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Rocha destaca importância do Parlasul durante discurso em Montevidéu

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ROCHA NO PARLASUL

O deputado federal Major Rocha (PSDB – AC) participou de reunião no Parlasul sobre as enfermidades transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

A reunião aconteceu em Montevidéu, sede do Parlasul, na última segunda-feira, 14, e contou com a presença de parlamentares de todo o bloco do Mercosul.

Em seu discurso, Rocha destacou o importante papel do Parlamento do Mercosul para a garantia da cidadania e desenvolvimento dos países que compõem este bloco.

Confira na íntegra discurso realizado pelo deputado tucano:

Senhoras e Senhores Parlamentares, esta é uma sessão histórica para o PARLASUL. Tive o prazer de presidir uma sessão da Comissão de Desenvolvimento Regional Sustentável, Ordenamento Territorial, Moradia, Saúde, Meio Ambiente e Turismo, tratando sobre as enfermidades transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti e as formas de combate-las, de forma conjunta e integrada, no âmbito do MERCOSUL.

Este, a meu ver, deve ser o papel deste Parlamento, antecipar-se aos problemas, articular-se de forma harmônica, responder aos anseios da população do Bloco.

Insisto que é fundamental que os Executivos dos Estados Partes respeitem mais o PARLASUL, evitando os débitos financeiros e garantindo os aportes necessários para a manutenção dos nossos trabalhos.

O PARLASUL deve almejar ser mais que um órgão consultivo, que formula recomendações. É necessário que nossa voz se eleve para garantir o cumprimento de Protocolos já firmados, tratando sobre questões relacionadas ao narcotráfico, ao crime transnacional e garantindo, principalmente, à população do Mercosul, a facilidade na sua movimentação entre países.

A cidadania do Mercosul deve ser mais que uma mera declaração e o PARLASUL tem papel importante para garantir essa cidadania. O Mercosul acumula dívidas históricas. Desde 2009, por exemplo, aprovamos uma proposta de recomendação para a harmonia entre os currículos universitários visando a facilitação no reconhecimento de diplomas para fins de exercício profissional, permitindo a livre circulação de pessoas e serviços no MERCOSUL. Esta recomendação ainda não avançou e é nosso dever garantir essa harmonização.

Só no Brasil, milhares de estudantes anseiam pela harmonização de currículos, que garanta o reconhecimento automático dos cursos que fazem seja na Bolívia, na Argentina, no Uruguai ou Paraguai. Senhoras e Senhores Parlamentares, o livre exercício profissional é fator de integração determinante na medida em que permite a geração de emprego e renda, ao mesmo tempo em que cria uma identidade civilizacional para os povos da região e é dever deste PARLASUL garantir que a recomendação do parlamento seja viabilizada e tornada real.

Acredito que é dever do PARLASUL buscar ser proativo, trabalhar exaustivamente para integrar os povos da América do Sul e trabalhar com propostas reais, efetivas e necessárias, com interlocução, respeito e garantia da democracia. Devemos aprofundar as discussões sobre legislações comuns e, principalmente, precisamos defender a democracia e a liberdade de mercado nos países do bloco, para que a economia floresça em todo Mercosul.

Ao mesmo tempo, é necessário garantir o aumento substancial dos parcos recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), de modo a incrementar a infraestrutura em todos os países membros.

Atualmente, e após 24 anos de existência, o Mercosul ainda não demonstrou, nos bolsos das pessoas comuns, a sua importância e a sua missão de construir a prosperidade dos seus povos. Este é um grande débito que exige medidas urgentes para corrigirmos os rumos e para garantirmos um equilíbrio de desenvolvimento em todos os Estados Partes. Em um Bloco Econômico, o crescimento de um não pode significar o fracasso dos demais membros. Um vizinho empobrecido empobrece a todos nós.

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Operação apreende mais de 200 quilos de skunk e prende seis pessoas em Senador Guiomard

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Ação conjunta da Polícia Federal e Gefron interceptou esquema de transporte de drogas na região de fronteira

Uma operação realizada pela Polícia Federal do Brasil em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), ligado à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas e na apreensão de uma grande quantidade de drogas nesta terça-feira (10), no município de Senador Guiomard.

Durante a ação de combate aos crimes transfronteiriços, as equipes de segurança identificaram e interceptaram uma logística utilizada para o transporte de entorpecentes na região de fronteira.

Ao todo, foram apreendidos 213 quilos de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC. Além da droga, dois automóveis que estavam sendo utilizados no transporte do entorpecente também foram apreendidos pelas equipes.

Os seis suspeitos presos durante a operação, juntamente com o material apreendido, foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos legais.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.

 

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Acre

MP investiga desmatamento de 114 hectares e dano de R$ 1,4 milhão em propriedade rural em Feijó

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Inquérito do Gaema apura sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural e suspeita de irregularidades para obtenção de crédito agrícola

Foram identificadas sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada ao longo do tempo. Foto: ilustrativa 

O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou inquérito civil para investigar indícios de desmatamento ilegal e possíveis fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de uma propriedade localizada no município de Feijó, no interior do estado. A informação consta no diário eletrônico da instituição de segunda-feira (9).

De acordo com levantamento técnico realizado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC, a área apresenta um passivo ambiental de 114,51 hectares de vegetação nativa suprimida, o que representa um dano estimado em R$ 1,4 milhão. O cálculo considera a emissão de carbono decorrente do desmatamento.

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e aponta ainda suspeitas de uso indevido de informações ambientais para obtenção de crédito rural.

Alterações no CAR

O relatório técnico que embasou a abertura do procedimento identificou sucessivas alterações no Cadastro Ambiental Rural da propriedade ao longo do tempo, incluindo mudanças na localização declarada e redução da área cadastrada.

A análise também revelou alertas de supressão de vegetação nativa registrados entre os anos de 2008 e 2025, inclusive em períodos posteriores à obtenção de financiamentos rurais vinculados à área — o que levanta suspeitas sobre a regularidade ambiental exigida por lei para acesso a esse tipo de crédito.

Prazo, esclarecimento e documentos

Como parte das diligências iniciais, o Ministério Público oficiou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Ibama para verificar a existência de autos de infração, embargos ambientais ou processos administrativos relacionados à área investigada.

O proprietário do imóvel foi notificado e terá prazo de 15 dias para apresentar esclarecimentos e documentos.

O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão. Durante esse período, o MPAC deverá aprofundar a análise técnica para definir possíveis medidas administrativas, judiciais ou extrajudiciais relacionadas ao caso.

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Dupla é presa após assalto a loja no centro de Tarauacá

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Suspeitos usaram simulacros de arma e faca para ameaçar vítimas; celulares e dinheiro foram recuperados

Dois homens foram presos na tarde desta terça-feira (10) após realizarem um assalto em uma loja no centro de Tarauacá.

Segundo a Polícia Militar do Acre, os suspeitos entraram na loja D’Longui, localizada na Rua Coronel Juvêncio de Menezes, fingindo ser clientes. Em determinado momento, anunciaram o assalto e passaram a ameaçar funcionários e pessoas que estavam no estabelecimento utilizando simulacros de arma de fogo e uma faca.

Após o crime, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas pela região e conseguiram localizar e prender os suspeitos, identificados pelas iniciais F.C.C.S.F., de 25 anos, e E.L.C., de 20 anos.

Durante a abordagem, os policiais recuperaram dois aparelhos celulares e a quantia de R$ 874 em dinheiro levada durante o assalto. Também foram apreendidos os simulacros de pistola e uma faca tipo peixeira utilizados na ação.

A dupla foi encaminhada à Polícia Civil do Acre em Tarauacá, onde foi apresentada à autoridade policial e permanece à disposição da Justiça.

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