Golpistas se passam por produtores do Faustão e atendentes da Vivo.
Sequestro é simulado e criminosos pedem dinheiro as vítimas.

G1

Se passando por produtores do Faustão ou atendentes da Central Vivo de Ofertas, presidiários, em sua maioria de Fortaleza (CE), aplicam golpes por telefone em acreanos, alerta a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) do Acre. A modalidade do crime, que foi identificada pelos setores de inteligência do governo e pelo Gabinete Militar há alguns meses, tem sido realizada com mais frequência nos últimos dias.

Segundo informações da Sesp, o esquema funciona da seguinte maneira: os golpistas alegam que a vítima foi sorteada na promoção do Caminhão do Faustão, da Rede Globo, e tentam retirar delas informações pessoais, como nº do RG, CPF ou endereço. Em alguns casos, eles já possuem dados em mãos, para dar mais credibilidade ao golpe.

Após conseguirem as informações necessárias, os criminosos pedem que a bateria do celular seja retirada por alguns minutos para a conclusão do procedimento. Durante esse tempo, eles entram em contato com algum parente da vítima dizendo que ela foi sequestrada e sugerem que caso o familiar queira confirmar, ligue para o celular que estará desligado.

“Eles pedem para que seja efetuado depósito o mais rápido possível para que seja liberada essa vítima”, explica o coordenador do Centro de Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), major Chales Santos.

Ele afirma que ainda não foi possível fazer o levantamento da quantidade de pessoas vítimas do golpe em Rio Branco, mas garante que o método já é utilizado há três anos. “Inclusive, é aplicado não só aqui, mas em outros estados do Brasil. Infelizmente, com relação a números não há como precisar porque, as pessoas estão evitando ir até a delegacia de polícia para fazer a queixa, mas mesmo assim existem algumas que ainda estão caindo no golpe”, comenta.

​A orientação do Ciosp é de que o acreanos fiquem atentas as chamadas recebidas com o prefixo 85 (originária de Fortaleza). Além disso, eles alertam para o não-fornecimento de dados cadastrais.

“O procedimento básico é que ao receberem este tipo de ligação, as pessoas se certifiquem quanto a veracidade dos fatos e não forneçam nenhum dado pelo celular sem ter a certificação. Até porque, em se tratando de prestadora de serviços telefônicos, por exemplo, a operadora já possui os dados do cliente em mãos”, ressalta major Santos.

Comentários