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Professor do Acre é finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico com livro sobre reservas extrativistas da Amazônia
Obra de Anselmo Gonçalves, professor do Instituto Federal do Acre, revisita história e transformação das Reservas Extrativistas. Cerimônia de premiação ocorre em agosto

Professor Anselmo Gonçalves e sua obra Que é Reserva Extrativista? Uma homolo-crítica conceitual. Foto: Arquivo/Anselmo Gonçalves
O professor Anselmo Gonçalves da Silva, do Instituto Federal do Acre (Ifac), campus Xapuri, interior do estado, está entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico de 2025. Ele concorre na categoria ”Geografia e Geociências’ com o livro ‘Que é Reserva Extrativista? Um homolo-crítica conceitual’.
O trabalho é resultado da tese de doutorado de Anselmo, em estudos contemporâneos pela Universidade de Coimbra, e traz uma investigação sobre a história das reservas extrativistas, modelo criado no Acre e que ganhou reconhecimento nacional.
O professor revisita o conceito original criado pelo movimento seringueiro em 1980 e analisa como essa proposta foi transformada em políticas públicas ao longo do tempo.
Além da análise crítica, o livro discute o contexto regional acreano, onde os conflitos em torno das Reservas Extrativistas têm ganhado força nos últimos anos. O Acre abriga algumas das primeiras áreas desse tipo criadas no país, como as Reservas Chico Mendes e Alto Juruá, além de outras, como Cazumbá-Iracema, Riozinho da Liberdade e Alto Tarauacá.

Obra de Anselmo – Que é Reserva Extrativista? Uma homolo-crítica conceitual. Foto: Arquivo/Anselmo Gonçalves
Durante a pesquisa, Anselmo ouviu moradores de diversas Reservas Extrativistas, que falaram do atual modelo, incluindo limitações impostas por regras ambientais, conflitos com órgãos gestores e dificuldades de sustento.
O professor destaca que o objetivo da obra não é invalidar as Reservas, mas propor um resgate da filosofia amazônica que deu origem a elas.
“Acredito que a reserva extrativista ainda pode ser barco e bússola, guiando projetos de vida dessas populações. Mas, para isso, é necessário recuperar o encantamento com a proposta original dos anos 1980, feita a partir das demandas dos próprios moradores”, pontua.
Trajetória
Da cidade de Magé, no Rio de Janeiro, Anselmo veio para o Acre em 2006 após ser aprovado em um concurso para o cargo de gestor de políticas públicas, onde ficou por três anos.
Depois, ele ingressou no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e passou a atuar na gestão da Reserva Extrativista Chico Mendes em Brasiléia.
”Durante minha ação como analista ambiental no ICMBio, acompanhei de perto as comunidades, participei de reuniões e vivi nas reservas, foi esse contato que despertou questionamentos que tentei responder na pesquisa”, explica Anselmo.

Anselmo em Rio Iaco, na altura do Seringal Icuriã, RESEX Chico Mendes. Foto: Arquivo/Anselmo Gonçalves
A partir da vivência profissional e acadêmica, o professor construiu uma crítica ao processo de institucionalização das Reservas Extrativistas no Brasil. Segundo ele, o modelo acabou se afastando da proposta original.
Jabuti Acadêmico
Promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Jabuti Acadêmico valoriza obras científicas, técnicas e profissionais de relevância nacional. A premiação é uma das mais importantes da produção científica e intelectual do país e acontece no mês de agosto.
Segundo Anselmo, estar entre os finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico é motivo de orgulho e representa um reconhecimento ao trabalho científico produzido no Acre.
Os Institutos Federais, como o Ifac, têm desempenhado papel estratégico nesse processo, ao levar formação de qualidade a regiões situadas nas bordas geográficas e sociais do país. “O campus Xapuri mostra que é possível fazer ciência rigorosa e socialmente relevante fora dos grandes centros urbanos”, completa.
A cerimônia de premiação do Prêmio Jabuti Acadêmico 2025 está marcada para o dia 5 de agosto, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.
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Mega-Sena 2969 pode pagar prêmio de R$ 144 milhões nesta quinta-feira

A Caixa Econômica sorteia, nesta quinta-feira (5/2), o concurso 2669 da Mega-Sena, com prêmio estimado em R$ 144 milhões.
O sorteio será realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 21h. As apostas podem ser feitas até às 20h.
No último sorteio, realizado na terça-feira (3/2), ninguém acertou os seis números e o prêmio acumulou. 82 apostas acertaram cinco dezenas e os sortudos vão receber prêmios a partir de R$ 52 mil.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nessa terça-feira (3/2), em decisão cautelar, a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, desde que a atividade seja conduzida sob controle do próprio povo originário e cumpra exigências ambientais, sociais e legais.
A medida atende a um pedido dos Cinta Larga, que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia, e estabelece prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.
A ação foi apresentada ao STF em outubro pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição. A lei prevê a participação das comunidades indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.
Na decisão, Dino considerou que a ausência de uma lei específica desde 1988 contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e a intensificação da violência em terras indígenas. Para o ministro, a omissão estatal criou um cenário em que a mineração ocorre de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com graves danos ambientais.
Segundo o magistrado, a decisão busca romper um ciclo histórico em que a exploração ilegal gera destruição ambiental e pobreza, enquanto os povos indígenas permanecem excluídos dos benefícios econômicos. “Não é compatível com a Constituição manter um modelo em que sobram aos indígenas apenas os danos e a violência”, afirmou.
Prazo para editar nova lei
Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o magistrado fixou prazo de dois anos para a edição de uma lei que regulamente a exploração mineral em terras indígenas. Caso o Legislativo não cumpra o prazo, as regras provisórias estabelecidas pelo STF seguirão em vigor.
A autorização concedida pelo Supremo, entretanto, é limitada e condicionada.
A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também será exigido licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas.
A decisão assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade. Os recursos deverão ser destinados prioritariamente à proteção territorial, à recuperação ambiental e a projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.
A aplicação dos valores ficará sob fiscalização de órgãos federais, como Funai, Ibama, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ministério Público Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Corpo encontrado no Rio Acre é identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos
Vítima estava envolta em lona, levantando suspeita de desova; polícia investiga morte e aguarda laudo do IML

Segundo o 2º sargento Carvalho, responsável pela operação, um ribeirinho avistou o corpo próximo à margem do rio e acionou imediatamente o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros. Foto: captada
O corpo resgatado do Rio Acre na noite de terça-feira (3), na região do Panorama, em Rio Branco, foi identificado como Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos. A vítima foi localizada por um ribeirinho e retirada da água pelo Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros.
Segundo o 2º sargento Carvalho, que comandou a operação, o corpo estava enrolado em uma lona — detalhe que levanta suspeita de desova. Adevaldo usava uma camiseta de jogador de basquete e não apresentava sinais avançados de decomposição, indicando que a morte ocorreu poucas horas antes do resgate.
Após o isolamento da área, a perícia realizou os primeiros levantamentos no bairro da Base, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que determinarão a causa da morte. O caso foi assumido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga as circunstâncias do crime e possíveis envolvidos. O atendimento inicial foi feito pela Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil.

O corpo de Adevaldo das Chagas Bezerra, de 56 anos, foi encontrado boiando às margens do Rio Acre, na noite da última terça-feira,3, na região do Panorama, em Rio Branco. Foto: captada

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