A Prefeitura de Rio Branco segue a todo vapor com a assinatura das ordens de serviços que autorizam o início das obras do programa Asfalta Rio Branco nas regionais da capital acreana.
Na manhã desta sexta-feira (5), a gestão municipal reuniu a comunidade da parte alta da cidade para anunciar a autorização para os serviços na regional Tancredo Neves. Além do bairro que empresta o nome à regional, é composta por outros 14 bairros: Alto Alegre, Mulateiro, Defesa Civil, Santa Mônica, Jorge Lavocart, Montanhês, Caladinho, Vista Linda, Novo Horizonte, Raimundo Melo, Vila Nova, Juarez Távora, Irineu Serra, e Loteamento Santo Antônio.
Bocalom: “Regional está bem iluminado e agora está chegando o asfalto” (Foto: Evandro Derze/Assecom)
“Pode ter certeza de uma coisa, essa regional nunca foi tão beneficiada por ações da prefeitura. A limpeza já vem sendo realizada. A região está muito mais limpa, a iluminação pública foi toda recuperada, está tudo muito bem iluminado e agora está chegando a recuperação das ruas. Está chegando o asfalto, o tapa-buracos, a recuperação e construção das calçadas, melhoria na rede de drenagem e esgoto. Tudo isso para melhorar a vida da nossa população, pois como sempre falo, a prioridade da nossa gestão é cuidar de gente”, destacou o prefeito.
A previsão é de um investimento de R$ 18 milhões para as ações nas 406 ruas em toda a regional, escolhidas pelos representantes da comunidade, em audiência pública, como ocorreu em todas as regionais.
O engenheiro civil Arquinei Maia, representante da empresa Adim Construção e Pavimentação, afirmou que a construtora usará cerca de cinco veículos, entre caminhões e máquinas pesadas e até 80 homens nos serviços a serem realizados no local.
“A gente espera empregar 50 homens, inicialmente. É uma regional grande. A gente tem diversos bairros para atingir. Serão em torno de 50 máquinas que a gente tem, prontas para atender todos esses serviços que iniciarão já na segunda-feira (8)”, afirmou Maia, ressaltando ainda os problemas que serão enfrentados.
“Temos problemas de remendo profundo, tem ruas ainda a executar, tem muito problema de drenagem e esgoto e a gente pretende resolver o máximo possível, além do recapeamento nas ruas. As obras vão acontecendo de acordo com as demandas passadas pela Secretaria de Infraestrutura do município”, pontuou.
Lideranças das comunidades que compõem a regional comemoraram a assinatura da ordem de serviço, como é o caso de Manoel Francisco Pinto Lima, mais conhecido como Chico Doido, morador do Loteamento Santo Antônio e Sandra Cunha, moradora do bairro Santa Mônica.
“É um trabalho que a gente vem aguardando há muito tempo e o nosso prefeito está de parabéns. É uma coisa inovadora, uma ação jamais vista na cidade de Rio Branco porque os outros prefeitos que fizeram alguma coisa aqui nessa nossa regional do Tancredo Neves, fizeram um serviço mal feito. Na época não tiveram a responsabilidade de fiscalizar as obras. O prefeito está trabalhando muito, está fazendo um grande trabalho pelo município de Rio Branco. A nossa população tem o direito de viver com dignidade e merece respeito. Estamos felizes com esse programa”, ressaltou Manoel Francisco.
“Eu moro nessa regional há 14 anos. São 14 anos que eu não vejo isso aqui na parte alta. Conheço moradores mais antigos que falam a mesma coisa. Na verdade, Rio Branco nunca viu um projeto desse tamanho. O prefeito está de parabéns, a equipe está de parabéns, todas as reuniões a gente foi bem orientado. Sempre explicaram direitinho como seria o projeto, como seria dividido, que seria por parte, por regional. E hoje chegou na nossa regional e a gente só tem a agradecer, que é um sonho realizado, um sonho de morar com dignidade. De poder ir e vir, o filho ir para a escola sem estar melando os pés, sem levar o sapatinho na sacola. A gente só quer morar com dignidade e hoje o prefeito está nos garantindo isso”, comemorou Sandra Cunha.
Regional Seis de Agosto
Na tarde de quinta-feira (4), foi assinada a ordem de serviço na regional Seis de Agosto, a quarta regional a receber a autorização para o início das obras do Asfalta Rio Branco.
Composta por oito bairros, a regional Seis de Agosto receberá investimentos orçados em cerca de R$ 16 milhões, com o emprego de 70 homens nas frentes de serviço e 45 veículos entre caminhões e máquinas pesadas. As obras ficarão sob a responsabilidade da Construtora GBM.
Os bairros contemplados serão: Seis de Agosto, Taquari, Cidade Nova, Triângulo Novo e Triângulo Velho, Comara, Bairro XV, Amapá, Canaã e Areal. As obras vão desde construção de sarjetas, meio-fio, drenagem, tapa-buracos, remendo profundo e melhorias diversas na malha viária.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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