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PT e PSB devem seguir com aliança para tentar reeleição em Xapuri

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Prefeito de Xapuri, Bira Vasconcelos – Foto: Alexandre Lima

Por Raimari Cardoso

Uma parceria que tem dado certo. É assim que o prefeito de Xapuri e pré-candidato à reeleição, Ubiracy Vasconcelos (PT), define a aliança com o PSB, do deputado estadual Manoel Moraes, que venceu a última eleição municipal. A vice-prefeita, Maria Auxiliadora, é esposa do parlamentar e tem exercido efetivamente o cargo, coisa incomum na história das gestões municipais, quando, geralmente, os vices são mantidos a certa distância da prefeitura.

Mesmo assim, a companheira do deputado não deverá voltar a compor uma futura chapa à reeleição. Não por desejo de Ubiracy, mas por decisão da própria família Moraes, que tem outros planos, de acordo com fonte ligada ao grupo político. A partir do ano que vem, Maria deverá se dedicar mais aos negócios da família. Desta maneira, o PSB indicaria o atual secretário municipal de saúde, Wágner Menezes, ou o advogado Maxsuel Maia.

Manoel Moraes também avalia positivamente a parceria com o PT no município. No entanto, mesmo havendo muitos motivos para a aliança prosseguir, o deputado diz que todos os cenários serão analisados para uma decisão sensata. Segundo ele, nas conversas sobre o futuro da parceria ficou explicado que o PSB vai priorizar a chapa para vereadores, pois há a orientação da direção nacional para que partido tenha candidatos.

“Falei que precisa de estrutura vinda de Brasília. Precisamos conversar com as pessoas que querem ser candidatas e levar para uma reunião com a direção partidária para uma melhor avaliação e possível encomenda de pesquisa. Nossa parceria com o Bira tem sido boa e será, também, colocada para avaliação da direção local. Temos que analisar todos os cenários para uma decisão acertada. Em resumo está assim. Até abril definimos”, comentou.

O prefeito Ubiracy Vasconcelos afirma que sobre a continuação da aliança com o PSB, o pensamento do PT é o de “sempre somar e multiplicar, não dividir”. Segundo ele, a posição do partido é de fortalecer a proposta “Xapuri de Mãos Dadas”, acreditando que há espaço para agregar pessoas ou partidos que estejam dispostos a se doar em prol do coletivo. Nesse sentido, ele afirma que a renovação da parceria depende apenas de ajustes.

“Especificamente, no caso do PSB, temos uma parceria de três anos de administração bem sucedida e creio que a discussão daqui pra frente depende de ajustes no tamanho da responsabilidade de cada partido e na possível divisão dessas responsabilidades com outros possíveis partidos e pessoas que queiram se incorporar à luta de uma Xapuri cada vez melhor”, disse o prefeito.

Nem carne, nem peixe

Em Xapuri, Bira Vasconcelos é apontado até mesmo por adversários como favorito à reeleição. Tem feito uma administração equilibrada com os poucos recursos de que o município dispõe, o que tem lhe rendido boa avaliação. Outro fator que conta a favor do gestor petista é que, apesar de convicto de suas posições, se relaciona bem com gregos e troianos e muito menos gosta de bancar o doutrinador. Nem carne nem peixe, como se costuma dizer.

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Acadêmico de medicina morre dentro de hospital em Brasiléia e família registra ocorrência

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Caso levanta suspeitas de possível negligência; autoridades iniciam investigação e aguardam resultado de necrópsia

Um acadêmico de medicina identificado como Jefferson Alves Pinto, de 23 anos, morreu enquanto buscava atendimento no Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia. Diante de dúvidas sobre as circunstâncias da morte, familiares registraram um Boletim de Ocorrência e o caso passou a ser investigado pelas autoridades.

Delegado Erick Maciel já iniciou os trabalhos após o registro do Boletim de Ocorrência pelos familiares do jovem – Foto: Alexandre Lima

Segundo o delegado Erick Maciel, responsável pela regional do Alto Acre, a família decidiu acionar a polícia após identificar lacunas nas informações repassadas sobre o atendimento prestado ao jovem.

As primeiras informações apontam que Jefferson procurou o hospital entre a noite de quarta-feira (25) e a madrugada de quinta-feira (26), relatando fortes dores de cabeça e pressão alta. Ele teria passado por triagem, sido medicado e liberado em um primeiro momento.

Acadêmico faleceu dentro do hospital Raimundo Chaaar em Brasiléia. Autoridades abriram sindicância e apuram os fatos.

Pouco tempo depois, o jovem retornou à unidade com os mesmos sintomas. Após novo atendimento, foi encaminhado a uma sala onde permaneceu sentado. Por volta das 7h, profissionais de enfermagem perceberam que ele já não apresentava sinais vitais.

Natural de Rondônia, Jefferson cursava medicina na Universidade Privada Domingo Savio, na Bolívia, que divulgou nota de pesar pela morte do estudante.

O corpo foi inicialmente encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Brasiléia, mas posteriormente transferido para a capital, Rio Branco, onde passará por necrópsia para determinar a causa da morte.

Secretário Pedro Pascoal falou que foi aberto uma sindicância interna para apurar o caso – Foto: Alexandre Lima

Além da investigação policial, a Secretaria de Estado de Saúde abriu uma sindicância para apurar o caso. O secretário Pedro Pascoal informou que foram solicitadas imagens do sistema de segurança da unidade para identificar os profissionais de plantão no momento do atendimento.

Segundo ele, caso seja constatada negligência, os responsáveis serão devidamente responsabilizados. A Secretaria também informou que uma nota oficial deverá ser divulgada com mais detalhes sobre o ocorrido.

O Hospital Raimundo Chaar atravessa um processo de possível transição administrativa, que vem sendo alvo de questionamentos por parte de servidores, sindicatos e representantes políticos, principalmente devido a críticas recorrentes da população sobre a qualidade do atendimento prestado na unidade.

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Explosão de pneu mata borracheiro em garagem de empresa em Rio Branco

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Trabalhador de 67 anos morreu no local após ser atingido durante serviço em ônibus

Um acidente de trabalho resultou na morte do borracheiro Tarcísio Anízio Damasceno de Lima, de 67 anos, na tarde desta quarta-feira (25), em uma garagem de empresa de transporte localizada no Segundo Distrito de Rio Branco.

De acordo com informações de testemunhas, o trabalhador havia realizado o conserto do pneu de um ônibus e, no momento em que fazia o enchimento, o equipamento estourou. A força da explosão atingiu diretamente a vítima, causando ferimentos graves na região do rosto.

Funcionários que estavam no local relataram ter ouvido um forte estrondo e, ao verificarem a situação, encontraram o borracheiro caído no pátio, já bastante ferido e com intenso sangramento.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte avançado. No entanto, ao chegar ao local, a equipe médica apenas pôde constatar o óbito.

Policiais militares isolaram a área para o trabalho da perícia técnica. Após os procedimentos, o corpo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital, onde passará por exames.

As circunstâncias do acidente serão apuradas pela Polícia Civil. A empresa acompanha o caso e prestou toda a assistência necessária ficando a disposição das autoridades.

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Justiça condena Município de Epitaciolândia por morte de servidor em acidente de trabalho

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Família receberá pensão mensal e indenização por danos morais após reconhecimento de falhas e atividade de risco

A Justiça do Trabalho condenou o Município de Epitaciolândia a indenizar a família do servidor público Marijanio Ribeiro de Souza, morto em um acidente de trabalho ocorrido em 16 de agosto de 2024, enquanto dirigia um caminhão a serviço da Secretaria de Agricultura.

Na decisão, a magistrada rejeitou a preliminar de ilegitimidade passiva levantada pelo Município e reconheceu sua responsabilidade tanto objetiva quanto subjetiva pelo acidente fatal. Ficou comprovado que o trabalhador exercia função diversa da originalmente contratada — operador de máquinas — atuando, na prática, como motorista em trajetos intermunicipais e em estradas rurais, consideradas de alto risco.

Laudos periciais apontaram que a atividade desempenhada expunha o servidor a condições mais perigosas do que aquelas previstas em sua função original. Além disso, foi constatada a ausência de cinto de segurança no caminhão, fator que, segundo a perícia, contribuiu para agravar o resultado do acidente.

O Município alegou culpa exclusiva da vítima e ausência de responsabilidade, mas não conseguiu comprovar sua tese. A Justiça entendeu que o acidente ocorreu durante a jornada de trabalho e em cumprimento de ordens diretas da administração pública, estabelecendo o nexo entre a atividade exercida e o óbito.

Com a decisão, o ente público foi condenado ao pagamento de indenização por danos materiais na forma de pensão mensal equivalente a dois terços da remuneração do trabalhador, incluindo reflexos em 13º salário e férias. O benefício será dividido entre a viúva e os filhos, com duração variável conforme a idade dos dependentes e a expectativa de vida da vítima.

Também foi fixada indenização por danos morais no valor de R$ 90 mil para cada um dos quatro familiares, totalizando R$ 360 mil. A Justiça considerou o impacto da perda do provedor da família, o sofrimento causado e a conduta negligente do empregador.

A decisão ainda determina o pagamento de honorários advocatícios, custas periciais e a inclusão da pensão em folha de pagamento do Município após o trânsito em julgado. Valores destinados aos filhos menores deverão ser depositados em caderneta de poupança até atingirem a maioridade, salvo autorização judicial para uso antecipado em despesas essenciais.

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