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Quais são os sintomas do coronavírus? Dificuldade de respirar é um deles; entenda o que é e quando se preocupar

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Dificuldade de respirar é um dos sintomas da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. G1 ouviu especialistas que explicam o que esse sintoma pode indicar.

Confira os principais sintomas do novo coronavírus registrados pelos cientistas

Por Marcelo Valadares, G1

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que os sintomas mais comuns do novo coronavírus (Sars-Cov-2) são: febre, tosse e dificuldade de respirar. A organização diz, ainda, que alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta, diarreia e cansaço provocado pela falta de ar. Esses sintomas podem ser leves e começar gradualmente.

A reportagem conversou com alguns especialistas para entender o que esses sintomas podem indicar.

Falta de ar

De acordo com especialistas, a falta de ar pode aparecer junto com sintomas mais comuns da Covid-19, como a tosse e o cansaço.

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O infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas, explica que a falta de ar é um desconforto respiratório. Normalmente, percebe-se que há alguma problema quando há mais de 20 respirações por minuto.

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O infectologista afirma que é muito importante observar se, junto com a falta de ar, a pessoa apresenta lábios ou pontas dos dedos roxas – ou, ainda, retração da musculatura do tórax, entre uma costela e outra, ou da fúrcula, que fica logo abaixo da garganta. “Esses são os sinais que nos preocupam.”

Segundo o pneumologista Cássio Ibiapina, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a queixa de falta de ar é um sintoma comum em doenças cardíacas e pulmonares, e é sempre um sinal preocupante.

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“Nas crianças, geralmente temos uma taquipneia, que é uma respiração mais acelerada. Mas é importante ressaltar que em adolescentes e adultos essa sensação é mais difícil de perceber, pois o paciente sente às vezes uma opressão ou aperto no peito que não é valorizado como deveria”, diz o professor da UFMG.

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O que é o cansaço como sintoma?

Sara Mohrbacher, clínica-geral e nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, afirma que a primeira coisa que deve ser observada sobre o cansaço é se ele é físico ou se causado por alguma falta de ar. Se a resposta for a segunda opção, o paciente deve procurar um pronto-socorro ou um médico. “A falta de ar já é um sinal mais grave e requer uma avaliação imediata”, diz a médica.

Ela afirma que o outro tipo de cansaço, o físico, é bastante comum em processos virais ou infecções bacterianas.

“Todo resfriado – gripe, influenza ou infecções não respiratórias, como a dengue – pode causar uma falta de energia, vontade de ficar mais deitado, sono”, afirma a média. Segundo ela, dentre as causas desse sintoma, estão: infecção respiratória, problemas cardíacas e problemas pulmonares não infecciosos (como enfisema, bronquite e asma).

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“Agora, se esse cansaço é persistente, e em vez de melhorar, o paciente acaba piorando com o passar dos dias, desenvolvendo alguns sintomas respiratórios (como coriza, dor de garganta, tosse com secreção com expectoração), e se tem comorbidades ou faz algum tratamento oncológico, ele precisa ser avaliado, sim”, diz a médica.

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Mohrbacher afirma que na maioria das vezes o quadro se resolve sozinho caso o sintoma seja leve e acompanhado de uma tosse com pouca secreção e não ocorra falta de ar, com o paciente conseguindo se alimentar e se hidratar de forma adequada.

“Outra doença que dá muito cansaço, muita dor muscular é a dengue. Na dengue, a gente sabe que a dor muscular é um pouco mais prolongada, chega a durar até uma semana. Mas, em quadros respiratórios virais, esse sintoma tem de começar a passar depois de dois ou três dias.”

Dores no corpo

O cansaço também pode aparecer junto com dores no corpo. Essas dores, segundo Gorinchteyn, podem ser musculares ou nas juntas (articulações).

“É muito importante diferenciar se as articulações passam a ter dor — principalmente no mover dos dedos, dos joelhos, dos tornozelos e dos cotovelos — ou se são dores musculares, que acometem as pernas e os braços”, diz Jean Gorinchteyn.

Segundo o infectologista, ambas as dores fazem com que as pessoas fiquem debilitadas. “Elas se tornam preocupantes quando forem muito intensas e não melhorarem com medicações analgésicas”, afirma o médico. Se essas dores se mantiverem, um médico deve ser procurado.

Gorinchteyn explica que as dores musculares podem ser decorrência de atividades físicas, mas elas também podem revelar uma inflamação recorrente de um quadro de infecção. “E as pessoas devem ficar atentas a elas”, alerta.

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MP investiga licitação de mais de R$ 1 bilhão do transporte coletivo de Rio Branco

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A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público

A licitação do transporte coletivo urbano de Rio Branco, estimada em mais de R$ 1 bilhão, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A apuração foi instaurada após denúncia que questiona a legalidade e a estrutura do processo.

O procedimento tem como base o Edital de Concorrência nº 005/2026 e foi aberto a partir de representação apresentada pelo vereador Eber Machado, que aponta possíveis irregularidades na condução do certame.

Entre os principais questionamentos estão falhas na fase interna da licitação, como ausência de responsáveis técnicos identificados e inexistência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/RRT), além de possíveis descumprimentos da legislação.

O documento também aponta fragilidades no Estudo Técnico Preliminar, com a manutenção de um modelo considerado ultrapassado para o sistema de transporte público da capital.

Possíveis falhas e questionamentos

A representação levanta ainda suspeitas de restrição à competitividade, com a possibilidade de favorecimento à atual concessionária, além de inconsistências na modelagem econômico-financeira.

Entre os pontos citados estão o uso de dados considerados desatualizados, omissão de custos relevantes e falta de clareza na definição da tarifa.

Segundo o autor da denúncia, essas falhas podem gerar prejuízos aos cofres públicos, com risco de desequilíbrio no contrato e necessidade de subsídios sem previsão clara de custeio.

Investigação

A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público.

A promotoria ficará responsável por analisar o caso e definir eventuais medidas, que podem incluir ações cautelares ou até a suspensão da licitação.

O Ministério Público destacou que a apuração é preliminar e não representa conclusão sobre a existência de irregularidades, tendo como objetivo a análise técnica e jurídica das informações apresentadas.

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Campanha de vacinação contra a gripe já começou no Acre; público-alvo deve procurar unidades de saúde

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Estratégia do Ministério da Saúde visa reduzir complicações e internações por influenza

O Ministério da Saúde iniciou na última sexta-feira (27) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o país. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo, com o objetivo de reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes da gripe.

Podem se vacinar:
  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas e comunidades tradicionais;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Professores das redes públicas e privadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves da doença e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde durante o período de maior circulação viral.

Sinais de alerta:

A população deve ficar atenta a sintomas graves, como febre persistente, falta de ar, dor no peito ou queda na saturação de oxigênio. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato nas unidades de saúde ou pronto-atendimento.

A estratégia busca reduzir complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da gripe. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo. Foto: captada 

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Acre entra em nível de alerta para SRAG em meio ao avanço da influenza A no Brasil

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Estado integra lista de 22 unidades federativas com risco elevado; campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado

O Acre está entre os estados em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O alerta ocorre em meio ao aumento de casos de SRAG associados ao vírus influenza A em diversas regiões do país.

Embora o Acre não figure entre os estados com crescimento direto de casos de influenza A, o estado integra a lista de 22 unidades federativas com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas. O aumento de hospitalizações por vírus respiratórios, como influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), tem sido registrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, com maior impacto entre crianças e adolescentes.

A vacinação contra a gripe é uma das principais medidas para conter o avanço da doença, especialmente entre grupos prioritários, como idosos, pessoas com baixa imunidade e crianças. O uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração também é recomendado, sobretudo para indivíduos com sintomas gripais.

A campanha nacional de vacinação começa neste sábado (28) em grande parte do país, incluindo Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A imunização gratuita pelo Sistema Único de Saúde protege contra os principais vírus em circulação, como influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.

Devem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir de 60 anos, além de outros grupos vulneráveis, como profissionais da saúde e da educação, pessoas com comorbidades, povos indígenas e população em situação de rua.

Nos últimos 28 dias epidemiológicos, a influenza A respondeu por 27,8% dos casos positivos de SRAG no país, enquanto o rinovírus lidera com 45%. Entre os óbitos, a influenza A foi responsável por 35,9% das mortes registradas, segundo dados atualizados até 21 de março.

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Foto: captada 

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