fbpx
Conecte-se conosco

Brasil

Projeto “Harmonia Sonora” finaliza atividades com espetáculo no Teatro Hélio Melo

Publicado

em

A estratégia é fortalecer parcerias com outras entidades culturais e educacionais para ampliar o impacto positivo. No entanto, a continuidade dependerá de novos financiamentos e apoios institucionais.

As apresentações de flauta doce, que refletem meses de dedicação e prática, são aguardadas com entusiasmo, tornando o evento uma celebração do esforço e da aprendizagem dos participantes.

No data de hoje (29), de junho, o Teatro Hélio Melo (Memorial dos Autonomistas) será o palco para o evento de encerramento do projeto “Harmonia Sonora: Aprender a Encantar com a Flauta Doce”. A entrada para o espetáculo é um quilo de alimento não perecível.
O encerramento do “Harmonia Sonora” promete uma noite encantadora, onde os alunos irão demonstrar tudo o que aprenderam. As apresentações de flauta doce, que refletem meses de dedicação e prática, são aguardadas com entusiasmo. A presença da comunidade é esperada em grande número, tornando o evento uma celebração do esforço e da aprendizagem dos participantes.
Os alimentos arrecadados serão doados à Casa de Apoio Amigos do Peito. A contribuição do público é uma forma de engajar a comunidade em uma causa social, promovendo a solidariedade enquanto participam de um evento cultural.
 Metas e Objetivos do Projeto
Lançado com a intenção de proporcionar acesso à educação musical, o projeto “Harmonia Sonora: Aprender a Encantar com a Flauta Doce” teve como principais metas:
– Oferecer educação musical de qualidade para crianças e adolescentes.
– Desenvolver habilidades musicais e cognitivas através da flauta doce.
– Fomentar a apreciação pela música e pela cultura.
– Promover inclusão social e atividades educativas.
Entre dezembro de 2023 e junho de 2024, o projeto foi realizado no Teatro Barracão Matias. O local proporcionou um ambiente propício para o aprendizado, facilitando a participação das famílias e da comunidade. As aulas e ensaios realizados no teatro contribuíram significativamente para o desenvolvimento dos alunos.
Papel Crucial da Fundação Garibaldi Brasil
A Fundação Garibaldi Brasil foi essencial para o financiamento do projeto, por meio do Edital 07/2023 do Fundo Municipal de Cultura. Esse apoio financeiro possibilitou a aquisição dos instrumentos, materiais didáticos e a contratação dos profissionais necessários, viabilizando a participação gratuita dos alunos.
 Contribuições da PRIMAX Escola de Música e Grupo DULCISTAS
A PRIMAX Escola de Música e o Grupo DULCISTAS desempenharam papéis importantes na execução do projeto. A PRIMAX forneceu suporte pedagógico e materiais, enquanto o Grupo DULCISTAS contribuiu com orientação técnica e artística, aprimorando as performances dos alunos. A parceria entre essas entidades foi fundamental para o sucesso do projeto.
 Impactos Positivos e Resultados
O “Harmonia Sonora” alcançou diversos resultados positivos, tais como:
– Desenvolvimento das habilidades musicais dos participantes.
– Aumento da autoestima e confiança dos alunos.
– Estímulo ao interesse pela música e cultura.
– Criação de um ambiente de aprendizado colaborativo e inclusivo.
– Formação de novos talentos musicais.
 Futuro do Projeto
Há planos para a continuidade e expansão do projeto, com novas turmas e a inclusão de outros instrumentos musicais. A estratégia é fortalecer parcerias com outras entidades culturais e educacionais para ampliar o impacto positivo. No entanto, a continuidade dependerá de novos financiamentos e apoios institucionais.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Sipam prevê friagem de forte intensidade no Acre e Rondônia a partir desta sexta-feira

Publicado

em

Uma frente fria chega ao sul da Amazônia nesta sexta-feira (12), e muda o tempo na região, inclusive sobre acre e Rondônia, de acordo com a Divisão de Meteorologia e Climatologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Para este dia a previsão é de tempo parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva e trovoadas entre a tarde e à noite nas regiões. Nas demais áreas a previsão é de céu nublado a encoberto com possibilidade de chuva fraca ao longo do dia. Ainda faz calor durante o dia, mas a partir da tarde a temperatura entrará em declínio com a entrada da friagem que virá acompanhada desta frente fria. Esta friagem será de forte intensidade e derrubará a temperatura do meio para o final desta sexta-feira em todo Acre e Rondônia.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Governo nomeia todos os candidatos aprovados no último concurso da Polícia Civil de RO

Publicado

em

O governador em exercício de Rondônia, Sérgio Gonçalves da Silva, nomeou todos os 306 candidatos aprovados no último concurso da Polícia Civil. Eles terão prazo de 30 dias para a posse, que se consolida com a apresentação de uma série de documentos definidos em Lei.

O concurso ofereceu vagas para agente (145), escrivão (100), datiloscopista (40), delegado (10), médico-legista (10) e técnico em necropsia (14).

Os salários dos novos policiais serão de R$ 15.500 para delegados e médicos-legistas e R$ 5.083 aos demais novos servidores.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Nascido há 100 anos, César Lattes fez descoberta que marcou a física 

Publicado

em

Por

No alto do Monte Chacaltaya, a 5,5 mil metros acima do mar, em La Paz, o jovem físico brasileiro César Lattes, de apenas 23 anos, estava, naquele ano de 1947, diante do cenário da sua mais incrível descoberta. Ele puxava o ar para respirar na altitude boliviana porque sabia que iria valer a pena.  Preparou um experimento com emulsões químicas em chapas fotográficas e conseguiu identificar partículas méson Pí, uma hipótese que estava antes apenas no campo da teoria para explicar o funcionamento do átomo.

A ação garantiu o Nobel para o chefe do laboratório em Bristol (Inglaterra), Cecil Powell, para o qual o brasileiro trabalhava. Mesmo não recebendo o prêmio individualmente, César Lattes foi aclamado e ficou famoso. Agradeceu os convites de trabalho do mundo inteiro, mas resolveu trabalhar no Brasil. Lattes nasceu em 1924, há exatos 100 anos em Curitiba (PR), e morreu em 2005.

No cenário acadêmico brasileiro, Lattes é homenageado pelo nome de uma plataforma que reúne os dados de pesquisadores e professores brasileiros, na base do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Isso porque o físico teve uma trajetória que foi além do seu campo de pesquisa e defendeu, durante toda a vida, a ciência no Brasil. 

Nota 10

César Lattes foi um jovem que, com 19 anos, formou-se em física na Universidade de São Paulo (USP). Ele ingressou no início de 1941 e terminou no final de 1943. “Nas disciplinas do último ano, que tinham temas mais avançados, relacionados ao que a gente chama de física moderna do século 20, associada à relatividade e aos conhecimentos quânticos, ele tirou 10 em todas as matérias”, afirma o professor Ivã Gurgel, da USP. Era raro alguém ter um desempenho desse tipo naquele curso que estava, segundo o docente, atualizado com os principais conhecimentos do que se fazia no mundo. 

Quando se formou, Lattes ficou entusiasmado ao ficar sabendo do que era feito na Inglaterra na detecção de partículas de raios cósmicos, tema que já trabalhava com seus professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini, no Departamento de Física. Em 1946, a convite de Occhialini, Lattes foi para a Universidade de Bristol, Reino Unido, com bolsa da British Council, trabalhar no laboratório de Cecil Powell na calibração das novas emulsões nucleares, um detector de partículas que era um aperfeiçoamento das chapas fotográficas comuns.

Por que não explode?

O que eles buscavam entender é como prótons (partículas com carga positiva) ficam juntos no núcleo do átomo sem se repelir. Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Antonio Augusto Videira, da área de filosofia e história da ciência, considera que esse é um problema muito importante da física nuclear na década de 30: entender como o núcleo do átomo fica coeso e o que está fazendo o papel de “cola” entre os prótons.

“As partículas mesons estavam sendo procuradas há uma década por físicos não apenas na Inglaterra, mas também nos Estados Unidos”, afirma Videira. O professor da UERJ, que também é colaborador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), explica que  Lattes começou rapidamente a imaginar outros processos para conhecer melhor as emulsões a fim de que os experimentos fossem mais confiáveis.

 “Antes, eles não conseguiam extrair dados quantitativos. Conseguiam registrar, mas não sabiam a massa e energia do evento. O meson é como se fosse uma partícula intermediária entre o próton e o neutron”. Primeiro, ele buscou realizar o experimento no Pic du Midi, a 2.880 metros acima do nível do mar, na França, com emulsões tratadas com Boro. Mas ainda não foi o suficiente. “O Lattes tem a ideia de ir a uma montanha ainda mais alta, na Bolívia. Ele deixou as chapas e um mês depois voltou ao monte, recolheu as chapas e conseguiu encontrar os registros”.

Revelação

Para chegar ao monte, havia uma estrutura porque lá estava um clube de esqui e era uma região que abrigava refugiados europeus que foram para Bolívia para fugir do fascismo e do nazismo durante a 2ª Guerra Mundial. “O governo boliviano, interessado em conhecer o clima da região, tinha instalado uma estação meteorológica. Então, havia como chegar lá”. Lattes, então, faz a primeira revelação na antiga Faculdade Nacional de Filosofia, que era ligada ao Museu do Brasil. 

“Ele ficou muito animado. Chegou a dar um seminário aqui sobre isso. anunciando que as chapas que havia exposto na Bolívia tinham resultados positivos”. Depois, voltou para a Inglaterra, e a equipe percebeu muitos eventos. “Eles acabam publicando trabalhos que vão ser conhecidos e que vão confirmar a existência do meson”. Esses resultados vão beneficiar Cecil Powell, em 1949, que era o chefe laboratório em Bristol.

Antonio Augusto Videira explica que pesquisadores brasileiros buscam entender por que o prêmio não foi para Lattes. “Ele acabou não ganhando o Prêmio Nobel por uma série de razões. Ele foi indicado sete vezes para o Prêmio Nobel e acabou não ganhando”. 

Nos anos seguintes, as pesquisas de Lattes passam a ficar conhecidas e a ter destaque na imprensa. “Ele fica muito conhecido, e essa popularidade vai ser fundamental para que haja uma transformação na física e na ciência brasileiras”, afirma o professor da Uerj.  

Luta pela ciência

Segundo o professor Ivã Gurgel, da USP, César Lattes foi convidado para trabalhar em institutos e universidades de várias partes do mundo. “Mas resolveu voltar para o Brasil”. E ele passa a não somente defender os temas da física, mas se juntar a outros pesquisadores para exaltar a necessidade de investimento na ciência. “Eles queriam, por exemplo, obter o chamado tempo integral para os professores, que hoje em dia a gente chama de dedicação exclusiva”. Lattes fez carreira também na USP e Unicamp depois de voltar ao Brasil.

O contexto daquele final dos anos 1950 ajudava no convencimento. “Todos os eventos que aconteceram durante a 2ª Guerra foram por avanços científicos e tecnológicos. Mostraram a importância que a ciência tinha para a segurança de um país, não apenas para a segurança, mas para o desenvolvimento econômico, social e cultural”, diz Videira. Nesse contexto, deu-se a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por exemplo. 

“Eles não pensavam apenas na física. Para que a física pudesse se desenvolver de forma positiva, ela precisava de químicos, de engenheiros de diversas áreas, ela já precisava de matemáticos”, afirma o pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, entidade também criada em 1949.

Para o pesquisador, isso aconteceu de forma muito rápida e intensa, levando em conta que as comunicações ocorriam por cartas e telefonemas,com dificuldades.  Segundo os professores entrevistados, a história de César Lattes deve inspirar os mais jovens. O professor da USP Ivã Gurgel testemunha que, mesmo com os alunos na graduação, há quem não conheça quem foi o pesquisador. “A gente precisa fazer um trabalho de preservação de memória e de divulgação”, considera.

A trajetória do homem que resolveu defender a ciência poderia, de acordo com Antonio Videira, ser exemplo, porque Lattes demonstrava ideais nacionalistas.  “Seria muito interessante se as escolas pudessem multiplicar histórias como a dele. Tem que ter textos e vídeos sobre ele para serem divulgados nas redes sociais, por exemplo”.

Fonte: EBC GERAL

Comentários

Continue lendo