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Qual é a máscara mais segura de acordo com o ambiente

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Especialistas indicam os melhores modelos para cada local e explicam a forma correta de usá-los

Usar duas máscaras pouco ajustadas não oferece a mesma proteção do que apenas uma máscara bem colocada – Foto: Iryna Veklich/ Getty Images

Sandee LaMotte, da CNN

Pense na máscara facial como o acessório da moda que pode salvar sua vida – e a vida de quem você ama. Mas, em vez de ficar escolhendo qual estampa, logotipo ou slogan você quer exibir, selecione sua máscara com base em sua eficácia contra o coronavírus mortal no ambiente em que você está.

Diretrizes sobre como fazer essa escolha devem sair dentro de algumas semanas, de acordo com Jonathan Szalajda, vice-diretor do Laboratório Nacional de Tecnologia de Proteção Individual, que faz parte do Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDCs) dos Estados Unidos.

Trabalhando em estreita parceria com agências governamentais, partes interessadas da indústria e a ASTM International, uma organização internacional de padrões técnicos, o guia vai trazer os padrões aplicados à eficiência do filtro, dimensionamento e ajuste, limpeza e período recomendado de uso ou reutilização.

Por enquanto, aqui está uma análise de máscaras e máscaras respiradoras com base no conhecimento científico atual e o que os especialistas estão dizendo sobre como usá-los da melhor forma.

Máscaras tipo PFF2 ou N95

Feitas de fibras tecidas com uma carga elétrica que pode prender partículas errantes (como uma meia que gruda em outras peças na secadora de roupas), as máscaras de PFF2 (ou N95, nos Estados Unidos) são atualmente o que há de melhor quando se trata de filtrar partículas grandes e pequenas, segundo vários estudos. As máscaras nesta categoria também são conhecidas como “respiradores com máscara filtrantes” ou “respiradores descartáveis”.

O que aconteceria sse todos os norte-americanos usassem uma máscara do tipo N95 ou PFF2 por quatro semanas em ambientes arriscados, como dentro de casa? “Isso acabaria com a epidemia” no país, afirmou o doutor Abraar Karan, médico de medicina interna do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School, ao correspondente médico chefe da CNN, Sanjay Gupta.

As máscaras PFF2 vêm em vários tamanhos para acomodar diferentes formatos de rosto. Quando ajustadas ao rosto do usuário e usadas adequadamente, elas podem reter 95% das partículas em torno de 0,3 mícron, segundo estudos. O SARS CoV-2 pode ter até 0,1 mícron de diâmetro, ou cerca de um décimo de milésimo de milímetro.

Embora possa parecer que os filtros da PFF2 não percebam as minúsculas partículas de Covid-19, isso não é verdade. A maioria dos fragmentos de vírus sai dos pulmões envolta em gotículas respiratórias maiores, normalmente muito acima de 0,3 mícron.

Mesmo aqueles que são aerossolizados são facilmente capturados. Devido a um fenômeno natural chamado movimento browniano, essas partículas minúsculas não viajam em linhas retas. Em vez disso, elas saltam em zigue-zague e são facilmente capturadas pelo filtro eletrostático da PFF2.

Embora alguns especialistas peçam a aplicação nacional de máscaras PFF2 para todos nos EUA, elas estão atualmente reservadas para profissionais de saúde na linha de frente do atendimento aos pacientes da Covid-19. Isso se deve em parte à falta dessas máscaras, projetadas para serem usadas uma vez e descartadas, mas também devido ao treinamento necessário para ajustar e usar a máscara adequadamente.

“Em um ambiente de saúde, há uma vantagem porque há um treinamento adequado para informar às pessoas como usar as máscaras adequadamente, o que não existe em um ambiente público”, afirmou Szalajda, da NPPTL.

De acordo com o CDC, outras máscaras respiradoras também atendem ou excedem o nível de eficácia de 95%: as máscaras N99, N100, R95, R99, R100, P95, P99 e P100, de acordo com os códigos em que são vendidas nos EUA. Alguns desses dispositivos (que às vezes se parecem com máscaras de gás) receberam uma autorização de uso emergencial nos EUA e podem ser usadas em ambientes não cirúrgicos durante a escassez de máscaras PFF2.

A máscara PFF2 (e suas irmãs e irmãos) se ajusta melhor aos contornos faciais exclusivos de uma pessoa em um rosto nu para, assim, manter a vedação firme. Ela deve ser usada adequadamente, apesar do fato de que essa alta filtração pode tornar a respiração mais difícil. As máscaras do tipo PFF2 têm uma resistência respiratória muito maior do que as máscaras cirúrgicas simples ou de tecido.

“Já vi homens bem barbados usando a PFF2 que, ou a usavam de cabeça para baixo, ou só cobriam a boca e não o nariz e a boca, porque é mais fácil respirar quando você não está cobrindo nariz”, contou Szalajda.

Uma observação: cuidado com as máscaras PFF2 com válvulas de expiração, pois elas devolvem o fluxo de ar ao ambiente. Também tome cuidado com imitações de PFF2 que estão sendo vendidos na Internet e em algumas lojas comerciais.

As máscaras aprovadas pelos institutos nacionais têm uma etiqueta de aprovação na embalagem da máscara ou dentro dela (na caixa ou nas instruções do usuário). Em tempo: no Brasil, é o selo do Inmetro.

PFF2 europeia

Em resposta à disseminação de novas variantes mais contagiosas do coronavírus, alguns países europeus estão exigindo o uso de máscaras PFF1 e PFF2. A sigla significa “peça facial filtrante”.

O “P” significa que a máscara é fortemente resistente a óleo e pode ser usada para proteger contra aerossóis não oleosos. Em comparação, o “N” da N95, que é a nomenclatura adotada nos EUA, significa que a máscara não é resistente ao óleo e não pode ser usada em um ambiente de gotículas de óleo (como na perfuração de petróleo). Um filtro PFF1 tem uma eficácia de filtração mínima de 80%, um PFF2 é 94% eficaz, e um PFF3 é 99% eficaz contra doenças infecciosas transmitidas pelo ar.

Na semana passada, o estado alemão da Baviera determinou que os cidadãos usassem máscaras PFF2 ao fazer compras pessoalmente e usar o transporte público. O governo alemão passou a seguir esse exemplo, exigindo que todos no país usassem máscaras PFF1 ou PFF2 no trabalho, nas lojas ou no transporte público.

A França também pediu aos cidadãos que abandonem as máscaras caseiras. Agora, as máscaras cirúrgicas PFF1 de uso único e as máscaras respiradoras com filtragem PFF2, mais protetores, são necessários em todos os locais públicos.

A França também está permitindo que as pessoas usem máscaras de tecido comerciais certificadas para filtrar 90% das partículas maiores ou iguais a 0,3 mícron. Os cidadãos são orientados a procurar o logotipo da “garantia de filtração” ao comprar essas máscaras.

KN95 e máscaras com filtro semelhante

As máscaras KN95, que são certificadas pelos padrões chineses, também filtram e capturam 95% das partículas de 0,3 mícron. Mas existem diferenças: as camadas de filtro dos respiradores N95 eram “oito vezes mais grossas e tinham densidade de carga dipolo duas vezes maior do que a dos respiradores KN95”, segundo um estudo publicado em dezembro.

As máscaras KN95 não são certificadas pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos, mas alguns fabricantes de máscaras KN95 receberam a aprovação de uso emergencial em ambientes de cuidados de saúde nos EUA.

A empresa 3M, que fabrica muitas máscaras faciais com filtro, divulgou um documento comparando os respiradores N95 e europeus PFF2 com o chinês KN95, o australiano e neozelandês P2, o coreano 1ª classe e o japonês DS2.

Segundo a empresa, todas são “semelhantes” no que diz respeito à “filtragem de partículas não baseadas em óleo, como as resultantes de incêndios florestais, PM (partícula pequena) de 2,5 da poluição do ar, erupções vulcânicas ou bioaerossóis (por exemplo, vírus).

“No entanto, antes de selecionar uma máscara respiradora”, afirma o documento da 3M, “os usuários devem consultar seus regulamentos e requisitos de proteção respiratória locais ou consultar as autoridades locais de saúde pública para obter orientação sobre a seleção”.

Máscaras de grau cirúrgico

Projetadas para serem usadas por cirurgiões e outros profissionais de saúde, as máscaras cirúrgicas ou de grau cirúrgico são dispositivos descartáveis e frouxos destinados a “ajudar a bloquear gotas, respingos, sprays ou respingos de partículas grandes que podem conter germes (vírus e bactérias), evitando que eles cheguem à sua boca e ao seu nariz”, de acordo com a FDA, a agência reguladora de medicamentos e alimentos nos EUA.

Elas não “filtram ou bloqueiam partículas muito pequenas no ar que podem ser transmitidas por tosses, espirros ou certos procedimentos médicos”, enfatizou a FDA. “As máscaras cirúrgicas não foram feitas para desempenhar as funções da máscara respiradora”, disse Szalajda da NPPTL. “Não têm o objetivo de proteger contra partículas de inalação, mas contra o contato com fluidos corporais”.

As verdadeiras máscaras de grau médico são feitas de três camadas de material não tecido, normalmente plástico. A camada superior colorida do tecido é feita de polipropileno com tecnologia spunbond de grau médico. Trata-se de um polímero de resina ligado por calor em uma estrutura semelhante a uma teia.

As máscaras cirúrgicas também têm pequenos fios dobráveis para ajudar a mantê-la no lugar e geralmente são amarradas atrás da cabeça ou presas com presilhas nas orelhas. Este design não facilita o ajuste perfeito, especialmente em comparação com a N95, de acordo com Szalajda.

As máscaras cirúrgicas são de uso único: se estiverem sujas ou a respiração ficar difícil, devem ser cuidadosamente descartadas e substituídas, segundo a FDA.

Máscaras de pano caseiras

A máscara mais comum em uso entre o público em geral hoje é a de tecido, muitas vezes costurada em casa. A eficácia depende do tipo de tecido usado e do número de camadas de tecido. Elas podem ter apenas 26% de eficácia.

De acordo com o CDC, “várias camadas de tecido com contagens de fio mais altas demonstraram desempenho superior em comparação com camadas únicas de tecido com contagens de fio mais baixas, em alguns casos filtrando quase 50% das partículas finas com menos de 1 mícron”. É uma boa notícia: estudos detectaram SARS-CoV-2 em aerossóis entre 1 e 4 mícrons.

Um estudo publicado em setembro passado examinou a capacidade do algodão, poliéster e da seda de repelir a umidade quando usados em máscaras ou como apoio para a máscara.

“Descobrimos que os revestimentos de seda para o rosto repelem gotas em testes de spray, assim como máscaras cirúrgicas descartáveis de uso único”, escreveram os autores, acrescentando que as máscaras de seda “podem ser mais respiráveis do que outros tecidos que retêm umidade e são reutilizáveis por meio de limpeza”.

Seja qual for o tecido, procure uma trama justa, de acordo com estudos. Use o teste de luz para verificar a trama: se você puder ver facilmente o contorno das fibras individuais ao segurar a máscara contra a luz, provavelmente ela não será eficaz.

Você também pode adicionar filtros à sua máscara de tecido, de acordo com o CDC. Alguns são feitos de polipropileno, o plástico que produz aderência estática; outros de prata ou cobre, que têm propriedades antimicrobianas. Os estudos sobre a eficácia desses acessórios, no entanto, são raros, o que torna a orientação imitada.

Para aumentar a proteção, as pessoas começaram a aplicar camadas de máscaras de tecido sobre as cirúrgicas para proteção adicional. O presidente dos EUA, Joseph R. Biden, foi visto usando duas máscaras em várias ocasiões. No dia da posse, o indicado ao secretário de Transportes, Pete Buttigieg, e seu marido, Chasten Glezman, tiraram uma selfie com máscara dupla; a poeta Amanda Gorman usou uma máscara cirúrgica sob sua versão Prada.

É um comportamento defendido por Joseph Allen, professor associado da Escola de Saúde Pública T.H. Chan de Harvard e diretor do programa Edifícios Saudáveis da faculdade. “Uma máscara cirúrgica com uma máscara de pano em cima pode trazer mais de 91% de eficiência de remoção de partículas”, Allen disse recentemente à equipe do doutor Gupta.

Faz sentido usar a máscara dupla, de acordo com o doutor Anthony Fauci, agora conselheiro médico chefe de Biden. “Se você tem uma cobertura física com uma camada, coloca outra camada, provavelmente isso é mais eficaz – e é por isso que você vê as pessoas com máscaras duplas ou fazendo uma versão de um N95”, Fauci disse a Savannah Guthrie da NBC.

Mas preste atenção para sempre caber na máscara, como Allen disse à CNN. “A máscara deve passar pela ponte do nariz, abaixo do queixo e ficar rente ao rosto, descansando ao longo da pele.”

Protetores faciais, bandanas, polainas, máscaras de esqui e lenços

Certos itens não fornecem uma barreira suficiente contra a Covid-19 e outros vírus e não devem ser usados como meio de proteção significativa, de acordo com o CDC.

Não use lenços ou máscaras de esqui de malha como medida de proteção, diz o CDC. Não use face shield sem máscara por baixo, aconselha a agência, pois ele não protegerá contra pequenas gotas transportadas pelo ar que podem flutuar sob e dentro do protetor. E esqueça as bandanas e as polainas para o pescoço.

Uma pesquisa de 2020 da Universidade Duke examinou 14 coberturas faciais comumente disponíveis. Não surpreendentemente, a N95/PFF2 ajustada foi considerada a mais eficaz, seguida por máscaras cirúrgicas de três camadas. Mas o estudo descobriu que bandanas dobradas, máscaras de tricô e polainas de pescoço não ofereciam muita proteção. Na verdade, as polainas de pescoço até aumentavam a transmissão de gotículas respiratórias.

Keri Enriquez e Eliza Mackintosh da CNN contribuíram para esta reportagem

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Governo do Acre fortalece segurança e infraestrutura com entregas na Cidade do Povo

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Durante a solenidade, o governador Gladson Camelí destacou ainda que a base representa a presença ativa do Estado dentro da comunidade

O governo do Acre deu mais um passo decisivo na consolidação de políticas públicas integradas. Em uma agenda marcada pelo fortalecimento da Segurança Pública e da infraestrutura urbana, o governador Gladson Camelí e a vice-governadora, Mailza Assis, inauguraram, nesta terça-feira, 24, o prédio da Coordenadoria de Policiamento Comunitário e Direitos Humanos da Polícia Militar (PMAC), entregaram novas viaturas, apresentaram a nova turma de oficiais e oficializaram a abertura da Avenida Afif Arão, no bairro Cidade do Povo, em Rio Branco.

“Hoje é um dia de celebração para a segurança pública e para os moradores da Cidade do Povo. Não estamos entregando apenas concreto e viaturas, mas a presença do Estado e compromisso com a vida. Com a inauguração desta Base de Polícia Comunitária, trazemos projetos como o Proerd e o Guardiões da Paz para dentro do bairro, cuidando das nossas crianças e oferecendo suporte jurídico e psicológico a centenas de mulheres. É a polícia de braços dados com a comunidade.”

“É uma união de esforços entre a Sehurb, a Polícia Militar e o governo para garantir que o morador tenha o direito”, ressaltou a vice-governadora Mailza Assis. Foto: Diego Gurgel/Secom

“A nossa gestão trabalha para estar onde o povo está. Trazer a polícia para dentro do bairro habitacional é humanizar o serviço público e fortalecer o laço entre a comunidade e as forças de segurança pública. Seguimos investindo para que o Acre seja, cada vez mais, um lugar de oportunidades e paz. O investimento em segurança pública passa, obrigatoriamente, pela valorização das pessoas. Ver estes 28 novos alunos oficiais prontos para servir nos enche de orgulho. Trata-se de uma união de esforços entre a Sehurb, a Polícia Militar e o governo do Acre para garantir que o morador tenha o direito de ir e vir com tranquilidade e que nossas crianças cresçam em um ambiente seguro”, ressaltou a vice-governadora Mailza Assis.

Base Comunitária da Polícia Militar do Acre (PMAC) e a abertura oficial da Avenida Afif Arão, as intervenções somam mais de R$ 16,6 milhões em investimentos. Foto: Diego Gurgel/Secom

A nova Base de Polícia Comunitária da Cidade do Povo não é apenas uma estrutura física, mas um espaço estratégico de integração social. Sob a gestão da PMAC, o espaço abrigará projetos consolidados como o Guardiões da Paz, o Proerd e o projeto Aruana.

Nova Base Comunitária da PMAC não será somente um posto policial, mas um complexo de convivência social de quase 4 mil metros quadrados. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Esta entrega é resultado de um esforço conjunto para garantir que a infraestrutura urbana chegue onde a população mais precisa. Ao entregarmos um equipamento público como este, não estamos apenas erguendo paredes, mas revitalizando o bairro e proporcionando um ambiente digno para o convívio entre a polícia e a comunidade. O papel da Sehurb, sob a diretriz do governo do Estado, é integrar o planejamento urbano com a segurança pública”, frisou o secretário Egleuson Araújo.

“Essa parceria com a Polícia Militar fortalece a segurança pública dentro do nosso conjunto habitacional”, destacou Nonato Amaro da Conceição, morador do bairro Cidade do Povo. Foto: Diego Gurgel/Secom

Sobre o Impacto no cotidiano e na educação, o morador Nonato Amaro da Conceição destacou: “Com a polícia mais presente no dia a dia da Cidade do Povo, os pais sentem mais tranquilidade. Agora, temos a segurança necessária para levar e buscar nossos filhos na escola e para participar dos eventos da comunidade. Essa parceria com a Polícia Militar fortalece a segurança pública dentro do nosso conjunto habitacional”.

Durante a solenidade, o governador Gladson Camelí destacou ainda que a base representa a presença ativa do Estado dentro da comunidade. “Estamos unindo o policiamento ostensivo à prevenção primária e ao acolhimento. Trata-se de segurança que cuida e transforma realidades”, disse.

Um dos destaques é o projeto funcional que atende cerca de 200 mulheres da região com atividades físicas, apoio psicológico e orientação jurídica.

Avenida Afif Arão com 418 metros de extensão e investimento de R$ 5,6 milhões, a nova via é fundamental para o fluxo de comerciantes, prestadores de serviço e moradores locais. Foto: Diego Gurgel/Secom

Durante o evento, o governador e a vice-governadora foram condecorados com a Medalha do Mérito do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais (CNCG), em reconhecimento ao apoio constante às polícias militares e ao fortalecimento da ordem pública no país. A solenidade também marcou o início do Curso de Formação de Oficiais (CFO) 2026. A nova turma, composta por 28 alunos, passará por uma formação intensiva de 24 meses, totalizando 3.844 horas-aula.

Solenidade também marcou o início do Curso de Formação de Oficiais (CFO) 2026. Foto: Diego Gurgel/Secom

“O início deste curso de formação representa a realização de um sonho e um motivo de imensa alegria. Para mim, é a oportunidade de servir ao povo acreano com dedicação. Gostaria de agradecer ao governo do Estado pelo investimento contínuo na segurança pública e pela realização deste concurso. Hoje, somos quase 30 novos alunos, e é um privilégio imenso estar aqui. Estamos prontos e motivados para começar essa jornada. Só tenho a agradecer por este momento de felicidade”, destacou a aluna do Curso de Formação de Oficiais, Betânia Mathias.

O treinamento começa com um regime de internato de 100 dias em Cruzeiro do Sul, retornando posteriormente à capital para as disciplinas técnicas, jurídicas e militares.

Comandante da PMAC, Cel. Marta Renata destacou que a entrega não apenas engrandece o serviço da Polícia Militar, traz a comunidade para dentro dos nossos quartéis. Foto: Diego Gurgel/Secom

Sobre a Integração Comunitária a comandante da PMAC, Cel. Marta Renata Freitas, destacou: “Esta entrega não apenas engrandece o serviço da Polícia Militar, mas, acima de tudo, traz a comunidade para dentro dos nossos quartéis. Inauguramos aqui um novo tempo de participação comunitária, que é o pilar da nossa gestão, transformar o cidadão em um parceiro ativo, engajado nas pautas e nas causas da segurança pública.”

Com relação à nova turma do Curso de Formação de Oficiais, Marta Renata afirmou: “Ao iniciarmos a formação desses 28 novos alunos oficiais, estamos, na verdade, projetando o futuro da nossa instituição. O governo do Estado tem sido assertivo nessa estratégia, pois esses jovens são os líderes que estão sendo preparados hoje para comandar a Polícia Militar no amanhã.”

Para potencializar a capacidade de resposta da PMAC, foram entregues 13 viaturas. O investimento total, de R$ 3.757.221,00, é resultado de uma organização financeira do Estado, que envolve recursos próprios (Fonte 100), emenda parlamentar do senador Alan Rick e recursos da cooperação internacional REM/KfW.

Entre as ações de fortalecimento do policiamento ostensivo, foram entregues nove viaturas para capital e o interior. Já para o policiamento ambiental, foram destinadas quatro viaturas exclusivamente ao Batalhão de Policiamento Ambiental, visando o combate a ilícitos ambientais.

Complementando o pacote de investimentos na Cidade do Povo, a Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb) entregou a obra de infraestrutura da Avenida Afif Arão. Com um investimento de R$ 4,5 milhões em recursos próprios, a via de 418 metros de extensão garante melhor mobilidade para moradores, comerciantes e prestadores de serviços da região. A obra contou também com a participação do Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre).

Obra, executada em 150 dias, é considerada estratégica para o fluxo do loteamento, facilitando o acesso aos serviços públicos e fomentando o desenvolvimento do comércio local. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Além da segurança, a infraestrutura caminha junto. A abertura da Avenida Afif Arão, um investimento de R$ 4,5 milhões em recursos próprios, traz dignidade e mobilidade. É assim que governamos: integrando áreas, otimizando recursos e, acima de tudo, servindo à população com transparência e eficiência.”

A obra, executada em 150 dias, é considerada estratégica para o fluxo do loteamento, pois facilita o acesso aos serviços públicos e fomenta o desenvolvimento do comércio local.

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Governo do Acre corrige injustiça e garante avanço na carreira de 1,9 mil servidores após mais de uma década de impedimento

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Medida beneficia servidores da Assecom, Rádio Difusora e outros órgãos; impacto financeiro é de R$ 2,1 milhões mensais; promoções e progressões começam em abril

O governo do Acre anunciou nesta terça-feira (24) uma mudança de entendimento que garante avanço na carreira de cerca de 1,9 mil servidores públicos estaduais que se encontravam em situação considerada irregular. A medida encerra um período de mais de dez anos marcado por insegurança jurídica e limitações funcionais, que impediam esses profissionais de acessar promoções e progressões.

A decisão beneficia, por exemplo, os servidores da Assecom, da Rádio Difusora Acreana e outros que pertencem à estrutura do Governo do Acre. A implementação das promoções e progressões está prevista para o mês de abril e deve alcançar tanto servidores ativos quanto aposentados. O impacto financeiro estimado é de R$ 2,1 milhões por mês.

A revisão foi construída a partir de articulação do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, ambos do Progressistas, que solicitaram uma reavaliação do caso. O novo posicionamento foi consolidado pela Procuradoria-Geral do Estado do Acre em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração do Acre, após análises jurídicas e administrativas.

A revisão foi construída a partir de articulação do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis, que solicitaram uma reavaliação do caso. Foto: captada 

Com o novo parecer, o tempo de serviço desses servidores volta a ser considerado para fins de evolução funcional, derrubando o impedimento que, até então, bloqueava esse reconhecimento. Durante o período, muitos profissionais evitaram solicitar aposentadoria por receio de prejuízos financeiros e pela falta de garantia quanto aos seus direitos.

Declaração do governador

“O que o governo está fazendo é corrigir uma grande injustiça que era cometida contra esses servidores. Mas isso agora é passado. Agradeço o empenho da nossa equipe e vamos seguir trabalhando para diminuir as diferenças e seguir construindo um Estado cada vez mais forte”, afirmou Gladson Cameli em fala à Agência de Notícias do Acre.

A decisão beneficia, por exemplo, os servidores da Assecom, da Rádio Difusora Acreana e outros que pertencem à estrutura do Governo do Acre. Foto: captada 

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Pesquisador alerta para união de setores da sociedade no enfrentamento às mudanças climáticas na Amazônia

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Professor Foster Brown participou de conferência binacional em Cruzeiro do Sul e destacou aumento de eventos extremos na região

Durante conferência binacional com participação de povos indígenas, realizada em Cruzeiro do Sul, o pesquisador Foster Brown destacou a necessidade de união entre diferentes setores da sociedade para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Professor de pós-graduação da Universidade Federal do Acre e pesquisador do Woodwell Climate Research Center, ele ressaltou que os impactos já são perceptíveis na região amazônica, com aumento de eventos extremos.

“Hoje temos não apenas variações naturais do clima, mas também o efeito direto da atividade humana, que está intensificando extremos de calor, chuvas e secas”, explicou.

Segundo o especialista, o cenário atual exige uma atuação conjunta entre diferentes grupos, incluindo produtores rurais, moradores urbanos e povos indígenas, para reduzir os impactos e se preparar para um futuro ainda mais desafiador.

“Se não houver preparação para eventos mais extremos, as consequências serão cada vez mais severas. É fundamental que todos trabalhem juntos para minimizar esses efeitos”, alertou.

Informação de qualidade

Foster Brown também destacou a importância da informação de qualidade no enfrentamento da crise climática. Para ele, o grande desafio atual não é a falta de dados, mas o excesso de informações, muitas vezes imprecisas.

“As pessoas precisam buscar fontes confiáveis. O aumento do calor é algo que todos já estão sentindo, mas é importante entender o que a ciência diz sobre isso e como podemos agir”, pontuou.

A conferência binacional reuniu pesquisadores, lideranças indígenas e representantes de instituições do Brasil e de países vizinhos para debater os impactos das mudanças climáticas na Amazônia e as estratégias de adaptação para as populações da região.

Segundo o especialista, o cenário atual exige uma atuação conjunta entre diferentes grupos, incluindo produtores rurais, moradores urbanos e povos indígenas. Foto: captada 

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