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Safra de fevereiro deve passar de 204 mil toneladas e superar produção acreana do ano passado, aponta IBGE
A secretária estadual de Agricultura, Temyllis Silva, atribuiu o crescimento da produção ao esforço conjunto de diversos agentes, destacando o papel do governo como fomentador do setor

A estimativa de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 204.246 toneladas, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), elaborado pelo IBGE e divulgados nesta sexta-feira, 13. O resultado já indica um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, quando o volume foi de 186.972 toneladas.

Área plantada no período analisado também apresentou crescimento, passando de 62.804 hectares para 66.325 hectares. Foto: Rodrigo Guerra/Idaf
A estimativa de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 204.246 toneladas, segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), elaborado pelo IBGE e divulgados nesta sexta-feira, 13. O resultado já indica um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior, quando o volume foi de 186.972 toneladas.
A área plantada no período analisado também apresentou crescimento, passando de 62.804 hectares para 66.325 hectares. As maiores produções continuam sendo de mandioca e milho, com 501.922 toneladas e 137.689 toneladas, respectivamente.
A secretária estadual de Agricultura, Temyllis Silva, atribuiu o crescimento da produção ao esforço conjunto de diversos agentes, destacando o papel do governo como fomentador do setor. Segundo ela, o comprometimento do governador Gladson Camelí, da vice-governadora Mailza Assis e do deputado José Luis Tchê, grande incentivador do campo, tem sido fundamental.
“Nada disso seria possível sem a resiliência dos produtores rurais, que enfrentam os desafios climáticos com apoio de assistência técnica, insumos, mecanização e bons projetos”, ressaltou.

Produção de café tem aumentado com investimentos, resultado de parcerias. Foto: Pedro Devani/Secom
Temyllis enfatizou ainda que o Acre tem se destacado nacionalmente, reflexo das ações de incentivo e fortalecimento do setor.
“O estado surpreende em todos os sentidos. Nossos índices estão acima da média brasileira, o que torna a região atrativa para novos investimentos no agronegócio, graças às características únicas que possuímos.”
Metas da Seagri para 2026
– Crescer 12% na produção total;
– Atender 20% mais produtores com extensão rural;
– Expandir à agricultura familiar sustentável e de baixo carbono.

Fonte: IBGE
Produção em toneladas
- Mandioca: 501.922 toneladas
- Milho: 137.689 toneladas
- Banana: 87.352 toneladas
- Soja: 59.724 toneladas
- Cana-de-açúcar: 10.289 toneladas
- Café: 6.969 toneladas
- Laranja: 5.228 toneladas
- Arroz em casca: 4.052 toneladas
- Feijão: 2.769 toneladas
- Fumo: 120 toneladas
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Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio acumulado em R$ 10 milhões
As seis dezenas do concurso 2.992 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 10 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
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Eleições: pré-candidatos têm até este sábado (4) para deixar cargos
Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções caso queiram disputar as Eleições de 2026.
A regra, conhecida como desincompatibilização, está prevista na Constituição e exige o afastamento até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O objetivo é evitar que candidatos utilizem a estrutura e os recursos públicos para obter vantagem eleitoral. Para quem busca a reeleição, não há necessidade de renúncia.
A exigência vale para chefes do Executivo — como presidente, governadores e prefeitos —, além de ministros de Estado, secretários e outros gestores públicos. O prazo não é alterado por feriados e, neste ano, coincide com o Sábado de Aleluia.
Entre os governadores, ao menos nove já oficializaram a saída dos cargos. A maioria deve disputar vagas no Senado, movimento tradicional entre ex-chefes do Executivo estadual.
Deixam os governos Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES) e Helder Barbalho (PA), todos com planos de concorrer ao Senado. Já Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) são apontados como pré-candidatos à Presidência.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que cogitava disputar o Senado, não deve concorrer após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível por abuso de poder político.
Por outro lado, a maior parte dos governadores optou por permanecer no cargo. É o caso de Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), além de outros que devem tentar a reeleição ou concluir o mandato.
Janela partidária
Outro prazo estipulado pela legislação é o da janela partidária, que permite trocas de partidos sem risco de perda de mandato. O troca-troca durou 30 dias e foi encerrado na sexta-feira (3). A fase impactou a relação de forças na Câmara dos Deputados com a bancada do PL saindo fortalecida.
Outros partidos, como o União Brasil, registraram mais perdas do que adesões. Por outro lado, siglas antes enfraquecidas ganharam novo fôlego. É o caso do PSDB que registrou nove filiações e três saídas.
Mais de 70 deputados migraram de sigla durante a janela, conforme levantamento da CNN com base em dados da Câmara dos Deputados, anúncios em redes sociais e informes partidários divulgados até quinta-feira (2).
O número exato ainda será consolidado conforme as alterações forem oficializadas pela Câmara.
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Tráfico pelas hidrovias amplia violência no interior do Amazonas, aponta estudo
Uso estratégico dos rios por facções fortalece crime organizado e eleva número de homicídios em municípios isolados
O avanço do tráfico de drogas pelas hidrovias tem intensificado a violência no interior do Amazonas, segundo o estudo “Da exploração ilegal de recursos naturais ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia brasileira”, do projeto Amazônia 2030, divulgado em março.
De acordo com o relatório, os rios da região passaram a ser utilizados como rotas estratégicas para o tráfico internacional de cocaína, conectando países produtores à capital Manaus, que atua como centro de distribuição para outras regiões do Brasil e do exterior.
A mudança nas rotas teve início nos anos 2000, após o reforço no combate ao tráfico aéreo, que encareceu esse tipo de transporte e levou organizações criminosas a migrarem para as hidrovias.
Com isso, o crime avançou sobre áreas antes isoladas. Comunidades ribeirinhas e municípios do interior passaram a integrar essa rede, contribuindo para o aumento da violência, especialmente a partir de 2010.
O estudo também aponta que a escalada da violência está ligada à sobreposição de atividades ilegais, como grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e garimpo de ouro, além da atuação de facções criminosas.
Municípios como Lábrea, São Gabriel da Cachoeira, Japurá, Barcelos e Canutama apresentam alto risco acumulado, reunindo múltiplos fatores que elevam a vulnerabilidade à violência. Nessas localidades, o crescimento dos homicídios foi mais intenso nos últimos anos.
Além disso, desde meados da década de 2010, facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital ampliaram sua presença na região, acirrando a disputa por rotas e territórios, principalmente em cidades menores.
Com esse cenário, o perfil da violência mudou. Antes associado a conflitos por terra e recursos naturais, agora está diretamente ligado a redes do crime organizado com atuação internacional.
Diante disso, os pesquisadores alertam que medidas isoladas, como fiscalização ambiental e regularização fundiária, já não são suficientes. O estudo defende a integração de ações de segurança pública, controle territorial e combate ao crime organizado.

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