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Prefeita de Cobija defende flexibilidade comercial nas fronteiras é Aleac realiza audiência para ações do comércio exterior no Acre

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Ana Lúcia Reis, prefeita de Cobija, sugere taxas reduzidas para produtos na região de fronteira; debate no Acre reforça necessidade de integração logística e comercial

A prefeita de Cobija, Ana Lúcia Reis, destacou a necessidade de maior flexibilidade nas relações comerciais entre o Brasil e os países vizinhos durante o Encontro de Novos Prefeitos, realizado em Brasília. Foto: internet

A prefeita da cidade boliviana de Cobija, Ana Lúcia Reis, defendeu maior flexibilidade nas relações comerciais entre o Brasil e os países vizinhos durante o Encontro de Novos Prefeitos, realizado em Brasília. A cidade que ela administra faz fronteira com Brasileia e Epitaciolândia, no Acre. Em sua fala, Ana Lúcia destacou a necessidade de facilitar o comércio nas áreas de fronteira, sugerindo taxas reduzidas para a circulação de produtos. “O Brasil, por ser um país com indústria, tem, com razão, um mercado bastante fechado às importações. No entanto, penso que deveria haver maior flexibilidade na área de fronteira”, afirmou.

Enquanto isso, no Acre, a Assembleia Legislativa (Aleac) realizou uma audiência pública na última quinta-feira (20) para discutir o planejamento e as ações relacionadas ao comércio exterior no estado. A reunião da Câmara Técnica de Comércio Exterior abordou temas como a ampliação do número de fiscais do Ministério da Agricultura, a reconfiguração da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), a conclusão do anel viário de Brasileia e a internacionalização dos aeroportos.

Além disso, foram debatidas propostas para melhorar as alfândegas, fortalecer a logística e promover a integração do Acre com o departamento de Ucayali, no Peru. Essas iniciativas visam impulsionar o desenvolvimento econômico da região e facilitar o fluxo de mercadorias, beneficiando tanto o estado quanto os países vizinhos.

As discussões na Aleac e a fala da prefeita de Cobija reforçam a importância de políticas que promovam a cooperação internacional e a integração regional, especialmente em áreas fronteiriças estratégicas como a Amazônia. A busca por soluções conjuntas pode abrir novas oportunidades comerciais e fortalecer a economia local e regional.

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) realizou, na quinta-feira (20), uma audiência pública para discutir o papel estratégico da Câmara Técnica de Comércio Exterior no Estado. Foto: cedida 

O debate sobre o comércio exterior ganhou destaque também no Acre. Ná na última quinta-feira (20), a Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) realizou a primeira reunião da Câmara Técnica de Comércio Exterior. Entre as propostas discutidas estão a ampliação do número de fiscais do Ministério da Agricultura, a reconfiguração da Zona de Processamento de Exportações (ZPE), a conclusão do anel viário de Brasileia, a internacionalização dos aeroportos, a melhoria das alfândegas e o fortalecimento da logística na região, principalmente na fronteira do Acre.

A Aleac realizou a primeira reunião da Câmara Técnica de Comércio Exterior, entre as proposta a conclusão do anel viário de Brasileia, a internacionalização dos aeroportos, a melhoria das alfândegas. Foto: cedida 

Além disso, foi destacada a importância da integração entre o Acre e o departamento de Ucayali, no Peru, como forma de impulsionar o desenvolvimento econômico e comercial na região fronteiriça. As discussões reforçam a necessidade de políticas que promovam a cooperação internacional e facilitem o fluxo de mercadorias, beneficiando tanto o Brasil quanto seus vizinhos.

A fala da prefeita da capital do departamento de Pando e os debates no Acre evidenciam os desafios e as oportunidades para o comércio exterior na Amazônia, região estratégica para a integração sul-americana.

Prefeita de Cobija Ana Lúcia Reis, que esteve em Brasília defende mais flexibilidade nas relações comerciais entre o Brasil e os países fronteiriços. A cidade que ela administra é vizinha a Brasileia e Epitaciolândia. Foto: cedida 

Aleac realizou nesta semana debate do papel da Câmara Técnica de Comércio Exterior em audiência pública

O deputado Pedro Longo (PDT), na abertura da audiência, deu as boas-vindas aos presentes e destacou a importância do evento para a integração regional. Foto: cedida

O deputado Pedro Longo (PDT), na abertura da audiência, deu as boas-vindas aos presentes e destacou a importância do evento para a integração regional. “Da minha parte, eu quero apenas dizer que nós, da Assembleia Legislativa, parlamentares, que somos comprometidos com o desenvolvimento do Estado e toda a nossa região amazônica, e também defensores fervorosos da integração regional com os nossos irmãos, né, da Bolívia e do Peru, especialmente desses dois países, mas de toda a nossa querida América Latina”.

O primeiro-secretário da Aleac, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), destacou a importância da audiência para o planejamento das ações do comércio exterior no Acre. Foto: cedida 

O primeiro-secretário da Aleac, deputado Luiz Gonzaga (PSDB), destacou a importância da audiência para o planejamento das ações do comércio exterior no Acre. “Toda a equipe de governo, por esta oportunidade tão importante, onde nós faremos aqui uma discussão que com certeza vem a ajudar em muito no desempenho dos trabalhos que nós teremos durante todo esse ano. O ano passado nós tivemos uma reunião como essa, fizemos uma discussão, fizemos um planejamento e ele foi executado. Nós tivemos aqui a visita de ministros, encontros com o governo peruano, aqui e também do Sul, estivemos lá também e essa é uma oportunidade de nós fazermos uma nova discussão e fazermos todo um planejamento para o ano de 2025.”

O deputado Luiz Gonzaga, cumpriu extensa agenda em Brasília em junho para debater melhorias e investimentos para o estado do Acre, como implantação de voos internacionais para o Peru, comércio bilateral e regularização fundiária.

O parlamentar também enfatizou os avanços na questão dos voos internacionais e o crescimento da produção agrícola no estado. “Nós estivemos em Brasília, com o ministro Silvio Costa, tratando da questão dos voos, que está bem avançado, só está dependendo hoje do governo federal internacionalizar os dois aeroportos, colocar o alfandegamento para que os aviões possam fazer os voos, que é muito importante não só para o comércio exterior, mas também para o turismo, para a interação entre o Acre e o Peru”.

O secretário de Estado de Industria, Ciência e Tecnologia Assurbanípal Mesquita, destacou a importância da colaboração entre as instituições para fortalecer as ações do setor, Foto: cedida

O secretário de Estado de Industria, Ciência e Tecnologia Assurbanípal Mesquita, destacou a importância da colaboração entre as instituições para fortalecer as ações do setor. “Esse é um momento estratégico para reunir todas as entidades e alinhar as atividades planejadas para o ano. Trabalhar de forma integrada nos permite ser mais eficazes e garantir que os projetos avancem com mais força”, afirmou. Ele ressaltou que o fórum tem desempenhado um papel essencial na organização e integração das entidades da federação, contando com o apoio de órgãos públicos e privados.

O secretário também celebrou a participação expressiva das instituições na câmara técnica e agradeceu à Assembleia Legislativa por sediar a reunião pelo terceiro ano consecutivo. “Toda vez que começamos o ano aqui, parece que dá sorte. A Assembleia tem sido um espaço de motivação e planejamento, e isso se reflete nos resultados positivos que alcançamos”, disse. Ele destacou ainda a presença de autoridades como o governador de Ucayali, Peru e a prefeita de Pucallpa, reforçando a retomada do grupo de integração Acre-Ucayali. Além disso, mencionou a colaboração do Ministério do Planejamento e Orçamento, citando a parceria com o secretário executivo Luciano e a ministra Simone Tebet no programa Quadrante Rondon, que busca impulsionar o desenvolvimento regional.

Em seguida, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Ricardo Brandão, ressaltou o compromisso do governo do estado com o desenvolvimento do Acre e a importância da participação de todas as instituições na construção dessa agenda. “Quero agradecer ao Assur e toda a equipe de governo por acreditar e se engajar nessa pauta que é tão importante e necessária para a sociedade acreana”, afirmou. Ele destacou que, desde 2021, o governo trabalha na estruturação e implementação da Agenda Acre 10 anos, e que 2025 será um ano decisivo para revisá-la, especialmente diante da nova conjuntura que favorece a inserção do Acre no comércio com o Pacífico. “A participação de todas as entidades e da sociedade é cada vez mais urgente e necessária”, enfatizou.

O secretário também celebrou a participação expressiva das instituições na câmara técnica e agradeceu à Assembleia Legislativa por sediar a reunião pelo terceiro ano consecutivo. Foto: cedida

Brandão também anunciou que, a partir da semana seguinte, serão abertos grupos de trabalho para discutir o Plano Estadual de Logística e Transporte do Acre, uma iniciativa alinhada à pauta do comércio exterior e à integração regional. “Essa discussão não é apenas do governo, da Assembleia ou do setor empresarial, ela pertence à sociedade acreana como um todo”, afirmou. Ele destacou que o plano buscará tirar municípios do isolamento, fortalecer a conexão com o Amazonas e outros países, e garantir um desenvolvimento econômico mais inclusivo. Ao encerrar sua fala, o secretário da Seplag reforçou o compromisso do governo em atuar lado a lado com a população e instituições para construir um Acre mais justo e próspero. “Gratidão e muito obrigado”, concluiu.

O superintendente federal de Agricultura no Acre, Paulo Felipe, destacou a importância da exportação para o estado, ressaltando que muitas vezes é mais fácil acessar mercados na Bolívia e no Peru do que os grandes centros brasileiros, devido à logística de transporte. “O Ministério da Agricultura tem um papel essencial em todo o processo, desde o plantio até a fiscalização, garantindo a sanidade dos produtos. Estamos desburocratizando processos para atender as necessidades do Acre”, afirmou. Ele mencionou reuniões com autoridades peruanas para discutir a abertura de mercado e exemplificou o impacto econômico dessa integração: “Hoje, um quilo de morango no Acre custa cerca de R$ 90,00. Com a abertura comercial, esse valor pode cair para R$ 30,00, beneficiando consumidores e empresários”.

O superintendente federal de Agricultura no Acre, Paulo Felipe, destacou a importância da exportação para o estado, ressaltando que muitas vezes é mais fácil acessar mercados na Bolívia e no Peru do que os grandes centros brasileiros

Representando a Secretaria de Agricultura do Acre, Edivan de Azevedo, destacou a relevância do setor produtivo para o desenvolvimento do Acre, com ênfase na agricultura como pilar fundamental da economia estadual. “Nós sabemos que o desenvolvimento do Acre passa pelo setor produtivo. A maior matriz de recurso natural que temos é o nosso solo, e dele há de brotar a matéria-prima que nos levará ao crescimento econômico”, afirmou. Ele ressaltou o papel essencial da Federação da Agricultura e do sistema privado, que, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), tem levado capacitação e assistência técnica aos produtores. Além disso, Edivan falou das ações do sistema público de agricultura, que inclui iniciativas de fomento, escoamento da produção e assistência técnica, beneficiando especialmente os agricultores familiares.

A audiência pública reuniu autoridades estaduais, representantes do setor produtivo e membros do governo peruano, reforçando o compromisso com a integração comercial entre o Acre e os países vizinhos. O encontro permitiu a troca de experiências e o planejamento de ações estratégicas para fortalecer o comércio exterior, destacando a importância da cooperação entre os setores público e privado na busca por novas oportunidades econômicas para a região.

 

A audiência pública reuniu autoridades estaduais, representantes do setor produtivo e membros do governo peruano, reforçando o compromisso com a integração comercial entre o Acre e os países vizinhos. Foto: cedida

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Acre está entre os piores do país em perdas de água tratada, aponta estudo nacional

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Levantamento revela desperdício superior a 62% na distribuição e expõe desafios no saneamento básico do estado

No último domingo (22), data em que se celebrou o Dia Mundial da Água — instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992 para reforçar a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos hídricos — um levantamento nacional chama atenção para a situação do Acre no cenário do saneamento básico.

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulgou o “Estudo de Perdas de Água 2025 (SINISA, 2023)”, que analisa a eficiência dos sistemas de abastecimento no país. Segundo o estudo, o Brasil desperdiça 40,31% da água tratada antes que ela chegue às torneiras — um problema de impacto ambiental, econômico e social. No recorte estadual, o Acre aparece entre os estados com os piores indicadores do país.

De acordo com o levantamento, o Acre apresenta Índice de Perdas na Distribuição de 62,25%, percentual muito acima da média nacional (40,31%). Isso significa que mais da metade da água tratada no estado se perde ao longo da rede de abastecimento antes de chegar aos consumidores.

O estado figura entre os quatro piores do país nesse indicador, ao lado de Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Pará (58,71%). O estudo aponta que as maiores ineficiências estão concentradas principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em contraste, estados como Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%), São Paulo (32,66%) e Paraná (33,11%) apresentam índices inferiores a 35%, demonstrando maior eficiência na gestão do sistema.

No Índice de Perdas por Ligação, que mede o volume médio perdido por ponto de consumo ativo, o Acre também apresenta um dos piores desempenhos do país. O estado registra 1.001,04 litros por ligação por dia, quase três vezes acima da média brasileira, que é de 348,86 litros por ligação por dia.

Apenas o Amapá (1.057,73 L/lig/dia) e Roraima (933,03 L/lig/dia) apresentam índices semelhantes ou superiores. Já estados como Goiás (124,25 L/lig/dia), Tocantins (178,81 L/lig/dia) e Paraná (221,97 L/lig/dia) estão entre os mais eficientes nesse indicador.

Segundo o estudo, os dados evidenciam desigualdades regionais persistentes em infraestrutura, capacidade de investimento e maturidade operacional das companhias de saneamento. Estados que apresentam simultaneamente altos índices de perdas na distribuição e por ligação — como o Acre — enfrentam maior risco de intermitência no abastecimento, pressão sobre mananciais e necessidade de investimentos mais robustos para recuperar eficiência.

Em comparação internacional, o Brasil também apresenta desempenho abaixo do ideal. Enquanto o país registrou perdas de cerca de 40% em 2023, a média de países desenvolvidos, segundo o Banco Mundial, gira em torno de 15%.

O estudo ainda aponta pouca evolução nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, o índice nacional de perdas na distribuição subiu de 39,24% para 40,31%, distante da meta de 25%. Já as perdas por ligação aumentaram de 339,48 litros por dia para 348,86 litros por dia no mesmo período, também acima da meta de 216 litros estabelecida pelo governo federal.

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Semana começa com calor, sol entre nuvens e pancadas de chuva no Acre

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Previsão indica temperaturas elevadas em todo o estado, com chuvas rápidas e baixo risco de temporais

 

A previsão do tempo para esta segunda-feira (23) indica predominância de clima quente em todo o Acre, com sol entre nuvens e ocorrência de chuvas passageiras e pontuais. Em algumas áreas, as pancadas podem ser mais intensas. As informações são do portal O Tempo Aqui.

O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da região de planícies da Bolívia e da selva peruana.

Nas microrregiões de Rio Branco, Brasileia e Sena Madureira, o dia será marcado por calor, aumento de nuvens e chuvas rápidas e isoladas, com média probabilidade de ocorrência de chuvas mais fortes, mas com baixa chance de temporais.

A umidade relativa do ar deve variar entre 50% e 60% durante a tarde, alcançando índices entre 85% e 95% ao amanhecer. Os ventos sopram entre fracos e calmos, predominando do norte, com variações ao longo do dia. O risco de ventos fortes é considerado muito baixo.

Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, o cenário é semelhante, com calor, presença de nuvens e chuvas passageiras. A probabilidade de chuvas fortes é média, enquanto o risco de temporais segue baixo.

Nessas regiões, a umidade mínima deve oscilar entre 55% e 65% no período da tarde, podendo atingir até 100% nas primeiras horas do dia. Os ventos também permanecem fracos, com baixa possibilidade de rajadas intensas.

As temperaturas seguem elevadas em todas as regiões do estado, com mínimas variando entre 22°C e 25°C e máximas podendo chegar a 34°C, especialmente nas cidades do interior.

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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026

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O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.

Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.

No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.

Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.

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