A empresa carioca Idea – Gestão de Redes Metropolitanas, que realizava a manutenção dos transmissores do programa Floresta Digital, um projeto do governo que prevê o acesso à internet gratuita em todo o estado, está sendo denunciada por não realizar o pagamento dos funcionários há quatro meses.

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Segundo o Técnico em Informática, Francisco Assis da Silva, de 29 anos, o grupo de funcionários foi demitido, mas não recebeu as recisões contratuais e estão impedidos de sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) porque, segundo informado pela Caixa, nunca houve recolhimento de guias por parte da empresa.

“A questão é que nós temos família, temos filhos. A situação está bastante complicada, porque são quatro meses de atraso e a gente não sabe mais o que fazer. Alguns de nós já acionaram a Justiça, porque acreditamos ser a melhor saída. Já procuramos a empresa, mas eles só dizem que o governo não fez os pagamentos, o que prejudica o nosso salário”, reclama.

O rapaz também contou que “está com o nome no SPC [Serviço de Proteção ao Crédito], e inclusive estou com o aluguel atrasado. É cobrança todo dia. A cada hora é uma cobrança diferente. Meu cartão de crédito está atrasado. O salário não vem, mas as contas vem normalmente. O nosso medo que é eles façam igual à Teixeira [empresa que fechou as portas por não receber os pagamentos do governo no mês passado]”, completa.

Já o jovem Luiz Kelvin Costa, de 25 anos, conta que “foi demitido, pois acabou o contrato com o governo, e aí, saímos da empresa de uma forma legal, só que não recebemos os nossos direitos. Estamos sem receber a rescisão, FGTS. A empresa é de fora; é do Rio de Janeiro. Falamos com o dono da empresa -ele quem gerencia tudo-, mas ele alegou que ainda não nos pagou porque o governo não o pagou pelos contratos”, conta o técnico em serviços informáticos.

Procurada, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT) confirmou que existem atrasos nos pagamentos dos contratos com a empresa Idea. Contudo, a pasta garante que o atraso é de apenas dois meses, e não de quatro, como denunciado pelos funcionários da empresa. A SECT também esclareceu que não pode se responsabilizar pelos direitos trabalhistas dos prestadores de serviços, uma vez que mantinha contrato apenas com a empresa carioca. Mesmo assim a SECT comprometeu-se em dar prioridade aos pagamentos em atraso.

Já a empresa Idea, que prestava serviços no Acre, conta que teve o contrato com o governo encerrado no mês de agosto. Segundo a Gerência, os funcionários já estavam sob aviso prévio. Os salários até aí, foram pagos, contudo, por conta do atraso no repasse dos últimos meses de serviços prestados, ficou inviável quitar o débito com os funcionários, situação que já se arrasta por quatro meses, garantiu a empresa.

“É uma situação que nunca pensamos em passar, e não penso que seja justo os funcionários terem este atraso. Se a empresa possuísse algum bem que pudesse ser vendido, e quitados estes débitos, teríamos feito”, esclareceu o proprietário da empresa, Gilberto Viana.

Com informações do ac24horas.com

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