Acre
Prefeituras do Acre ofertam apenas 12 mil vagas em creches, diz Censo Escolar

Dados do Censo Escolar (Educacenso) de 2024 revelam que neste sábado, 12, Dia das Crianças, a celebração está distante para muitas famílias acreanas que enfrentam o déficit de vagas em creches e pré-escolas nos 22 municípios do Acre. Com uma população de 116.715 crianças entre 0 e 6 anos, as 22 prefeituras do Acre ofertaram apenas 12.540 matrículas em creches municipais, segundo os dados divulgados.
A discrepância entre a demanda e a oferta é expressiva. Enquanto a rede municipal de ensino oferece 26.625 vagas para a pré-escola, o número ainda é insuficiente. A capital, Rio Branco, por exemplo, conseguiu garantir a matrícula de 9.898 crianças, e Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do estado, ofertou 3.246 vagas. Em municípios menores, a situação é ainda mais delicada: Xapuri tem apenas 458 vagas, Bujari 404, Manoel Urbano 390 e Santa Rosa do Purus 334.
No caso das creches, a situação é ainda mais crítica. Rio Branco, com a maior estrutura educacional do estado, conseguiu garantir 4.810 vagas, seguido de Cruzeiro do Sul, que disponibilizou 1.874 matrículas. No entanto, em municípios menores, a oferta é drasticamente reduzida. Rodrigues Alves ofertou 964 vagas e Mâncio Lima 618. Já Acrelândia garantiu 254 vagas, Brasiléia 399, Bujari 181, Capixaba 135, Epitaciolândia 272, Feijó 258, Jordão 216, Manoel Urbano 188, Marechal Thaumaturgo 264, Plácido de Castro 186, Porto Acre 370, Porto Walter 286, Sena Madureira 372, Senador Guiomard 346, Tarauacá 302 e Santa Rosa do Purus apenas 37 vagas.
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Acre
Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul
Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via
Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.
Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.
Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.
Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.
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Acre tem gasolina mais cara do Brasil a R$ 7,24 o litro após aumento do ICMS
Estado lidera preço nacional; alta de R$ 0,10 no imposto estadual sobre combustível anula possíveis ganhos da mistura E30

O salto é reflexo do aumento de R$ 0,10 no ICMS por litro, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 desde 1º de janeiro. Foto: ilustrativa
Os motoristas do Acre começaram 2026 pagando a gasolina mais cara do país, a R$ 7,24 por litro, segundo o primeiro levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) do ano. O valor é resultado do aumento de R$ 0,10 no ICMS estadual, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro desde 1º de janeiro — segunda alta consecutiva no mesmo patamar em menos de um ano.
Enquanto a média nacional ficou em R$ 6,29, o Acre superou vizinhos como Amazonas (R$ 7,02) e Rondônia (R$ 6,96). No outro extremo, o Piauí tem o litro a R$ 5,91. O reajuste do ICMS segue a Lei 192/2022, com determinação unificada pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).
Apesar da introdução da gasolina E30 (com 30% de etanol) e do aumento da octanagem, medidas que poderiam reduzir o preço em até R$ 0,20, o impacto foi totalmente absorvido pelo aumento tributário, mantendo o estado no topo do ranking de combustíveis mais caros do Brasil.
Comparativo regional (preço médio do litro):
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Acre: R$ 7,24 (mais caro do país)
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Amazonas: R$ 7,02
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Rondônia: R$ 6,96
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Piauí: R$ 5,91 (mais barato do Brasil)
Motivo do aumento:
O reajuste segue a Lei 192/2022, que estabelece reajuste fixo e unificado do ICMS em todos os estados, conforme determinação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). É a segunda alta consecutiva em menos de um ano – em fevereiro de 2025 o tributo também havia subido R$ 0,10.
Contexto da gasolina E30:
Desde agosto de 2025, vigora a gasolina com 30% de etanol (ante 27,5% antes), com octanagem elevada de 93 para 94 RON. O governo federal estimava uma redução de R$ 0,13 a R$ 0,20 no preço final, mas o aumento do ICMS anulou o possível alívio no Acre.
Impacto no bolso do consumidor:
Com o preço médio de R$ 7,24, encher um tanque de 50 litros no estado custa R$ 362 – R$ 47,50 a mais que na média nacional.
A Sefaz-Acre justifica que o reajuste é determinado por lei federal e que os recursos são essenciais para serviços estaduais. Enquanto isso, associações de caminhoneiros e motoristas planejam protestos simbólicos nas rodovias.
O Acre vive uma “double tax” nos combustíveis: além do ICMS estadual elevado, sofre com o custo logístico de transporte até os postos do interior, onde o litro pode chegar a R$ 8,50 em municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo.
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Rio Branco é a 8ª capital do Brasil em eficiência administrativa, segundo ranking nacional
Estudo do CLP posiciona capital acreana entre as melhores em eficiência administrativa, transparência e qualidade da máquina pública em 2025

Estudo do Centro de Liderança Pública coloca capital acreana entre as melhores em transparência, qualificação de servidores e facilidade para abrir empresas. Foto: captada
Rio Branco conquistou a 8ª posição entre as capitais brasileiras no pilar “Funcionamento da Máquina Pública” do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado reflete a eficiência administrativa, transparência e qualidade da gestão municipal, considerando critérios como qualificação de servidores, transparência, custos administrativos e tempo para abertura de empresas.
Com peso de 9,3% no ranking geral, o pilar é visto como estratégico para reduzir burocracia, aumentar a produtividade e criar ambiente favorável a investimentos. Segundo o CLP, cidades bem posicionadas tendem a oferecer serviços públicos mais eficientes e maior previsibilidade institucional, fatores essenciais para o desenvolvimento socioeconômico.
Critérios avaliados:
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Custo da máquina: Relação entre despesas administrativas e receita própria;
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Qualificação de servidores: Nível de escolaridade e capacitação;
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Transparência: Publicidade de dados orçamentários e licitações;
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Ambiente de negócios: Tempo e burocracia para abertura de empresas.
Peso no ranking:
O pilar tem 9,3% de influência na nota geral, sendo considerado um termômetro estratégico da capacidade de gestão municipal.
Impacto prático:
Cidades bem avaliadas tendem a oferecer serviços públicos mais eficientes, maior previsibilidade institucional e melhores condições para investimentos – fatores que atraem empresas e melhoram a qualidade de vida.
A posição de destaque de Rio Branco contrasta com a realidade de muitos municípios acreanos, que ainda enfrentam limitações financeiras e técnicas. O desempenho pode servir de referência para o interior do estado.
Metodologia:
O ranking utiliza dados oficiais e análise técnica em parceria com a @gove.digital. As informações completas estão disponíveis no site rankingdecompetitividade.org.br.
A prefeitura deve manter as práticas de excelência e ampliar a digitalização de serviços para subir ainda mais no ranking em 2026.
A 8ª posição nacional coloca Rio Branco à frente de capitais como Salvador, Belém e São Luís, mostrando que gestão qualificada é possível mesmo em estados com menos recursos – desde que haja priorização de transparência e eficiência.

Estudo do Centro de Liderança Pública coloca capital acreana entre as melhores em transparência, qualificação de servidores e facilidade para abrir empresas. Foto: captada


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