Acre
Resex Chico Mendes lidera ranking de desmatamento entre áreas protegidas do país, aponta Imazon
Estudo revela que Acre concentra seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025; Alto Juruá e Riozinho da Liberdade também estão na lista

A Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano. Foto: captada
Um novo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), confirma o cenário preocupante para as áreas protegidas do Acre que foi descrito em relatórios trimestrais no decorrer do ano passado.
De acordo com o estudo “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas: Janeiro a Dezembro de 2025”, a Reserva Extrativista Chico Mendes foi a unidade de conservação mais ameaçada e pressionada por desmatamento em todo o país no último ano.
O relatório, assinado por Bianca Santos, Júlia Ribeiro e Carlos Souza Jr., aponta que a Resex Chico Mendes lidera tanto o ranking de ameaça quanto o de pressão entre as unidades de conservação federais.
Mas não é só isso. O estudo mostra ainda que o Acre concentrou seis das dez unidades de conservação federais mais pressionadas do Brasil em 2025. Entre elas estão, além da Resex Chico Mendes, a Reserva Extrativista Alto Juruá e a Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade, todas figurando nas primeiras posições do ranking de pressão.
Segundo o Imazon, o fato de as mesmas unidades aparecerem repetidamente nos rankings indica que o desmatamento está concentrado em áreas específicas e demanda ações prioritárias de fiscalização e políticas públicas direcionadas.
O relatório destaca ainda que todas as dez unidades de conservação federais mais pressionadas em 2025 já haviam aparecido no levantamento de 2024, evidenciando a persistência da pressão sobre esses territórios protegidos.
Terras Indígenas Mamoadate e Kaxinawá do Rio Humaitá estão entre as mais pressionadas pelo desmatamento no país
As Terras Indígenas também enfrentam forte pressão do desmatamento no Acre. Entre as áreas mais afetadas estão a Terra Indígena Mamoadate e a Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, que figuram entre as mais pressionadas do país.
O estudo considera como “ameaça” o desmatamento detectado no entorno das áreas protegidas, enquanto “pressão” corresponde ao desmatamento registrado dentro dos próprios limites das unidades de conservação e terras indígenas.
Dados consolidados
Os números consolidados mostram que, no conjunto das áreas protegidas monitoradas, as unidades de conservação estaduais apresentaram o maior percentual proporcional de áreas sob ameaça e pressão (47%), seguidas pelas unidades de conservação federais (37%) e pelas Terras Indígenas (35%), conforme gráfico apresentado no relatório.
Desmatamento na Amazônia
De acordo com o estudo, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 2.741 km² de desmatamento na Amazônia entre janeiro e dezembro de 2025. Desse total, 1.890 km² ocorreram em áreas protegidas, o equivalente a 69% do desmatamento registrado no período .
O cenário reforça o desafio de proteção das áreas legalmente destinadas à conservação ambiental e aos povos tradicionais. No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades .

No caso do Acre, o protagonismo negativo nos rankings de ameaça e pressão evidencia a necessidade de reforço nas estratégias de monitoramento, fiscalização e apoio às comunidades que vivem nessas unidades. Foto: captada
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Acre
Morador da Comunidade Bahia é resgatado de área isolada no Juruá Mirim após acidente com arma de fogo
Nerinilton do Nascimento foi atingido na perna direita ao tropeçar e cair sobre a arma; transporte aéreo do Ciopaer foi decisivo para reduzir tempo de socorro de seis horas para minutos

Equipes do Ciopaer e do Samu no heliporto do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco. Foto: Secom
Vítima de ferimento acidental por arma de fogo é resgatada de área de difícil acesso no interior do Acre
Um morador da Comunidade Bahia, no Rio Juruá Mirim, foi resgatado no sábado (4) após sofrer um ferimento acidental por arma de fogo, em uma área de difícil acesso no interior do Acre. A vítima, identificada como Nerinilton do Nascimento, foi levada para atendimento no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul.
Segundo informações do resgate, o próprio paciente relatou que o acidente ocorreu enquanto ele saía para caçar. Durante o trajeto, ao tropeçar em um pedaço de madeira, caiu sobre a arma e acabou atingido na perna direita. Moradores da comunidade prestaram os primeiros auxílios e acionaram o socorro.

Após o resgate, Nerinilton foi encaminhado para Cruzeiro do Sul, onde uma ambulância já aguardava para levá-lo ao Hospital do Juruá. Foto: captada
Operação aérea e atendimento rápido
A operação foi realizada por equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que se deslocaram até a localidade para realizar o atendimento inicial e o transporte aeromédico. No local, o paciente recebeu os primeiros cuidados de uma equipe composta por médico e enfermeiro antes de ser embarcado na aeronave.
De acordo com o médico João Bardi, a vítima apresentava sangramento ativo e ainda estava com o projétil alojado na lesão no momento do atendimento. Após o resgate, Nerinilton foi encaminhado para Cruzeiro do Sul, onde uma ambulância já aguardava para levá-lo ao Hospital do Juruá, unidade de referência na região.
Transporte aéreo foi determinante
Conforme a equipe médica, o uso do transporte aéreo foi determinante para a rapidez do atendimento, já que o deslocamento por via fluvial poderia levar cerca de seis horas.

No local, o paciente recebeu os primeiros cuidados de uma equipe composta por médico e enfermeiro antes de ser embarcado na aeronave. Foto: captada
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Acre
Governo do Acre decreta emergência em seis municípios afetados por enchentes
Medida publicada em edição extra do DOE permite ações imediatas de apoio e resposta diante da elevação dos rios
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Acre
Humaitá joga contra o Porto Velho na estreia do Brasileiro
O Humaitá enfrenta o Porto Velho neste domingo, 5, a partir das 16 horas, na Arena da Floresta, na partida de estreia no Campeonato Brasileiro da Série D. O Tourão não vem de boas campanhas nos torneios nacionais e terá uma estreia difícil.
Humaitá
A diretoria do Humaitá resolveu diminuir os investimentos e a base da equipe será formada por jogadores Sub-20. O técnico Eriano Santos acredita na possibilidade de realizar uma boa campanha e lutar por uma vaga na segunda fase.
Porto Velho
Depois de ser eliminado na semifinal do Estadual de Rondônia, a diretoria do Porto Velho resolveu contratar reforços. Ismael, Álvaro, Carlos Eduardo, Willian Viana e Eduardo foram regularizados e são opções importantes fora de casa.
No apito
Jean Marcel Latorraca, do Mato Grosso, apita Humaitá e Porto Velho. Os acreanos Antônio Neilson e Roseane Amorim serão os auxiliares.

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