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Brasil

Produção industrial do Brasil recua 1,2% em dezembro, diz IBGE

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Sérgio Lima/CNI
Imagem colorida de equipamento da indústria

A produção industrial do Brasil ficou recuou 1,2%, na passagem de novembro para dezembro de 2025. Em novembro, o índice havia ficado estável. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3/2).

Em comparação com dezembro de 2024, a indústria avançou 0,40 % na produção. Em 2025, acumulou alta de  0,40%.

O IBGE destacou que a produção industrial está  0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). No entanto, encontra-se 16,3% acima do nível recorde de maio de 2011.

As quatro grandes categorias econômicas e a maior partedos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção:

  • bens de capital (8,3%)
  • bens intermediários (1,1%)
  • bens de consumo duráveis (4,4%)
  • bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,7%)

O que é a produção industrial

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Em março de 2023, o índice passou por reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Gladson Cameli intervém e mantém Nayara Lessa na Secretaria de Comunicação após tentativa de substituição por Astério Moreira

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Governador teria ficado “extremamente chateado” com a articulação para exonerar a secretária, a quem considera “amiga fiel”; movimento gerou reação de jornalistas, políticos e secretários

A ideia de exonerar a atual secretária não foi da própria governadora, mas de gente muito próxima a ela

O governador Gladson Cameli agiu nos bastidores para impedir a exoneração da secretária de Comunicação do Acre, Nayara Lessa, que seria substituída pelo jornalista Astério Moreira. Segundo apuração do Blog da Hora, Cameli teria ficado “extremamente chateado” ao saber da mudança e mobilizou-se rapidamente para manter a atual titular do cargo, por quem carrega “enorme gratidão” e considera uma “amiga fiel”.

Astério Moreira confirmou ao blog ter recebido o convite da governadora Mailza Assis Cameli para assumir a Secom. Tudo estava encaminhado, faltando apenas a publicação do decreto no Diário Oficial. No entanto, a informação vazou antes de Nayara ser oficialmente comunicada — ela soube pelos jornais. A falta de diálogo prévio foi interpretada como um desrespeito.

A possível troca gerou forte reação nos bastidores. Um “batalhão” formado por jornalistas, proprietários de veículos de imprensa, políticos e secretários influentes se insurgiu contra a substituição. A oposição, segundo relatos, não era a Astério Moreira, mas sim à forma como o processo foi conduzido.

A ideia de exonerar Nayara Lessa não partiu diretamente da governadora, mas de pessoas muito próximas a ela. Com a intervenção de Gladson Cameli, a exoneração foi barrada. “Não foi dessa vez”, resume a apuração. Nayara Lessa permanece no comando da Secretaria de Comunicação.

Um batalhão de jornalistas, proprietários de jornais, políticos e secretários influentes se insurgiram contra a substituição. Não era uma rejeição a Astério. Mas a forma. Foto: captada 

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Brasil

Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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