminosas.
De acordo com o estudo, entre os principais pontos de entrada do mercúrio contrabandeado estão Bolívia e Guiana, que funcionam como centros de redistribuição do metal para garimpos ilegais em diferentes regiões da Amazônia brasileira. No caso do material produzido ou transportado pela Bolívia, a rota mais frequente ocorre por balsas no Rio Madeira e em locais de exploração em Mato Grosso, próximos à fronteira, a exemplo da Terra Indígena Sararé.

O estudo aponta que o mercúrio frequentemente passa por países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Rússia antes de chegar à América do Sul. Foto: captada
Essas rotas fazem parte de uma cadeia internacional complexa, que envolve produtores e intermediários globais. O estudo aponta que o mercúrio frequentemente passa por países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Rússia antes de chegar à América do Sul, onde é direcionado para mercados ilegais ligados à mineração de ouro.
Desafios para o controle
A ausência de produção nacional de mercúrio e a dificuldade de rastreamento do metal após sua entrada legal no continente criam desafios significativos para as autoridades de fiscalização. O comércio internacional do mercúrio é legal em diversas jurisdições, mas o desvio para atividades ilegais ocorre com frequência na região amazônica, alimentando o garimpo e agravando os impactos socioambientais.
O estudo reforça a necessidade de cooperação internacional e políticas integradas de monitoramento para combater o contrabando do metal e reduzir os danos à saúde das populações ribeirinhas e indígenas, além da contaminação dos ecossistemas aquáticos.

O mercúrio é utilizado para separar o ouro do sedimento, mas possui alta toxicidade, a substância se acumula na cadeia alimentar e chega aos seres humanos principalmente por meio do consumo de peixe. Foto: captada











Você precisa fazer login para comentar.