Geral
Procon alerta consumidores sobre aumento no preço de medicamentos
Com o aumento autorizado pelo governo federal à indústria farmacêutica, de até 10,08% nos preços dos medicamentos, a partir do dia 1º deste mês, o Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon/AC) recomenda que a população fique em alerta e pesquise antes de comprar.

Os reajustes foram aprovados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e já podem ser aplicados pelas farmacêuticas. No entanto, cabe às empresas revendedoras definirem os novos preços.
“Anualmente, os preços de medicamentos são reajustados devido à inflação, além de outros indicadores do setor. Por meio do CMED e Anvisa, o governo federal estabelece o aumento máximo que esses produtos podem atingir no mercado brasileiro”, explica a diretora-presidente do Procon/AC, Alana Albuquerque.
A gestora informa que as equipes de fiscais da autarquia estão averiguando as farmácias e drogarias da capital. “Caso o consumidor constate reajuste em valores muito acima dos previstos, pode encaminhar denúncia ao Procon/AC, informando o preço pago anteriormente e o valor praticado a partir do dia 1º de abril”, disse.
O chefe de fiscalização do Procon/AC, Rommel Queiroz, esclarece que não é só no preço que o consumidor deve ficar atento. Na hora de economizar na compra de medicamentos, é preciso estar atento à data impressa na embalagem dos remédios, pois o preço abaixo do esperado pode indicar que o prazo de validade da mercadoria está próximo do vencimento.
“O consumidor também deve comparar os preços entre as diferentes farmácias, pois pode haver variações de valores entre estes fornecedores. E, mesmo adquirindo um remédio genérico, deve-se pesquisar os preços de diferentes laboratórios”, orienta.

Qualquer dúvida, reclamação ou denúncia pode ser feita ao Procon/AC pelos contatos telefônicos (68) 3223-7000 ou 151, de segunda a sexta-feira, das 8 às 13 horas, ou pelo e-mail: [email protected] ou acessando a plataforma online: consumidor.gov.br.
Os consumidores residentes no Vale do Juruá poderão receber orientações e efetivar reclamações ou denúncias por meio do Núcleo do Procon em Cruzeiro do Sul, enviando um e-mail para o endereço eletrônico: [email protected] , ou ligando para o número 3322-1330, das 7h30 às 13h30.
Comentários
Geral
No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
Comentários
Geral
Foragido do presídio Manoel Neri é recapturado em Cruzeiro do Sul
Polícia Penal e Gefron localizaram detento durante buscas na região do Moa; um dos fugitivos segue foragido
Comentários
Geral
Motociclista é arremessado após colisão com carro na Avenida Ceará, em Rio Branco
Foto: Whidy Melo

Você precisa fazer login para comentar.