Cotidiano
Receita aumenta nível de segurança para acessar portal e-CAC
Acesso com conta gov.br será restrito a contas prata ou ouro

Superintendência da Receita Federal, em Brasília.
A partir de sexta-feira (25), o acesso ao Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC) terá o nível de segurança aumentado. Quem usa o login único do Portal Gov.br só poderá acessar o e-CAC com contas nível prata ou ouro, que têm mais recursos de proteção.
Em nota, a Receita Federal explicou que a mudança faz parte de um processo de melhoria no acesso aos serviços digitais do órgão. Segundo o Fisco, o aumento na segurança permitirá que serviços do e-CAC atualmente acessíveis apenas com certificado digital (tipo de assinatura eletrônica vendida a pessoas físicas e empresas) possam ser fornecidos a mais usuários.
Além da conta gov.br, pessoas físicas que declaram Imposto de Renda e empresas optantes pelo Simples Nacional podem entrar no e-CAC usando o código de acesso, espécie de chave eletrônica renovável a cada dois anos. As demais empresas podem acessar o e-CAC por meio do certificado digital, caso não queiram usar o login gov.br.

Níveis de segurança
Identificação segura para acessar serviços públicos digitais, a conta gov.br está disponível a todos os cidadãos brasileiros. O login tem três níveis de segurança: bronze, para serviços menos sensíveis; prata, que permite o acesso a muitos serviços digitais; e ouro, que permite o acesso a todos os serviços digitais.
As contas cadastradas exclusivamente com informações do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são consideradas de nível bronze. Também tem esse nível o cadastro feito presencialmente nas unidades do INSS ou do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
As contas nível prata têm a validação de uma destas três fontes: biometria facial da carteira de motorista, cadastro Sigepe (no caso dos servidores públicos) ou dados bancários de um dos sete bancos conveniados ao Portal Gov.br (Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob).
Por fim, as contas validadas com a biometria facial da Justiça Eleitoral ou por certificado digital compatível com ICP-Brasil passam a ter nível ouro de segurança.
Os contribuintes com contas nível bronze podem elevar o nível de segurança do login, ao fazer as validações que conferem os níveis superiores. Mais informações sobre o procedimento podem ser obtidas nesta página.
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Vice-prefeito de Brasiléia (PL) reforça apoio a Bocalom e fortalece articulação liberal na fronteira
A adesão de lideranças municipais, como a de Brasiléia, é vista como essencial para ampliar a capilaridade da campanha de Bocalom e dos candidatos do partido em todo o Acre

O movimento mostra a estratégia do PL de fortalecer uma chapa diante de um cenário eleitoral já disputado por nomes fortes da direita acreana. Foto: captada
O Partido Liberal (PL) passou a admitir publicamente o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Acre nas eleições de 2026, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), confirmou oficialmente nesta segunda-feira (19) sua pré-candidatura ao Palácio Rio Branco, durante coletiva no auditório da Associação Comercial do Acre (Acisa).
O anúncio foi acompanhado pelo vice-prefeito Alysson Bestene e reuniu empresários, pecuaristas e apoiadores da gestão municipal.
Em manifestação pública, o vice-prefeito de Brasiléia Amaral do Gelo, também filiado ao PL, declarou apoio incondicional à pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo do Acre e aos demais nomes do partido que concorrerão a deputados estadual, federal e senador. A movimentação reforça a articulação do projeto político liberal no estado, especialmente na região de fronteira, e sinaliza a estratégia da legenda de fortalecer sua base diante de um cenário eleitoral competitivo, com outras forças de direita já organizadas.
O apoio vem em um momento em que o PL busca consolidar uma chapa unificada, após insatisfações internas com administrações municipais e a percepção de falta de apoio a suas iniciativas politicas. A adesão de lideranças municipais, como a de Brasiléia, é vista como essencial para ampliar a capilaridade da campanha de Tião Bocalom (PL) e dos candidatos do partido em todo o Acre.
O movimento mostra a estratégia do PL de fortalecer e legenda diante de um cenário eleitoral já disputado por nomes fortes da direita acreana.
Nota do presidente do PL/Brasiléia:

Declaração de alinhamento incondicional à pré-candidatura do prefeito de Rio Branco evidencia esforço do partido em Brasiléia para consolidar nome de Tião Bocalom em 2026
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Exportação de gado do Acre cresce 33% em 2025, com recorde de 27,2 mil cabeças em dezembro
Setor pecuário fecha ano com alta de 88,6% na comparação mensal; avanço é atribuído a ganhos de eficiência, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais

O impacto desses números ultrapassa as fronteiras das fazendas, refletindo-se diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) estadual e na geração de empregos no interior. Foto: captada
O setor pecuário do Acre encerrou 2025 com resultados históricos, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do estado. Dados do setor mostram que em dezembro foram movimentadas 27,2 mil cabeças de gado – um crescimento de 88,6% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano, as exportações acumularam alta de 33%, impulsionadas pela eficiência produtiva, rigor sanitário e acesso a mercados internacionais.
Fatores do desempenho:
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Modernização da cadeia: Frigoríficos investiram em tecnologia e certificações;
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Demanda externa aquecida, especialmente de países da Ásia e Oriente Médio;
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Valorização da arroba do boi no mercado internacional;
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Logística melhorada com uso da BR-364 e rotas alternativas pelo Peru.
Impacto econômico e social:
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Contribuição direta ao PIB estadual, já que a pecuária responde por cerca de 20% da economia acreana;
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Geração de empregos no interior, desde a criação até o processamento industrial;
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Fortalecimento da agricultura familiar, que fornece bezerros para engorda.
O Acre se consolida como fornecedor estratégico no corredor de exportação da Amazônia, aproveitando sua posição geográfica fronteiriça para escoar produção com competitividade em preço e qualidade.
A expectativa para 2026 é de expansão de 15% a 20% no volume exportado, com investimentos em rastreabilidade, genética e sustentabilidade para atender exigências de mercados mais rigorosos, como a União Europeia.
O crescimento de 88,6% em dezembro não é apenas sazonal – reflete uma mudança estrutural na pecuária acreana, que deixou de ser apenas abastecedora do mercado interno para se tornar uma potência exportadora na região Norte.
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Empresário boliviano critica venda de combustível barato a estrangeiros em meio à crise de abastecimento em Cobija
Crise de combustíveis em Cobija acende alerta sobre contrabando e abastecimento na fronteira com o Brasil

O empresário alerta que a medida pode intensificar as longas filas nos postos, prejudicando a população boliviana, e facilitar o contrabando para o Brasil. Foto: captada
O empresário e ex-deputado federal boliviano Richard Flores — irmão do ex-governador de Pando e atual senador Luís Adolfo Flores — criticou a autorização do governo nacional boliviano para a venda de diesel e gasolina a preços baixos para estrangeiros no Departamento de Pando, em meio a uma crise de escassez de combustíveis e gás em Cobija.
Segundo Flores, a medida beneficiará principalmente moradores de Brasileia e Epitaciolândia, no Brasil, além de turistas, o que vem gerando longas filas, já que que existe uma diferencia de dois reis no câmbio atual por litro, o que prejudicarão a população boliviana local. Ele também alerta para o risco de aumento do contrabando de combustíveis para Epitaciolândia e Brasiléia, o que representaria perdas financeiras para o Estado e para os cidadãos de Pando, agravando a falta de controle nas fronteiras.
A declaração reflete a tensão na região fronteiriça, onde a escassez de insumos essenciais tem impactado o dia a dia e a economia local.

Medida do governo boliviano de vender combustível barato a estrangeiros é criticada por ex-deputado, que vê risco de desabastecimento local e aumento do fluxo ilegal para o lado brasileiro. Foto: captada
A preocupação evidencia a tensão na fronteira, onde a falta de controle no fluxo de combustíveis já é um problema crônico. Com a alta demanda do lado brasileiro e a diferença de preços, o risco de desabastecimento local e perdas fiscais para o Estado boliviano se torna ainda mais crítico em um momento de escassez aguda.

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