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Rio Acre sobe 3,30m em 30 horas e prefeitura lança Plano de Contingência Contra Enchentes 2018

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Cota de alerta atual é de 13,50 metros, informou o Major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros do Acre

Na manhã desta quinta-feira (28), houve uma singela diminuição de 19 centímetros, com marcação em 11,55 na capital Rio Branco (Foto: Ilustração)

Da Redação

Resultado direto das fortes e constantes chuvas que caem sobre o estado do Acre nas últimas semanas, o nível do rio Acre cresceu rapidamente no mês de dezembro. Em 30 horas, o nível aumentou 3,30 metros.

De acordo com informações repassadas à imprensa pelo Major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros do Acre, a medição registrou na última quarta-feira 11,74 metros. Na manhã desta quinta-feira (28), houve uma singela diminuição de 19 centímetros, com marcação em 11,55 na capital Rio Branco.

“O aumento dos números é consequência direta das chuvas. O esperado para dezembro deste ano era um aumento de 249mm, e já estamos com 440mm de chuva só neste mês. Com a medição de hoje, basta que o rio aumente 1,95 metro para entrar na cota de alerta”, explicou Falcão.

O Major também reforçou que as equipes ligadas à segurança pública já estão se preparando caso o rio entre na medição de 13,50 metros (cota de alerta), e que o monitoramento é constante. Os principais afluentes do Rio Acre (rios Xapuri, Espalha e Riozinho do Rola) também possuem registros de nível elevados. O prefeito Marcus Alexandre lançou nesta quarta-feira, 27, o Plano de Contingência Contra Enchentes 2018.

Níveis do Rio Acre e afluentes (registro de 28 de dezembro às 6h):

Rio Branco – 11,55

Riozinho do Rola – 9,15

Rio Xapuri – 7,34

Xapuri – 7,25

Capixaba – 6,83

Brasileia – 6,10

Espalha – 5,92

Assis Brasil – 4,18

O tempo instável, com chuvas a qualquer hora, que pode, ser instável, segundo Friale, e de acordo com o pesquisador, há possibilidade de alguns transtornos à população.

“Condições atmosféricas altamente favoráveis à ocorrência de chuvas fortes e volumosas”. A previsão é do pesquisador Davi Friale. Para ele, há a possibilidade de transtornos à população de alguns pontos vulneráveis, “como rápida inundação de ruas, transbordamento de pequenos rios e córregos, queda de árvores e deslizamento de terra”.

De acordo com informações divulgadas pelo pesquisador, a elevada umidade do ar deixa o tempo instável, com muitas nuvens e chuvas a qualquer hora, no Acre, em Rondônia, no Amazonas, em Mato Grosso, na Bolívia e na região de selva do Peru.

Em muitas áreas, ele conta que ocorrem temporais com chuvas fortes ou prolongadas, raios e ventanias moderadas.

Para os próximos dias, Acre, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, planícies da Bolívia e região de selva do Peru contam com chuvas fortes e volumosas, que, em algumas áreas, podem ser demoradas, principalmente na parte da tarde ou nas primeiras horas da noite.

Chuvas podem acontecer a qualquer momento (Foto: Reprodução)

Confira como fica a temperatura no interior:

– Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, mínima, entre 21 e 23ºC, e máxima, entre 27 e 29ºC;

– Sena Madureira e Manuel Urbano, mínima, entre 21 e 23ºC e máxima, entre 27 e 29ºC;

– Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil, Xapuri e Capixaba, mínima, entre 20 e 22ºC, e máxima, entre 26 e 28ºC;

– Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Porto Walter, mínima, entre 22 e 24ºC, e máxima, entre 28 e 30ºC;

– Marechal Thaumaturgo e Jordão, mínima, entre 22 e 24ºC, e máxima, entre 28 e 30ºC;

– Tarauacá, Feijó e Santa Rosa do Purus, mínima, entre 21 e 23ºC, e máxima, entre 28 e 30ºC;

– Acrelândia e Plácido de Castro, mínima, entre 21 e 23ºC, e máxima, entre 28 e 30ºC.

Na região da Vila Nova Aldeia, localidade a 23km do município de Senador Guiomard pela BR-364, foi pega de surpresa na madrugada de ontem quarta-feira (27), quando as águas do rio Iquiri tomaram de conta de quintais, casas e propriedades comerciais na região.

Uma equipe do Corpo de Bombeiro com apoio do secretário de Obras de Senador Guiomard, Nilson Graça deu apoio às famílias locais.

“A equipe da Defesa Civil informou que com a enchente todos os poços de água foram contaminados e aproveitamos para garantir o suporte necessários a população. Providenciamos água e todo apoio de ajudar no que fosse necessário”, explicou Nilson.

Segundo levantamento da Defesa Civil Estadual, mais de 50 famílias compõem a Vila Nova Aldeia que foi tomada pelas águas do Rio Iquiri na madrugada dessa quarta-feira.

No final da tarde de quarta-feira, o nível das águas deu uma leve recuada, mas com mais chuva no decorrer da noite e madrugada as atenções na região por parte da Defesa Civil e secretaria de Obras estão sendo constante.

 

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Acre

STF derruba lei do Acre que permitia privatização de áreas em florestas públicas estaduais

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Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia

A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.

Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.

O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.

O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.

Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.

Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado

A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:

  • FES do Rio Gregório

  • FES do Rio Liberdade

  • FES do Mogno

  • FES do Antimary

  • FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari

A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.

A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada 

Ação e Argumentos

A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.

O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:

  1. Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.

  2. Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.

  3. Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.

Consequências

Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.

É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.

A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.

Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada 

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Acre

Prefeitura de Rio Branco empossa novos conselheiros e reforça compromisso com políticas públicas para as mulheres

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.

Foto da solenidade d eposse na Casa Rosa Mulher
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.

Foto do Prefeito Tião Bocalom
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.

O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.

Prefeito de Rio Branco Tião Bocalom
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.

Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.

Foto de Suelen
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.

A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.

Foto da Vereadora Lucilene Vale
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.

Foto da Posse de novos conselheiros
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.

Solenidade de Posse de novos conselheiros Fotos Marcos Araujo 19
Solenidade de Posse de novos conselheiros Fotos Marcos Araujo 12

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Câmara aprova urgência para venda de remédios em supermercados

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Malorny/Getty Images
medicamentos

A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.

A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.

O texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado em setembro de 2025. Como tinha caráter terminativo no colegiado, seguiu diretamente ao plenário.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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