Brasil
Primeiras doses da vacina contra dengue chegam ao Brasil
Público-alvo será de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e as 750 mil injeções devem ser aplicadas a partir de fevereiro
A primeira remessa de vacina contra dengue, cerca de 750 mil doses, chegou ao Brasil neste sábado (20). Uma segunda leva, com 570 mil doses, está prevista para fevereiro. O público-alvo será de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e as primeiras aplicações vão ocorrer no mês que vem.
A escolha do público-alvo, jovens de 10 a 14 anos, se deu porque se trata do grupo com maior quantidade de hospitalizações, atrás somente dos idosos. A vacina, porém, ainda não foi autorizada para este público, apenas para quem tem entre 4 e 60 anos de idade.
O ministério adquiriu 6,4 milhões de doses do fabricante, que serão enviadas até novembro. A previsão é de que cerca de 3,2 milhões de pessoas sejam vacinadas ainda este ano, considerando que a vacina precisa de duas doses, com no mínimo três meses de intervalo entre elas.
“É importante que as vacinas sejam utilizadas de uma forma muito criteriosa, orientada pelos princípios científicos e pelas necessidades de saúde pública”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
Os imunizantes serão destinados a regiões com municípios de grande porte, com alta transmissão nos últimos dez anos, e população igual ou maior a 100 mil habitantes. A lista das cidades e a estratégia de vacinação serão informadas pela pasta nos próximos dias.
A remessa recebida vai passar pelo processo de liberação da Alfândega e da Anvisa e, depois, segue para o INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde).
Conhecida como Qdenga, a vacina contra a dengue foi incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde) no fim do ano passado.
Experiência em Dourados (MS)
No início de janeiro, a cidade de Dourados (MS) se tornou a primeira do Brasil a vacinar em massa contra a dengue. A iniciativa se trata de uma experiência com 150 mil pessoas da cidade, com idades entre 4 e 59 anos de idade, após uma parceria entre o laboratório fabricante e a prefeitura da cidade. O pesquisador e professor da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) Julio Croda coordena o acordo.
Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina Qdenga ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS, o que faz do Brasil o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.
A vacina apresentou, nos ensaios clínicos, eficácia geral de 80,2% contra qualquer sorotipo da dengue após 12 meses da segunda dose. A vacina também reduziu as hospitalizações em 90%.
Em 2023, o Brasil bateu recorde de mortes por dengue. Dados do Ministério da Saúde mostraram que foram registradas 1.079 mortes pela doença até o último dia 27 de dezembro. Em 2022, o número de óbitos fechou em 1.053.
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Acre tem uma das maiores taxas de internações por acidente de trânsito do país, aponta ranking
Estado ocupa 23ª posição nacional, com 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes; apenas quatro estados têm índices piores
O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 23ª posição, com uma taxa de 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes.
O indicador, que passou por atualização metodológica nesta edição, mede a morbidade hospitalar provocada por acidentes de transporte terrestre. A mudança incluiu a padronização da taxa por 10 mil habitantes e a alteração da nomenclatura, agora denominada “Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito” . Os dados têm como base informações do DataSUS e do IBGE.
Comparação nacional
No cenário nacional, o Acre aparece à frente apenas de :
| Posição | Estado | Taxa (por 10 mil hab.) |
|---|---|---|
| 27º | Tocantins | 21,2 |
| 26º | Acre | 21,2 |
| 25º | Piauí | 21,6 |
| 24º | Mato Grosso do Sul | 22,9 |
| 23º | Espírito Santo | 30,5 |
Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP)
Cenário na região Norte
Na região Norte, o desempenho do estado também preocupa. Enquanto o Amazonas lidera o país com apenas 4,1 internações por 10 mil habitantes, Rondônia (13) e Pará (20,4) apresentam índices inferiores ao acreano.
O ranking completo mostra que os estados com melhores índices são Amazonas (4,1), Acre? (dados em análise) e Ceará (9,5). Na outra ponta, Espírito Santo (30,5), Mato Grosso do Sul (22,9) e Piauí (21,6) lideram as maiores taxas de internações.

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Foto: captada
Alertas e soluções
Os dados acendem um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança viária e à redução de acidentes no Acre, especialmente considerando que o estado já enfrenta desafios estruturais em sua malha rodoviária, como a precariedade da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e o interior.
Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, fiscalização e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os índices de hospitalizações por acidentes de trânsito, que impactam diretamente o sistema de saúde e a economia do estado.
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Acre registra mais de 640 casos de tuberculose e 15 mortes em 2025; taxa de cura supera 80%
O Acre registrou 641 casos de tuberculose em 2025, segundo dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a pedido do portal A GAZETA, nesta terça-feira, 24, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.
De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes evoluiu para cura, com 320 casos, o que representa 83% do total. Ainda assim, foram registrados 40 casos de abandono do tratamento (10,3%) e 15 óbitos (3,9%).
A forma mais comum da doença no estado é a tuberculose pulmonar. Em comparação com 2024, houve leve redução no número total de casos, que passou de 661 para 641 em 2025.
Os dados também apontam que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como referência no controle da tuberculose, com 68,2% dos municípios atingindo a meta de cura de casos novos com confirmação laboratorial.
Campanha e mobilização
Neste ano, a campanha segue o tema internacional “Sim! Podemos acabar com a tuberculose”, reforçando a possibilidade de eliminação da doença por meio de ações coordenadas e investimento em saúde.
Durante a Semana Estadual de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre de 23 a 27 de março, estão sendo realizadas ações em unidades de saúde da capital e do interior, como busca ativa de pacientes com sintomas, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.
Entre as ações previstas está uma mobilização em Rio Branco, com passeata e atividades educativas para orientar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Sintomas e tratamento
A Sesacre orienta que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde. Outros sintomas incluem febre no período da tarde, suor noturno e perda de peso.
O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses e não deve ser interrompido.
Segundo a secretaria, após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão da doença diminui significativamente.
Investimentos e estratégias
Para 2026, o estado conta com cerca de R$ 640 mil em recursos federais destinados ao enfrentamento da tuberculose. O valor será aplicado na ampliação do diagnóstico e no fortalecimento das equipes de vigilância em saúde nos 22 municípios.
Entre as estratégias adotadas estão a realização de testes rápidos, a busca ativa de casos, o acompanhamento dos pacientes e o incentivo à adesão ao tratamento, considerado um dos principais desafios no controle da doença.
A Sesacre destaca que a eliminação da tuberculose depende do diagnóstico precoce, da continuidade do tratamento e da ampliação das ações de prevenção e conscientização.
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Pedro Longo oficializa filiação ao MDB e terá pré-candidatura a deputado federal chancelada por Baleia Rossi
Parlamentar destacou trajetória histórica do partido na redemocratização do país; sigla aposta em protagonismo na bancada federal
O deputado Pedro Longo oficializou sua entrada no MDB nesta quarta-feira (25). A filiação ocorreu na capital federal e contou com o aval direto do presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (SP), que chancelou a pré-candidatura de Longo à Câmara dos Deputados.
Ao optar pela legenda, Longo destacou a trajetória histórica do partido no cenário brasileiro.
“A história do MDB se confunde com a luta pela democratização do Brasil, em episódios marcantes como as campanhas pela anistia, em prol das eleições diretas e pela convocação da constituinte”, relembrou o parlamentar, pontuando o simbolismo dos 60 anos da agremiação.
Baleia Rossi não poupou elogios ao novo correligionário, enfatizando que a chegada de Longo qualifica o quadro emedebista no estado.
“O MDB do Acre e o Diretório Nacional ficam honrados em receber um líder respeitado, com uma bonita história de vida, agora disposto a vir para Brasília para bem representar o povo acreano”, afirmou o dirigente nacional.
Expectativas para 2026
Para Rossi, a engenharia política que está sendo montada no Acre deve garantir um desempenho acima da média nas urnas. Ele acredita que o partido retomará o protagonismo histórico na bancada federal, elegendo nomes de peso que resgatem a tradição de representatividade do MDB acreano no Congresso Nacional.
Cenário eleitoral
Com o prazo de filiações se aproximando do fim, o tabuleiro político para 2026 começa a se definir com clareza. A chapa do MDB surge como uma das mais robustas para a Câmara Federal, rivalizando em competitividade com a recém-anunciada federação União Progressista. Ambos os blocos caminham alinhados ao projeto político liderado pelo governador Gladson Cameli e pela vice-governadora Mailza Assis.

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