Brasil
Saúde do Acre orienta população sobre medidas de prevenção à Saúde em razão da exposição à fumaça e baixa umidade do ar
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Acre emitiu nesta quarta-feira, 28, novas orientações à população sobre os cuidados essenciais para proteger a saúde durante a temporada de queimadas, que agrava a qualidade do ar e reduz a umidade, trazendo riscos significativos à saúde pública.

Imagem do centro da cidade de Rio Branco nesta quarta-feira, 28. Foto: Luan Martins/Sesacre
Segundo Marcos Malveira, coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde (Coes), as medidas preventivas são fundamentais, especialmente para grupos de risco como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

“Pequenos cuidados podem fazer uma grande diferença na sua saúde e bem-estar”, explicou Marcos Malveira, coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde (Coes). Foto: Luan Martins/Sesacre
“Primeiramente, é importante entender que a fumaça e a baixa umidade do ar podem causar vários problemas de saúde. A fumaça contém partículas finas que podem irritar os olhos, nariz e garganta, além de agravar doenças respiratórias como asma e bronquite. Já a baixa umidade do ar pode ressecar as vias aéreas respiratórias e a pele, além de aumentar o risco de infecções respiratórias. Pequenos cuidados podem fazer uma grande diferença na sua saúde e bem-estar”, explicou Malveira.

Secretário de Saúde, Pedro Pascoal, reforçou a importância das medidas preventivas. Foto: Izabelle Farias/Sesacre
O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, reforçou a importância das medidas preventivas e mencionou o suporte do Ministério da Saúde no monitoramento e orientação da população. “Além dos esforços de combate ao fogo, é fundamental que a população seja orientada sobre como se proteger, evitando, dentro do possível, a exposição aos poluentes. Estamos alinhados com as recomendações do Ministério da Saúde, que destacam a necessidade de aumentar a ingestão de líquidos, reduzir o tempo de exposição e utilizar máscaras adequadas”, afirmou.
O Ministério da Saúde recomenda as seguintes medidas para proteger a saúde da população:
Aumentar a ingestão de água e líquidos para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas;
Reduzir ao máximo o tempo de exposição ao ar poluído, permanecendo em locais ventilados, com ar-condicionado ou purificadores de ar;
Manter portas e janelas fechadas durante os horários com elevadas concentrações de partículas;
Evitar atividades físicas nos horários de maior concentração de poluentes e entre 12h e 16h, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas;
Utilizar umidificadores de ar dentro de casa para aumentar a umidade do ambiente. Alternativamente, pode-se colocar bacias com água ou toalhas molhadas em locais estratégicos;
Utilizar máscaras do tipo cirúrgica, pano, lenços ou bandanas para reduzir a exposição às partículas grossas. Máscaras respiradoras tipo N95, PFF2 ou P100 são recomendadas para a população em geral para proteção contra partículas finas;
Grupos de risco, como crianças menores de 5 anos, idosos e gestantes devem redobrar a atenção e buscar atendimento médico ao menor sinal de dificuldade respiratória.

Evitar atividades físicas nos horários de maior concentração de poluentes e entre 12h e 16h. Foto: Emely Azevedo/Procon
Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, imunológicos, entre outros, devem:
Buscar atendimento médico para atualizar seu plano de tratamento;
Manter medicamentos e itens prescritos pelo profissional médico disponíveis para o caso de crises agudas;
Buscar atendimento médico na ocorrência de sintomas de crises;
Avaliar a necessidade e segurança de sair temporariamente da área impactada pela sazonalidade das queimadas.
Essas orientações visam minimizar os impactos negativos da fumaça e da baixa umidade, promovendo a saúde e o bem-estar da população acreana durante este período crítico.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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