Acre
Produção agrícola do Acre ultrapassa R$ 730 milhões com destaque para lavouras temporárias
De acordo com pesquisa do IBGE, estado teve aumento de 9,3% no valor da produção, puxado por mandioca, milho, banana, soja e café. Área colhida também teve crescimento. Entretanto, índice representa menos de 1% do montante do país.

Soja foi um dos produtos que puxaram aumento no valor da produção agrícola do Acre — Foto: Marcos Vicentti/Secom
Assessoria IBGE/G1-Acre
O valor da produção agrícola do Acre chegou a R$ 738,9 milhões em 2023, com destaque para as lavouras de cultura temporárias. De acordo com a Produção Agrícola Municipal 2023 (PAM), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quinta-feira (12), o valor representa um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
A área colhida também teve aumento de 5,7%, subindo para 95.060 hectares. As culturas temporárias acumularam 77% do valor da produção, com R$ 568,8 milhões. Já as plantações permanentes, com 23%, tiveram R$ 170 milhões.
O aumento no valor da produção, ainda segundo a PAM, foi puxado principalmente pela produção de mandioca, milho, banana, soja e café, que somaram R$ 649,8 milhões.
Entretanto, o índice alcançado pelo estado representa menos de 1% do montante do país, que ficou em R$ 814,5 bilhões. Os municípios com melhores resultados foram Sorriso (MT), com R$ 8,3 bilhões, São Desidério (BA), com R$ 7,8 bilhões e Sapezal (MT), com R$ 7,5 bilhões.
Dentre os municípios acreanos, os 5 com maior valor de produção, segundo o IBGE, são:
- Plácido de Castro – R$ 70.382 (principal produto soja);
- Senador Guiomard – R$ 61.330 (principal produto milho);
- Capixaba – R$ 59.328 (principal produto soja);
- Rio Branco – R$ 57.146 (principal produto milho);
- Acrelândia – R$ 56.190 (principal produto banana).
Apesar de seguir entre os destaques da produção no estado, o valor da produção do milho reduziu em 17%, com R$ 164,1. As demais culturas tiveram aumento no valor.
“A retração ocorreu devido a pressão nos preços locais para baixo em decorrência de uma elevada produção nacional de milho, ancorada em bons níveis de produtividade”, ressalta a pesquisa.

Apesar de estar entre os destaques, milho teve redução no valor de produção — Foto: José Caminha/Secom
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Vereadores de Brasiléia participam do lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida Rural com 50 unidades habitacionais
Foi realizado nesta quarta-feira (28) o lançamento oficial do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, na sede da Associação do Polo Agroflorestal Wilson Pinheiro, em Brasiléia. O evento reuniu autoridades estaduais, municipais e representantes da comunidade rural.
A iniciativa é do Governo Federal, com aprovação do Governo do Estado do Acre e da Prefeitura de Brasiléia, e prevê a aquisição de 50 unidades habitacionais destinadas a famílias da zona rural, fortalecendo as políticas públicas de habitação no município.

Presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio, que ressaltou a importância do programa
O lançamento contou com a presença do presidente da associação, Márcio, além do secretário de Estado de Habitação e Urbanismo, Aglelson, que representou o Governo do Estado. Também participou o presidente da Câmara Municipal de Brasiléia, vereador Marquinhos Tibúrcio, que ressaltou a importância do programa para garantir moradia digna às famílias do campo e promover mais qualidade de vida à população rural.
O evento ainda reuniu os vereadores Almir Andrade, Beto Dantas, Djahilson Américo, Careca Gadelha, Lucélia Borges e Jorge da Laura, que reforçaram o apoio do Legislativo Municipal à iniciativa.
Segundo os organizadores, o programa representa um avanço significativo para o fortalecimento da habitação rural em Brasiléia, contribuindo para a permanência das famílias no campo e o desenvolvimento sustentável das comunidades agroflorestais.
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Emergência: Rio Acre volta a ultrapassar cota de alerta em Brasiléia em menos de 15 dias e após a enchurrada de 143 mm de chuva
Menos de 15 dias após o Rio Acre ultrapassar, pela primeira vez neste ano, a cota de alerta em Brasileia, o nível do manancial voltou a preocupar autoridades e moradores da região de fronteira. A apreensão também aumenta após a forte enxurrada registrada nesta semana no município, que acumulou 143 milímetros de chuva.
Na noite desta quinta-feira (29), às 22h, o manancial ultrapassou novamente a cota de alerta, atingindo 9,81 metros. De acordo com os órgãos de monitoramento, caso as chuvas intensas persistam, há possibilidade de o rio alcançar a cota de transbordamento de 11,40 metros nos próximos dias, o que ocorreria pela primeira vez em 2026.
Conforme dados oficiais do monitoramento hidrológico e geológico realizados no município, o Rio Acre já havia atingido a cota de alerta no último dia 14 de janeiro. O histórico recente aumenta a apreensão, já que Brasiléia enfrentou quatro episódios de alagação, sendo o mais severo registrado em 2024.
Diante do cenário, o prefeito Carlinhos do Pelado destacou que a gestão municipal está em alerta máximo. “Estamos monitorando o nível do rio em tempo real e mobilizando todas as equipes para dar resposta rápida à população. Nossa prioridade é proteger vidas e garantir assistência às famílias que já sofrem com os impactos das chuvas”, afirmou o prefeito.
Na mesma quinta-feira, o gestor anunciou o cancelamento do Carnaval 2026 promovido pelo poder público e decretou situação de emergência no município. Segundo Carlinhos do Pelado, a medida é necessária para agilizar os trâmites legais e garantir suporte imediato às comunidades afetadas. “Não é uma decisão fácil, mas é responsável. Precisamos direcionar recursos e esforços para atender mais de 500 famílias isoladas, além de minimizar os prejuízos causados pela enxurrada”, ressaltou.
A situação atinge moradores de ramais, ribeirinhos e comunidades localizadas na Reserva Extrativista Chico Mendes, especialmente nos quilômetros 59, 60 e 13. Também há cerca de 20 aviários de frango sem acesso, comprometendo a atividade produtiva local.
O coordenador municipal da Defesa Civil, major Sandro, explicou que os danos à infraestrutura são significativos. “O levantamento preliminar aponta a destruição de 20 linhas de bueiros, tanto na zona urbana quanto na rural, além de 10 pontes que desabaram ou tiveram o acesso interrompido após o desmoronamento das cabeceiras. Outras estruturas ainda estão submersas, o que dificulta o tráfego e o atendimento às comunidades”, detalhou.
Segundo a Prefeitura de Brasiléia, a estimativa inicial é de que os prejuízos ultrapassem R$ 1,5 milhão. Os impactos afetam diretamente o escoamento da produção agrícola e extrativista, como castanha e borracha, além do deslocamento diário dos moradores.
A população pode solicitar apoio diretamente à Defesa Civil Municipal pelo telefone (68) 99250-8970 ou ao Corpo de Bombeiros pelo número (68) 3546-5743. A Prefeitura orienta ainda que os moradores acompanhem os canais oficiais nas redes sociais para receber informações atualizadas e confiáveis sobre a situação do rio e as ações emergenciais em andamento.















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