A marca reinventa a moda no cenário artístico com peças autênticas e versáteis
Com apoio do Sebrae no Acre, por meio dos cursos e capacitações ofertados pela instituição, a Sol&Lua Chapelaria se firma no mundo da moda com forte presença, criatividade, inovação e investimento no artesanato acreano. A marca já participou de eventos como o São Paulo Fashion Week (SPFW) e Paris Fashion Week, e continua a ganhar o cenário artístico tanto nacional quanto internacional.
Versátil e autêntica, a chapelaria produziu a “Coleção Ouro” para o cantor e dançarino Reginaldo Sama, e apresentou as peças na Expoacre 2022, a convite do Sebrae. Outros artistas nacionais já vestiram as criações da Sol&Lua, como a atriz Isabelle Nassar, para a Revista Estilo, e para a influenciadora e campeã da Fazenda 15, Jaqueline Grohalski, na edição “Celebrity of the Year 2023” da Hooks Magazine.
Segundo a empresária Lindomar Neves, proprietária da Sol&Lua Chapelaria, o suporte do Sebrae foi fundamental para aprimorar os processos dentro da empresa e auxiliou na consolidação de um planejamento estratégico eficiente.
“Todo o trabalho que nós produzimos até hoje foi realizado dentro do planejamento que consolidamos no Sebrae e é resultado do cumprimento com as etapas que foram definidas ali. Eu fiz o Empretec, fiz a Gestão Empresarial, e todo esse conhecimento vem me ajudando a dar ênfase naquilo que é nosso e a trazer visibilidade para o estado do Acre”, destacou Lindomar Neves.
A proprietária reitera a importância da valorização do artesanato acreano e comenta a ida para Fortaleza, a convite do Sebrae Ceará, para apresentação da Sol&Lua e início de tratativas sobre a criação de um laboratório da marca no Brasil.
“O Sebrae Ceará quer, a princípio, conhecer o nosso trabalho e a marca, e depois discutir a criação do laboratório, com a intenção de que venhamos oferecer capacitação para artesãos. Muitas vezes, esse trabalho e esse profissional estão em um lugar afastado, na mata, sem muita estrutura, e o laboratório pode ajudar a enaltecer e valorizar essa mão de obra”, disse.
Com o espaço qualificado, a expectativa é que o laboratório seja um local de formação e reconhecimento tanto do material disponível no Brasil e no Acre, como a palha de Cruzeiro do Sul, quanto dos profissionais.
De acordo com a analista do Sebrae no Acre, Claudia Baima, o compromisso da empresária com a parceria e com os direcionamentos apresentados na consultoria foi o que permitiu um destaque com diferencial no mercado da moda.
“Com o planejamento estratégico ofertado pelo Sebrae, a Lindomar, que já é uma pessoa bem-informada, ganhou ainda mais visão de mercado e preparo, e conseguiu identificar o potencial desse trabalho autoral e que carrega bastante regionalidade, muito do Acre, no ramo da moda”.
Neiva Aparecida Badotti ultrapassou em R$ 3 mil teto para locação de veículos; corte determinou devolução do valor ao Tesouro Nacional
O motivo foi o gasto acima do limite permitido com locação de veículos durante a campanha eleitoral. Foto: captada
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a desaprovação das contas de campanha da ex-vereadora de Brasiléia Neiva Aparecida Badotti, candidata à reeleição em 2024. A decisão, publicada no Diário da Justiça Eletrônico nesta terça-feira (10), confirma sentença do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) que havia reprovado as contas devido ao gasto acima do limite permitido com locação de veículos.
Segundo o acórdão, a candidata ultrapassou em R$ 3.004,80 o teto máximo previsto pela norma eleitoral para esse tipo de despesa, utilizando recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Além da desaprovação, o TRE-AC determinou a devolução do valor excedente ao Tesouro Nacional.
Neiva recorreu ao TSE alegando que os gastos foram feitos em atividades eleitorais e pedindo a aprovação das contas com ressalvas. O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, entendeu que o tribunal regional analisou o caso de forma adequada e que o recurso não atacou os fundamentos da decisão. Por unanimidade, a corte superior optou por não conhecer do agravo, mantendo a reprovação das contas e a obrigação de restituição.
Pontos-Chave do Caso
Aspecto
Situação
Infração
Gasto acima do limite legal com locação de veículos.
Valor Excedente
R$ 3.004,80.
Fonte do Recurso Excedente
Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Decisão Principal
Desaprovação das contas de campanha.
Consequência Financeira
Devolução obrigatória do valor excedente (R$ 3.004,80) ao Tesouro Nacional.
Argumento da Defesa
Os recursos foram aplicados em atividades eleitorais legítimas.
Fundamentação do TSE
O recurso não atacou os fundamentos da decisão anterior (do TRE-AC), que foi considerada suficiente e adequada.
Status Final
Caso encerrado. Decisão mantida.
Consequências para a Ex-Vereadora
A desaprovação das contas de campanha traz consequências eleitorais significativas, conforme a legislação. A candidata fica inelegível por um período (normalmente 8 anos, conforme a Lei da Ficha Limpa), a partir da eleição em que as contas foram reprovadas. Além disso, há a obrigação de restituir o valor excedente aos cofres públicos.
A decisão do TSE, ao não conhecer o recurso, reforça a jurisprudência de que o estrito cumprimento dos limites e das regras de prestação de contas é condição essencial para a aprovação, independentemente da finalidade alegada para os gastos.
A ex-vereadora de Brasiléia entrou com recurso tentando reverter a decisão no TSE. Neiva alegou que o dinheiro foi usado em atividades eleitorais, pedindo que as contas fossem aprovadas com ressalvas. Foto: captada
Primeira parcela de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios beneficiará os 22 municípios acreanos; no país, repasse total é de R$ 13,4 bilhões
Os recursos são transferidos diretamente pelo governo federal e constituem uma das principais fontes de receita para o custeio de serviços públicos municipais, como saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Foto: captada
A primeira parcela de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), prevista para ser creditada nesta terça-feira (10), injetará cerca de R$ 72,7 milhões nos cofres das 22 prefeituras do Acre. Rio Branco, por concentrar a maior população, deve receber aproximadamente R$ 41,9 milhões.
No ranking municipal do estado, aparecem em seguida Cruzeiro do Sul, com previsão de repasse de cerca de R$ 3,5 milhões, e Tarauacá, que deve contar com pouco mais de R$ 2,3 milhões.
No âmbito nacional, a transferência totalizará R$ 13,4 bilhões, valor cerca de 3% superior ao repasse do mesmo período de 2025, que foi de aproximadamente R$ 13 bilhões. O FPM é uma das principais fontes de receita para o financiamento de serviços públicos essenciais nos municípios, como saúde, educação, assistência social e manutenção da infraestrutura urbana.
Distribuição por município (valores aproximados):
Rio Branco: R$ 41,9 milhões
Cruzeiro do Sul: R$ 3,5 milhões
Tarauacá: R$ 2,3 milhões
Sena Madureira: R$ 1,7 milhão
Brasiléia: R$ 1,5 milhão
Como funciona o FPM:
O fundo é a principal fonte de receita para a maioria das prefeituras brasileiras, especialmente as menores e mais pobres. Seu cálculo considera principalmente o número de habitantes, mas também leva em conta a capacidade fiscal de cada município.
Impacto nas contas municipais:
O repasse chega em um momento crítico do ano, quando as prefeituras enfrentam:
Pagamento de 13º salário de servidores (parcelado);
Custos com matrícula e transporte escolar;
Despesas de manutenção da máquina pública.
O aumento de 3% no volume nacional reflete a correção pela inflação e o crescimento da arrecadação federal em 2025. No entanto, o valor real por habitante tem se mantido estável ou até reduzido em anos recentes. A segunda parcela de fevereiro será creditada no dia 24.
Para municípios pequenos como Jordão, Santa Rosa do Purus e Assis Brasil, o FPM representa mais de 80% da receita corrente – ou seja, sem ele, a prefeitura para. A dependência do repasse federal expõe a vulnerabilidade financeira do interior acreano.
A gravidez desperta uma mistura intensa de emoções, sobretudo quando o percurso é marcado pelos desafios de uma gestação de alto risco. Em Rio Branco, esse cuidado especializado tem sido garantido pelo Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, estruturado pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, como um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança.
O Ambulatório Materno-Infantil da Policlínica Barral y Barral, é um reforço estratégico à rede de atenção à saúde da mulher e da criança. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Implantado em maio de 2025 para responder a uma demanda reprimida superior a 350 gestantes que necessitavam de acompanhamento especializado, o ambulatório se aproxima de um ano de funcionamento com resultados expressivos. Entre maio de 2025 e a primeira semana de fevereiro de 2026, o serviço já realizou 3.153 atendimentos especializados, consolidando-se como referência no cuidado multiprofissional a gestantes de risco intermediário e alto, puérperas e crianças na primeira infância.
Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, os resultados alcançados pelo Ambulatório Materno-Infantil refletem o compromisso da gestão do prefeito Tião Bocalom com o cuidado às mulheres e às crianças, especialmente àquelas que vivenciam gestações de maior complexidade.
“A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco”, destacou o secretário Rennan Biths. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Desde o início da gestão do prefeito Tião Bocalom, a saúde materno-infantil tem sido tratada como prioridade. A implantação do Ambulatório Materno-Infantil foi uma decisão estratégica para garantir atendimento especializado, humanizado e contínuo às gestantes de alto risco, reduzindo complicações e fortalecendo a rede de atenção à saúde. Esses mais de 3,1 mil atendimentos demonstram o empenho da gestão municipal em cuidar de quem mais precisa, com responsabilidade e compromisso com a vida”, destacou o secretário.
É nesse contexto que mulheres como Raíssa Fraga encontram acolhimento, cuidado e segurança. Aos nove meses de gestação, após vivenciar uma perda gestacional anterior, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório.
Aos nove meses de gestação, Raíssa segue uma nova trajetória de cuidado com acompanhamento contínuo no ambulatório. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Em 2023, vivi uma perda muito marcante: descobri uma gravidez já avançada enquanto tratava uma pneumonia, e meu bebê já estava sem vida. A experiência deixou um trauma e muito medo. Agora, na segunda gestação, fiz todo o acompanhamento desde o início. Descobri descolamento de placenta, diabetes gestacional e pressão alta, e recebi todo o suporte no Barral y Barral, com acompanhamento constante da doutora Andressa”, relatou.
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem”, relatou Raíssa. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Pelo relato de Raíssa, é possível perceber que o maior medo não era apenas o diagnóstico clínico, mas o receio de reviver a dor da perda. Próxima de dar à luz, ela acrescentou:
“Tive momentos de insegurança, especialmente entre cinco e seis meses, mas ainda bem que as coisas evoluíram bem, com controle da diabetes e da pressão. Hoje, com nove meses, estou na penúltima consulta e sendo encaminhada para a maternidade para os exames finais.”
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). (Foto: Átilas Moura/Secom)
Assim como Raíssa, outras gestantes chegam ao Ambulatório Materno-Infantil encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), após a identificação de fatores de risco. É o caso de Rosenir Rodrigues, de 37 anos, gestante de sete meses, encaminhada da unidade do Sobral.
“Descobri a gravidez aos três meses, levei um susto. Como não foi planejada e aconteceu muito próxima da outra gestação, tudo ficou mais delicado. A doutora Cássia acompanha tudo com muita atenção: pede exames, faz ultrassom, acompanha o crescimento e escuta direitinho o coração do bebê todos os meses”, contou.
As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho. (Foto: Átilas Moura/Secom)
O Ambulatório Materno-Infantil funciona como um importante equipamento de apoio à Atenção Primária e à assistência de média complexidade no município. As gestantes passam por classificação de risco conforme protocolo do Ministério da Saúde, que utiliza critérios clínicos e cores que variam do verde ao vermelho.
Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. (Foto: Átilas Moura/Secom)
Os dados assistenciais evidenciam a efetividade da proposta. Do total de atendimentos realizados, 1.578 foram em obstetrícia de alto risco, eixo central do serviço. Também foram contabilizados 773 atendimentos em fisioterapia pélvica, 271 em pediatria, 226 atendimentos de enfermagem voltados ao risco intermediário, além de 255 atendimentos em nutrição e 50 em psicologia, assegurando cuidado integral e atuação multiprofissional.
São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, além d eoutros exames. (Foto: Secom)
A enfermeira do ambulatório, Naiane Dourado, explica que o atendimento começa com uma avaliação completa da gestante. São verificados sintomas clínicos, como edema e alterações no sono, além da aferição de sinais vitais, incluindo pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, saturação e glicemia, especialmente nas pacientes com diabetes.
O pré-natal de alto risco realizado no ambulatório investe no acompanhamento contínuo, com exames periódicos, orientações nutricionais, incentivo à atividade física segura e atenção à saúde mental, permitindo intervenções precoces e redução de complicações.
A obstetra destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A obstetra Kássia do Vale destaca que o serviço é essencial para prevenir agravamentos clínicos durante a gestação. Segundo ela, a identificação precoce de condições como diabetes e hipertensão gestacional, aliada à atuação de uma equipe multidisciplinar, contribui para desfechos mais seguros para mães e bebês.
O Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis. (Foto: Jefferson carvalho/Secom)
Parâmetros do Ministério da Saúde indicam que cerca de 15% das gestações podem evoluir para situações de alto risco, o que reforça a necessidade de serviços especializados integrados à rede básica. Nesse contexto, o Ambulatório Materno-Infantil amplia o acesso ao pré-natal especializado no âmbito municipal e contribui para a prevenção de internações evitáveis e de óbitos maternos e infantis.
Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que aproximadamente 300 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência de complicações na gravidez ou no parto, além de cerca de 2 milhões de bebês que não sobrevivem após 20 semanas de gestação ou durante o nascimento. No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que atua no fortalecimento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à saúde materna e infantil.
No Brasil, a garantia do cuidado integral à gestante integra diretrizes acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF). (Foto: Átilas Moura/Secom)
Além do impacto direto na assistência, o ambulatório fortalece a organização da rede municipal de saúde, garantindo que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado.
O ambulatório garante que gestantes identificadas nas UBSs como de risco intermediário ou alto sejam encaminhadas de forma oportuna para acompanhamento especializado. (Foto: Jefferson Carvalho/Secom)
Por trás dos números, estão histórias como a de Raíssa Fraga, que sintetizam o papel do pré-natal de alto risco na garantia de cuidado, proteção e dignidade. Após uma perda marcada pela dor, o acompanhamento especializado permitiu não apenas o controle das condições clínicas, mas também a reconstrução da confiança em um novo desfecho.
Em Rio Branco, o acompanhamento especializado oferecido pelo Ambulatório Materno-Infantil reafirma o compromisso da Prefeitura com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde, consolidando-se como uma estratégia fundamental para proteger a vida de mães e bebês e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil na capital.
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