Após 42 dias, Universidade Federal do Acre (Ufac) continua em greve e vai mudar o direcionamento de algumas pautas locais, segundo vice-presidente da Associação dos Docentes da Ufac (Adufac), João Lima.

Manifestantes na entrada do campus universitário de mãos dadas pela continuidade do movimento grevista
Manifestantes na entrada do campus universitário de mãos dadas pela continuidade do movimento grevista

Lima diz que o movimento continua porque o governo teve oportunidades para negociar e chegar ao fim da paralisação, mas quando recebeu o sindicato no Ministério da Educação (MEC) a proposta traria mais prejuízos à categoria.

“O governo disse que nossa pauta de reinvindicação da carreira e condições de trabalho, autonomia da universidade, tudo isso está condicionado a nós aceitarmos a proposta de reajuste salarial de 27%, mas segundo ele só pode atender com 21%.”

Os 27% pedidos pela categoria representam as perdas salariais de junho de 2010 até junho de 2015 e isso chega à perda salarial de 45%, ou seja, o ganho real seria de apenas 2%.

A oferta do governo seria dividir o valor ofertado em quatro anos, e as perdas passadas seriam esquecidas, além disso, ainda sacrificaria o futuro, conforme explana João Lima.

“Eles nos dizem para aceitarmos as perdas dos nossos salários e continuarmos tendo mais perdas para frente, essa é a proposta do governo”, afirma João.

Ainda segundo o vice-presidente da Adufac o desejo da categoria é discutir a carreira e por fim o reajuste salarial. Mas governo anunciou que é esta é a proposta final.

“O governo insiste em não negociar, nem as pautas especificas de cada categoria e insiste em dizer que por causa do ajuste fiscal e da “crise” que esconde as prioridades do governo, não tem como nos atender”, lamenta.

No país, 40 universidades estão em greve desde o dia 29 de maio e aguardam uma nova proposta que pode surgir no próximo dia 21 de julho.

Fonte: opinião.net

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