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Porto Velho completa 110 anos de criação; relembre nossa história

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Capital de Rondônia celebra 110 anos de sua fundação como município, marcada por crescimento econômico e rica diversidade hídrica.

A capital rondoniense completa 110 anos de criação nesta quarta-feira (2). Foto: cedida

No dia 2 de outubro, Porto Velho, a capital de Rondônia, celebra 110 anos de criação. Fundada em 4 de julho de 1907 pela Madeira Mamoré Railway Company, a cidade foi oficialmente elevada à categoria de município em 1914. Desde então, passou por transformações significativas, tornando-se um importante polo econômico e populacional na Região Norte do Brasil.

Com uma população estimada em 494.013 habitantes, Porto Velho é o município mais populoso de Rondônia e o quarto da Região Norte, atrás apenas de Manaus, Belém e Ananindeua. A cidade é notável por sua vasta extensão territorial, ocupando mais de 34 mil km², o que a torna a capital brasileira com a maior área territorial.

A economia de Porto Velho é uma das mais dinâmicas do país. Em 2010, o PIB foi estimado em R$ 7,5 bilhões, representando cerca de um terço do PIB de Rondônia. Além disso, a cidade se destaca por ser a única capital brasileira que faz fronteira com outro país, a Bolívia.

A empresa construtora norte-americana May Jekyl And Randolph contratada por Percival Farquhar para construir a ferrovia Madeira-Mamoré, “funda” Porto Velho a 4 de junho de 1907 (data alusiva à independência dos EUA), local por ela escolhido para ser o ponto inicial da ferrovia. Contudo, sua criação se deu em 2 de outubro de 1914 pela Lei 756, aprovada pela Assembleia Legislativa amazonense e sancionada pelo governador do Estado do Amazonas, Dr. Jonathas de Freitas Pedrosa.

Data de fundação e de criação, mas temos ainda a data de instalação do Município de Porto Velho, 24 de janeiro de 1915 quando o major Fernando Guapindaia assume como primeiro prefeito da cidade, governando até 1916 quando temos a primeira eleição na região, sendo eleito o médico Joaquim Augusto Tanajura. Este, por sua vez, assumiu o município no dia 1º de janeiro de 1917, para uma gestão no período de 1917/1919. Joaquim Tanajura foi eleito novamente em 1922, para um segundo mandato no período de 1923/1925.

Em 1943 Porto Velho passou a ser parte do recém-criado Território Federal do Guaporé, com território antes pertencente ao Amazonas, e teve como primeiro prefeito eleito Mário Monteiro, que ficou no cargo de 13 de setembro de 1943 até 7 de fevereiro de 1946.

Em 17 de fevereiro de 1956, o estado mudou novamente de nome e passou a ser Rondônia. Na época, Renato Climaco Borralho de Medeiros, que havia sido nomeado, deixou o cargo de prefeito da capital em 14 de outubro de 1956 Walter Montezuma de Oliveira assumiu após ser eleito, ficando na gestão do município até o início de 1958.

A cultura é rica e diversificada, resultado da proximidade com a floresta, com as águas do Madeira mas, principalmente, da integração de pessoas que para cá vieram em busca de trabalho e acabaram por fixar raízes à terra.

Criado à margem direita do Rio Madeira, importante rio de navegação e produção de energia, o município possui riquezas, encantos e atrativos para os moradores. É uma metrópole ainda jovem, mas com potencial para o desenvolvimento. Entre as belezas, o pôr do sol no Rio Madeira, Praça Três Caixas D’Água, Espaço Alternativo, Igreja de Santo Antônio e vários outros.

Sua história centenária é composta por uma sucessão de fatos e feitos que mudaram o perfil de Rondônia, da região Norte e, não raro, tiveram repercussão na história do Brasil. A cultura é rica e diversificada, resultado da proximidade com a floresta, com as águas do Madeira mas, principalmente, da integração de pessoas que para cá vieram em busca de trabalho e acabaram por fixar raízes à terra.

É uma cidade única, tem em sua origem o suor de pessoas de mais de 50 nações, a língua inglesa já foi idioma oficial e, tivemos o primeiro campo de basebol do Brasil. Peculiaridades que tornam Porto Velho uma cidade miscigenada, com características acolhedoras.

No fundo, talvez seja isto que torna Porto Velho especial: a capacidade de acolher aquele que chega. E, portanto, a capacidade de cativar.

Desafios Climáticos de 2024

Em 2024, Porto Velho enfrenta um cenário climático desafiador, marcado por estiagem e seca. A fumaça proveniente de queimadas na região tem afetado a qualidade do ar, tornando a situação ainda mais crítica. Esse fenômeno climático impacta não apenas a saúde da população, mas também a biodiversidade local, especialmente a ictiofauna do Rio Madeira, que abriga uma rica variedade de espécies. A combinação de seca e fumaça trouxe novas preocupações para a cidade, que, ao longo de sua história, já lidou com diversas adversidades ambientais.

Localizada na Bacia do Rio Amazonas, Porto Velho é banhada pelo Rio Madeira, principal afluente do Amazonas. Esse rio é conhecido por sua riqueza em recursos naturais, incluindo uma variada ictiofauna, cuja diversidade é fundamental para a economia local, especialmente a pesca. Os lagos do Cuniã e Belmont também são importantes para a biodiversidade e a pesca na região.

Porto Velho continua a se desenvolver e a se adaptar a novos desafios. Comemorando 110 anos, a cidade reflete sobre sua rica história e os obstáculos que enfrenta, especialmente em relação às questões climáticas que impactam a vida de seus habitantes. A luta contra a seca e a fumaça é um lembrete da importância da preservação ambiental e da necessidade de políticas eficazes para garantir um futuro sustentável para a capital rondoniense.

 

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Brasileiro diz ter sido coagido a servir no Exército russo após promessa de emprego

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Família afirma que jovem de Roraima foi atraído por oferta de trabalho como motorista e pede apoio do governo brasileiro para repatriação

A família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, natural de Roraima, afirma que ele foi atraído por uma proposta de trabalho como motorista na Rússia, mas acabou sendo obrigado a servir no Exército russo após chegar ao país. Os parentes pedem apoio do governo brasileiro para trazê-lo de volta a Boa Vista, onde vivia com a esposa grávida e três filhos pequenos.

Segundo a família, Marcelo deixou Roraima após receber a oferta de um amigo brasileiro que também mora na capital roraimense. No entanto, ao desembarcar em Moscou, no dia 3 de dezembro, ele teria sido informado de que precisaria atuar no serviço militar. Já no dia 9, afirmou ter sido coagido a assinar um contrato com o Ministério da Defesa da Rússia, mesmo sem experiência militar e sem falar russo ou qualquer outro idioma estrangeiro.

A esposa, Gisele Pereira, de 24 anos, suspeita que o marido tenha sido vítima de tráfico humano. Ela relata que o passaporte foi emitido com apoio de um homem ligado a uma empresa com registro em São Paulo, que se apresenta nas redes sociais como assessoria para ingresso no Exército russo. A passagem aérea também teria sido comprada pela mesma empresa.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Moscou acompanha o caso e presta a assistência consular cabível ao cidadão brasileiro.

De acordo com a família, Marcelo estaria atualmente em Luhansk, região da Ucrânia ocupada por forças russas, onde passa por treinamento militar. Gisele afirma que consegue falar com o marido de forma esporádica por meio do Telegram e que ele insiste no desejo de retornar ao Brasil.

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Quatro parlamentares do Acre assinam pela criação da CPMI do Banco Master

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Deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e senadores Alan Rick e Marcio Bittar oficializaram apoio à comissão que vai apurar possível interferência na segurança jurídica

Senadores Alan Rick e Márcio Bittar e deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte apoiam investigação sobre possível interferência política e judicial no banco. Foto: captada 

Parlamentares da bancada federal do Acre manifestaram apoio à criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Até o momento, quatro representantes acreanos oficializaram o apoio: os deputados federais Coronel Ulysses (União) e Roberto Duarte (Republicanos) e os senadores Alan Rick (Republicanos) e Marcio Bittar (PL).

A comissão terá como objetivo apurar possíveis interferências que possam comprometer a segurança jurídica e a estabilidade do sistema financeiro nacional. O requerimento para a criação da CPMI segue em tramitação no Congresso Nacional e busca esclarecer a atuação do banco e eventuais vínculos com autoridades do Judiciário.

Posicionamento dos Parlamentares

Os congressistas que defendem a iniciativa argumentam que a transparência é essencial para a preservação das instituições. Confira as principais declarações:

  • Roberto Duarte: O deputado destacou que a investigação é necessária diante de suspeitas de fraudes bilionárias e impactos em fundos de previdência de servidores. “O Brasil precisa de transparência e responsabilização. Defender o interesse público é meu compromisso”, afirmou.

  • Marcio Bittar: O senador enfatizou a gravidade do caso, sinalizando que a investigação não recuará diante de figuras de autoridade. “Muitas pessoas poderosas estão envolvidas e vamos até o fim”, declarou.

  • Coronel Ulysses: Foi o primeiro parlamentar da bancada acreana a assinar o requerimento, dando início à mobilização no estado.

  • Alan Rick: O senador confirmou sua adesão ao pedido de abertura da comissão, reforçando o coro pela fiscalização da instituição bancária.

Objetivos da CPMI

A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e sua relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes tem como objetivo central esclarecer denúncias de interferência política e judicial no sistema financeiro. Para os parlamentares acreanos que apoiam a medida — os deputados Coronel Ulysses e Roberto Duarte e os senadores Alan Rick e Marcio Bittar —, a comissão é vista como o instrumento adequado para oferecer respostas à sociedade sobre a gestão de grandes ativos e o cumprimento das normas legais.

Os defensores da CPMI argumentam que a investigação é necessária para avaliar os riscos que eventuais relações entre instituições financeiras e o Judiciário podem trazer ao cenário econômico brasileiro, especialmente em relação à segurança jurídica e à estabilidade do sistema. A proposta segue em tramitação no Congresso Nacional.

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Prefeitura de Rio Branco inicia desmobilização de abrigos das famílias atingidas por enxurradas

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés

Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. Foto: Secom

Prefeitura de Rio Branco, por meio da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, iniciou na manhã desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a desmobilização dos abrigos provisórios destinados às famílias atingidas pelas enxurradas causadas pela elevação dos igarapés.

Neste primeiro momento, estão retornando para suas casas as famílias dos bairros da Paz, Parque das Palmeiras, entre outros que foram diretamente afetados. A ação segue orientação do prefeito Tião Bocalom e mobiliza diversas secretarias municipais, entre elas a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), a Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que vêm prestando apoio desde o início do sinistro, ocorrido no dia 26 de dezembro.

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura.

“Estamos seguindo todos os protocolos de resposta para garantir que as famílias retornem às suas casas com segurança, recebendo o suporte necessário neste momento de transição”, destacou.

As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Foto: Secom

As famílias que deixam os abrigos continuam recebendo apoio humanitário, como forma de assegurar assistência básica durante o processo de retorno. Segundo a Defesa Civil, a medida integra o protocolo municipal adotado em situações de emergência provocadas por enchentes e enxurradas.

Nesta etapa, estão sendo desativados os abrigos que funcionavam na Escola Municipal Álvaro Vieira da Rocha e na Escola Municipal Anice Dib Jatene.

De acordo com o coordenador municipal de Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, a desmobilização ocorre de forma planejada e segura. Foto: Secom

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