A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou o encerramento de mais um ciclo do grupo terapêutico voltado para a melhor idade, desenvolvido pelo Ambulatório da Pessoa Idosa. A atividade aconteceu no Horto Florestal, reunindo participantes e equipe multiprofissional em um momento de integração e celebração dos resultados alcançados.
O grupo terapêutico é voltado, prioritariamente, para pessoas com 80 anos ou mais que já realizam acompanhamento no Ambulatório da Pessoa Idosa ou que são encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para seguimento psicológico. A proposta faz parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde de garantir atenção integral à saúde da terceira idade, com ênfase na promoção da saúde mental, no fortalecimento de vínculos sociais e na prevenção de agravos emocionais.
“Os participantes são incluídos conforme a necessidade identificada nas unidades de saúde e no ambulatório, reforçando o cuidado psicológico em grupo. Atualmente, sete idosos participam ativamente das atividades”, destacou a a coordenadora do Ambulatório da Pessoa Idosa, Elane Miguéis (à esquerda). (Foto: Átilas Moura/Secom)
Segundo a coordenadora do Ambulatório da Pessoa Idosa, Elane Miguéis, a composição do grupo segue critérios técnicos, a partir da avaliação da equipe multiprofissional.
“Os participantes são definidos conforme a necessidade identificada durante o acompanhamento nas unidades de saúde e no próprio ambulatório. A partir dessa análise, eles são inseridos no grupo para reforçar o cuidado psicológico em um espaço coletivo. Atualmente, este grupo conta com sete idosos, que participam ativamente das atividades propostas”, destacou a gestora.
A coordenadora reforça que o ambiente terapêutico coletivo potencializa os resultados do tratamento individual, ao estimular a socialização, a escuta qualificada e o apoio mútuo entre os participantes.
Para a aposentada Odília Andrade, a iniciativa foi um momento de escuta, crescimento e interação, oferecendo suporte especializado, troca de experiências e a construção de laços com pessoas da mesma idade. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A proposta vai além do acompanhamento psicológico individual. As atividades são conduzidas por uma equipe multiprofissional, incluindo psicólogos e fisioterapeutas, promovendo um cuidado integral que contempla corpo e mente. O ambiente coletivo favorece a troca de experiências, o acolhimento e o fortalecimento da autoestima, aspectos fundamentais para o envelhecimento saudável.
Para a aposentada Odília Andrade, que participou do grupo pela primeira vez, a experiência representou um momento de acolhimento, aprendizado e convivência. Ela destaca que o espaço proporcionou não apenas acompanhamento profissional, mas também a oportunidade de compartilhar vivências e fortalecer vínculos com outras pessoas da mesma faixa etária.
“Faço parte do grupo terapêutico dos idosos e, para mim, foi uma satisfação muito grande me identificar com eles e com os profissionais. Nos ajuda e faz bem para o corpo e para a mente”, afirmou Souza. (Foto: Átilas Moura/Secom)
“Estou participando aqui do grupo do idoso pela primeira vez. Estou gostando muito, estou muito satisfeita com tudo o que vi”, relatou Odília.
A aposentada Nadir de Souza falou sobre como o grupo contribui de forma significativa para o bem-estar físico e emocional, reforçando a autoestima e estimulando hábitos mais saudáveis.
“Faço parte do grupo terapêutico dos idosos e, para mim, foi uma satisfação muito grande me identificar com eles e com os profissionais. Nos ajuda e faz bem para o corpo e para a mente”, afirmou Souza.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, divulgou um vídeo nas redes sociais para esclarecer a proposta apresentada pelo governo do estado aos trabalhadores da educação.
Segundo a sindicalista, o Executivo propôs o pagamento de R$ 700 de auxílio-alimentação para servidores efetivos e R$ 500 de auxílio-saúde para aposentados. A proposta, no entanto, ainda será analisada pelos sindicatos antes de qualquer posicionamento oficial.
“Os sindicatos vão se reunir para avaliar e dar uma resposta. Ainda esta semana devemos discutir e encaminhar esse debate também na Assembleia Legislativa”, afirmou.
Rosana destacou que, apesar da proposta, pontos importantes da pauta da educação ainda não foram contemplados, como o Reajuste Geral Anual (RGA) e a recomposição da tabela salarial.
“Essa proposta não inclui o RGA. Além disso, temos outras pautas fundamentais, como o retorno da nossa tabela, que beneficia toda a categoria”, pontuou.
A presidente também informou que busca uma reunião com o secretário estadual de Educação, prevista possivelmente para sexta-feira, para avançar nas negociações.
“Estamos aguardando a confirmação de uma agenda. Existe uma expectativa de que o governo possa atender pautas antigas antes do fim do mandato”, disse.
Mesmo com as tratativas em andamento, o sindicato reforçou a convocação para o ato marcado para o dia 1º de abril, às 8h, em frente ao Palácio Rio Branco.
“Não desistimos da nossa pauta. Vamos seguir mobilizados. Todos juntos no dia 1º, em frente ao Palácio”, concluiu Rosana.
A mobilização faz parte das ações da categoria em busca de valorização profissional e recomposição das perdas salariais, que, segundo o sindicato, variam entre R$ 500 e R$ 2.610.
Pesquisa do IBGE mostra que 12,5% dos estudantes acreanos de 13 a 17 anos já experimentaram substâncias ilícitas; apenas o Amazonas tem percentual maior na região
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 que colocam o Acre como o segundo estado da Região Norte com maior percentual de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas .
Segundo o levantamento, 12,5% dos estudantes acreanos de 13 a 17 anos afirmaram já ter feito uso dessas substâncias ao menos uma vez. O índice posiciona o estado atrás apenas do Amazonas, que lidera o ranking regional com percentual próximo.
A diferença entre os estados no topo é pequena, mas revela um padrão: na Região Norte, os índices mais elevados se concentram em estados com maior circulação de drogas, muitas vezes associados a rotas de fronteira .
Na outra ponta, estados como Amapá e Pará apresentam percentuais significativamente menores, abaixo de 10%. Rondônia aparece logo atrás do Acre, também com índices elevados, enquanto Roraima e Tocantins ocupam posições intermediárias.
Apesar da colocação no ranking, os dados indicam uma tendência de queda em relação à edição anterior da pesquisa, realizada em 2019. O recuo acompanha o cenário nacional, que também registrou diminuição no consumo de drogas ilícitas entre adolescentes.
Ainda assim, especialistas apontam que o problema está longe de ser resolvido. Um dos principais pontos de atenção é o início precoce do uso. Parte dos estudantes brasileiros relata ter experimentado drogas antes dos 13 anos — um fator associado a maior risco de dependência e impactos duradouros na saúde.
Sobre a PeNSE
A PeNSE é considerada o principal levantamento sobre hábitos e condições de saúde de estudantes no país. Os dados são utilizados como base para políticas públicas, especialmente na área de prevenção.
Além do uso de drogas ilícitas, a pesquisa também aponta mudanças no comportamento dos jovens brasileiros nos últimos anos, como a redução no consumo de cigarro tradicional e álcool, mas o avanço do uso de cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no país.
Ambiente escolar como espaço de prevenção
Para pesquisadores, o ambiente escolar segue sendo um espaço central para ações de prevenção. Com mais de 90% dos adolescentes frequentando a escola, o local é visto como estratégico para campanhas educativas e políticas de saúde voltadas à juventude.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 que colocam o Acre como o segundo estado da Região Norte. Foto: captada
Manancial marca 11,80 metros e pode subir levemente, segundo Corpo de Bombeiros
O Rio Juruá alcançou, nesta quarta-feira (25), o nível de 11,80 metros em Cruzeiro do Sul, atingindo a cota de alerta no município.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros local, major Josadac Ibernon, a tendência é de elevação no nível do rio, porém sem grandes impactos. “A tendência é de subir mais um pouco, mas nada muito significativo”, afirmou.
Desde o final do ano passado, o Juruá vem apresentando oscilações e já atingiu tanto a cota de alerta, de 11,80 metros, quanto a de transbordamento, de 13 metros, em algumas ocasiões.
Apesar de o rio já ter alcançado cerca de 16 bairros e comunidades rurais, nenhuma família precisou ser retirada de suas casas até o momento. A Prefeitura chegou a disponibilizar quatro escolas como possíveis abrigos, mas não houve necessidade de utilização.
Você precisa fazer login para comentar.