Acre
Saúde do Acre capacita profissionais envolvidos no diagnóstico e tratamento da hanseníase no estado
Profissionais envolvidos no cuidado da hanseníase nas regionais do Baixo Acre e do Purus participam esta semana, de 6 a 10 de maio, em Rio Branco, de ações de capacitação para descentralização do tratamento da doença no estado. O evento é promovido pela Secretaria de Saúde (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Apesar de termos queda no número de notificações, a hanseníase continua sendo uma doença que traz inúmeras sequelas, quando negligenciada. Os estados seguem as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde, mas o que precisamos nesse momento é fortalecer o nosso fluxo, para que cada esfera entenda o seu papel nessa luta”, enfatizou o secretário de Saúde, Pedro Pascoal.

Na ocasião, o titular da pasta da Saúde Estadual realizou a entrega simbólica do kit de baciloscopia (conjunto de materiais utilizados no diagnóstico rápido para tuberculose) e do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase (PCDT), para a Coordenação Municipal de Saúde de Rio Branco. Os 11 municípios das regionais do Baixo Acre e do Purus foram contemplados com os itens.
“A conjunção desses dispositivos em nossa área é de grande importância. Esse tipo de ação vem para nos atualizar quanto aos protocolos e diretrizes, pois a Saúde se renova todos os dias. O objetivo é buscar ativamente esses pacientes com um olhar diferenciado, porque podemos perceber ainda um preconceito por parte da população, e essa capacitação vai nos ajudar a quebrar isso”, declarou a agente de saúde de Rio Branco, Benedita dos Anjos.

Para o consultor nacional em tuberculose e hanseníase da Opas no Brasil, Kleydson Andrade, o Acre se destaca com o trabalho que vem realizando para o controle da doença. “Ver o que iniciamos no ano passado se concretizando, tomando forma e realmente acontecendo é gratificante. O objetivo é trazer as equipes que atuam nessa linha de cuidado para que a gente consiga modificar o cenário da hanseníase no estado”, disse.
O representante do MS, Alexandre Casimiro, ressaltou que o momento representa mais que uma capacitação, um divisor de águas na aplicação dos protocolos. “Esse é o nosso papel, formar dentro da saúde pública profissionais capacitados para lidar com as doenças”, falou.

Participaram, também, da cerimônia de abertura a deputada estadual Maria Antônia Pinheiro; o representante do Ministério Público do Acre (MPAC), promotor de Justiça Ocimar Sales Júnior; o coordenador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) no Acre, Elson Dias; o presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES/AC), Elenilson Silva; Socorro Martins, representando a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa); além de representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems/AC) e da Uninorte Acre.
A Capacitação em Hanseníase com Ênfase no Diagnóstico Precoce e Tratamento Oportuno no Estado do Acre, que iniciou nesta semana, em Rio Branco, está prevista para ser realizada ainda com os profissionais das outras regionais, ocorrendo respectivamente de 10 a 14 de junho com a Regional do Juruá e Tarauacá/Envira e de 8 a 12 de julho com os profissionais do Alto Acre.
Fonte: Governo AC
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Acre
Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.



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