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Sarna em animais: quais os principais tipos e como tratar 

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Créditos: MRBIG_PHOTOGRAPHY/iStock

Gabriela Araujo 

Saiba diferenciar os 3 principais tipos de sarna, os sintomas e qual o tratamento adequado

Doenças de pele não ocorrem apenas em seres humanos. No caso, cães e gatos também podem sofrer desses males, sendo até mais comum a ocorrência que em humanos. Dentre essas doenças, a mais comum é a sarna, conhecida pelos sintomas como coceira e queda de pelo no animal.

Quais são os principais tipos de sarna?

Existem 3 tipos mais conhecidos de sarna que podem acometer cães. Desses três, dois deles também podem contagiar gatos. A sarna é causada pela reação alérgica da ação de alguns tipos de ácaros presentes na pele do animal, dentre eles o Demodex canis, que causa a sarna demodécica, o Sarcoptes Scabiei, que provoca a sarna sarcóptica, e o Otodectes cynotis, responsável pela sarna otodécica.

Sarna demodécica ou sarna negra

A sarna demodécica é provocada pelo ácaro Demodex canis, presente exclusivamente em cães. Esse ácaro pode estar presente na pele saudável do cão sem causar nenhum malefício, sendo normalmente encontrado próximo aos folículos pilosos.

O desenvolvimento da sarna demodécica ocorre quando outros fatores interferem no estado de saúde geral do cão, como estresse, imunidade baixa e até mesmo predisposição genética. O quadro de sarna demodécica se instaura na pele do animal, pelo aumento excessivo da quantidade de ácaros na pele, causando queda de pelo, vermelhidão e lesões na pele.

A coceira, no caso da sarna demodécica, não é causada pela doença em si. No caso, o animal se coça devido a uma infecção secundária de origem bacteriana, acarretada pela presença do ácaro.  Também é importante lembrar que este tipo de sarna não é contagiosa para humanos, apenas entre animais.

Sarna sarcóptica ou escabiose

A sarna sarcóptica é causada pelo ácaro Sarcoptes Scabiei. Esse tipo afeta cães e gatos, além de também poder ser transmitida para seres humanos. Esse ácaro, ao entrar em contato com a pele, começa a escavar túneis pelo tecido cutâneo para poder ficar entocado e botar ovos. O ciclo de vida desse ácaro é de cerca de 15 dias, podendo botar até 50 ovos ao longo da vida.

Os principais sintomas da sarna sarcóptica são coceira extrema, que pode resultar em uma infecção de pele.

Sarna otodécica ou sarna de ouvido

A sarna de ouvido é provocada pelo ácaro Otodectes cynotis, que se instala na pele dos condutos auditivos de cães e gatos, se alimentando de células mortas do canal auditivo. Esse ácaro é o único da lista que pode ser visto a olho nu, o que muitas vezes pode facilitar a identificação e, consequentemente, no tratamento antes de uma possível piora.

 A presença desse ácaro causa muita coceira e irritação da região, o que faz o animal coçar incessantemente o ouvido. Isso pode ocasionar ferimentos que podem piorar caso um tratamento para a sarna não seja feito. Essas feridas resultam em infecções no ouvido do animal, que possuem sintomas como vermelhidão, cheiro forte e cera de coloração diferente do normal.

Como tratar sarna?

Felizmente o tratamento para os diversos tipos de sarna é relativamente simples. Caso note que o animal está se coçando muito ou apresentando outros sintomas de sarna, é necessário levá-lo ao médico veterinário. É esse profissional que poderá diagnosticar corretamente o tipo de sarna.

Além disso, é fundamental que o animal diagnosticado com sarna fique isolado de outros pets para não transmitir a doença. O tratamento também requer aplicações de remédios antiparasitas, como o Nexgard 4 a 10kg. Após alguns dias de tratamento — determinados pelo veterinário —, é preciso levá-lo a uma nova consulta para reavaliação e para verificar se o tratamento está sendo eficaz.

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AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre

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Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados

A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.

A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.

Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.

A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.

Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.

A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.

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Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

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Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.

No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.

Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC

As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.

Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.

“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro

O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.

As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.

Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.

 

Fonte: PCAC

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PM e ICMBio prendem caçadores com 11 animais silvestres abatidos dentro de terra indígena no Acre

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Operação na Terra Indígena Kampa do Amônia apreendeu armas artesanais, munições e carne de porcos-do-mato, macacos, jacaré e mutum; indígenas haviam denunciado invasão

Na embarcação, os policiais localizaram cinco armas de fogo artesanais nos calibres 16 e 28, diversas munições intactas e instrumentos usados para caça. Foto: captada 

Uma ação conjunta do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na prisão de dois homens por caça predatória dentro da Terra Indígena Kampa do Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo. A operação foi acionada após denúncias de indígenas sobre a invasão de moradores da área urbana.

Durante a abordagem no igarapé Arara, foram encontrados jabutis vivos e carne de 11 animais silvestres abatidos — incluindo quatro porcos-do-mato, cinco macacos guariba, um jacaré e um mutum —, além de seis quilos de sal e insumos para conservação. Na embarcação dos suspeitos, os policiais apreenderam cinco armas de fogo artesanais, munições e equipamentos de caça.

Os envolvidos confessaram que estavam caçando há cinco dias dentro da área protegida. Foram presos em flagrante sem resistência e levados à delegacia de Marechal Thaumaturgo junto com todo o material apreendido.

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