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Porte de armas fora de serviço para guardas prisionais vai a sanção

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Plenário do SenadoAgentes e guardas prisionais, assim como guardas portuários, poderão portar arma de fogo fora de serviço. A autorização está no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 28/2014, aprovado no Plenário do Senado nesta quarta-feira (21), que segue para sanção presidencial.

De acordo com o texto, os profissionais ficam autorizados a portar arma de fogo particular ou fornecida pela repartição. O porte, no entanto, só será permitido se os profissionais se submeterem a regime de dedicação exclusiva, se passarem por formação funcional (nos termos de regulamento a ser adotado) e se forem subordinados a mecanismos de fiscalização e de controle interno.

De iniciativa do Poder Executivo, a proposta sofreu modificações na Câmara dos Deputados. Originalmente, o texto concedia o porte de arma fora de serviço apenas aos agentes e guardas prisionais, com a justificativa de que as atividades desempenhadas pelas duas categorias deixam esses profissionais sujeitos a riscos constantes.

Na Câmara, o projeto foi emendado para que os guardas portuários também sejam atendidos, sob o argumento de que desempenham atividade de segurança pública, em ambiente propício à criminalidade. No Senado, chegou a ser apresentada emenda para retirar a previsão de porte para os agentes portuários, mas ela foi rejeitada.

Discussão

Durante a discussão da matéria em Plenário, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) se manifestou contra o porte de armas também para agentes portuários, prevendo inclusive um veto ao acréscimo feito pela Câmara.

– Não há justificativa para a Câmara acrescentar o porte de armas para os guardas portuários. Há uma discussão no governo e a presidenta avaliará a possibilidade de manter [os guardas portuários] ou não – disse Gleisi, lembrando, por outro lado, a luta dos agentes penitenciários pela aprovação do porte de armas.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), no entanto, considerou o projeto todo “uma bobagem monumental”. De acordo com ele, não há sentido na autorização, porque o porte de arma seria absolutamente ineficaz num ataque de grupo criminoso.

– Isso terceiriza a atividade da polícia. Policiamento armado cabe às polícias militar e civil. Não tem sentido, é sem objeto, uma  bobagem monumental. Que fique claro, antes que isso se transforme numa tragédia, que houve um voto lúcido contrário e sensato neste Plenário – frisou o senador.

A grande maioria dos senadores se manifestou pela aprovação integral do projeto, a começar pelo relator, Gim (PTB-DF). Ele mencionou a insistência da categoria, que no ano passado chegou a acampar na frente do Congresso para pedir a aprovação da matéria.

Ana Amélia (PP-RS) afirmou que o fato de os bandidos estarem “armados até os dentes” coloca em risco os agentes, que vivem sob risco de vida contínuo. Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) disse que seu partido considera o projeto justo porque dá instrumentos adequados para pessoas que se submetem a uma situação de extrema tensão e perigo constante.

O senador Ivo Cassol (PP-RO) ressaltou que as pessoas de bem estão desarmadas e à mercê de bandidos armados até quando estão dentro de casa. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) comentou que, se estivesse num país mais pacífico, talvez seria contrário ao projeto.

– Mas como o Brasil é o Brasil que conhecemos, onde o cidadão comum sai para o trabalho pretendendo voltar para casa e chega morto, temos de zelar pelo chefe de família agente penitenciário. Ele sai de casa e quer voltar vivo.

O senador Walter Pinheiro (PT-BA) destacou que o espírito do texto aprovado é proteger o servidor no trajeto entre a casa e o trabalho. Ele lembrou que esses profissionais já manejam armas como ferramentas de trabalho, portanto, a necessidade de adequar ou treinar esses profissionais seria pequena.

Agência Senado

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Acre dobra exportações aos andinos e concentra 83,4% em dois produtos; Peru responde por 80% do fluxo

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O Peru lidera com 79,9% das relações comerciais, enquanto a Bolívia responde por 19,1%. Na prática, o desempenho regional do Acre depende quase exclusivamente desses dois mercados

Em 2025, 77,3% das exportações do produto tiveram como destino o mercado andino. Foto: captada 

O crescimento recente foi puxado pela carne suína, cuja exportação disparou mesmo com estabilidade do rebanho, que variou entre 149 mil e 159 mil cabeças entre 2019 e 2024

Redação AcreNews

O Acre consolidou o mercado andino como eixo central do seu comércio exterior, com exportações que saltaram de US$ 15,1 milhões em 2023 para US$ 30,8 milhões em 2024 (+103,8%), mantendo patamar elevado de US$ 30,4 milhões em 2025. Peru e Bolívia concentram 99,1% desse fluxo, com forte dependência de apenas dois produtos — carne suína e castanha — que somam 83,4% das vendas.

A posição geográfica do Estado, com acesso direto ao Peru e à Bolívia, sustenta essa integração, segundo estudo publicado nesta terça-feira (31) pelo Fórum Empresarial de Desenvolvimento e Inovação do Acre. Nos últimos anos, diz o estudo, o mercado andino chegou a absorver cerca de 50% das exportações acreanas, deixando de ser periférico para se tornar estrutural na economia local.

Entre 2019 e 2025, o fluxo comercial total passou de US$ 10,7 milhões para US$ 32,7 milhões, com saldo amplamente positivo. As exportações dominam a relação: em 2025, foram US$ 30,4 milhões exportados contra apenas US$ 2,3 milhões importados.

O Peru lidera com 79,9% das relações comerciais, enquanto a Bolívia responde por 19,1%. Na prática, o desempenho regional do Acre depende quase exclusivamente desses dois mercados.

A pauta exportadora é altamente concentrada. Em 2025, carnes suínas congeladas responderam por 48,9% das vendas, seguidas pela castanha com casca (34,4%). Outros itens, como milho, preparações para ração e derivados suínos, têm participação inferior a 10%.

Esse padrão revela especialização produtiva, mas também fragilidade. A dependência de poucos produtos torna o estado mais exposto a oscilações de preço, demanda e gargalos logísticos.

O crescimento recente foi puxado pela carne suína, cuja exportação disparou mesmo com estabilidade do rebanho, que variou entre 149 mil e 159 mil cabeças entre 2019 e 2024. O avanço indica ganho de eficiência, organização produtiva e abertura de mercado.

Já a castanha mantém papel estratégico na bioeconomia, combinando exportação, renda extrativista e preservação florestal. Em 2025, 77,3% das exportações do produto tiveram como destino o mercado andino.

No lado das importações, o volume é menor e mais diversificado. Produtos como cebola, alho, madeira e castanha sem casca indicam complementaridade com o Peru, abrindo espaço para uso do frete reverso e redução de custos logísticos.

A logística é o principal limitador. O corredor formado pelas rodovias BR-317 e BR-364 conecta o Acre ao Pacífico, mas enfrenta entraves como infraestrutura precária, limitações aduaneiras e falta de apoio logístico na fronteira.

Mesmo assim, o cenário externo favorece o estado. A entrada em operação do porto de Chancay, no Peru, que movimentou mais de 3 milhões de toneladas em 2025, amplia o potencial do corredor bioceânico e aproxima o Acre do mercado asiático.

O desafio é transformar vantagem geográfica em ganho econômico. Isso passa por três frentes: melhorar a infraestrutura logística, consolidar cadeias já competitivas e diversificar a pauta exportadora.

Hoje, o Acre já não é apenas uma fronteira. É um ponto estratégico de conexão entre o Brasil e o Pacífico — mas ainda opera abaixo do seu potencial.

O corredor formado pelas rodovias BR-317 e BR-364 conecta o Acre ao Pacífico, mas enfrenta entraves como infraestrutura precária, limitações aduaneiras e falta de apoio logístico na fronteira. Foto: captada 

 

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Aéreas veem “consequências severas” com reajuste do querosene de aviação

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Mais cedo, Petrobras anunciou elevação do preço médio de venda do QAV em cerca de 55% para as distribuidoras em abril

reajuste do querosene de aviação terá “consequências severas” para a operação das companhias aéreas, manifestou a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) em nota desta quarta-feira (1º).

Mais cedo, a Petrobras anunciou a elevação do preço médio de venda do QAV em cerca de 55% para as distribuidoras em abril.

Somado ao aumento de 9,4% de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias, segundo a entidade.

“Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”, diz a nota.

“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”, conclui.

O reajuste do QAV acompanha a tensão no setor de energia com a guerra no Oriente Médio. Desde o dia 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, a Guarda Revolucionária Iraniana vem restringindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.

Em paralelo, a petroleira anunciou um mecanismo para reduzir os efeitos do reajuste no preço do QAV às aéreas. A diferença poderá ser parcelada em seis vezes, com início dos pagamentos a partir de julho. A medida foi adotada em meio à forte alta do combustível, pressionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

Em nota, a Petrobras afirma que “a iniciativa busca mitigar os impactos imediatos sobre as companhias e preservar a demanda por voos”. Com isso, distribuidoras que atendem a aviação comercial terão, em abril, um reajuste efetivo de 18% no preço do QAV.

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Artemis II ao vivo: assista ao lançamento da nave em direção à Lua

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Confira ao vivo os preparativos para o lançamento do foguete e as principais informações em tempo real

A missão Artemis II, que levará quatro astronautas de volta à órbita lunar após mais de 50 anos, tem seu lançamento programado para esta quarta-feira (1º), às 19h25, pelo horário de Brasília. O lançamento do foguete SLS (Space Launch System) ocorre no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.

Acompanhe acima a transmissão ao vivo da Nasa, e no quadro abaixo os principais acontecimentos em tempo real. Na tela da CNN Brasil, o lançamento será transmitido ao vivo durante os jornais Hora H, com Thais Heredia, e CNN Prime Time, apresentado por Márcio Gomes.

Com duração estimada de dez dias, a Artemis II seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantirá o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não prevê pouso na superfície lunar. O principal objetivo é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.

AO VIVO – Artemis II será lançada rumo à Lua

  • 16h21: Antes de serem posicionados na espaçonave Orion, os astronautas fizeram uma parada rápida na “Sala Branca”, a pequena área no final da passarela aérea que os astronautas usam para acessar a espaçonave. Seguindo uma antiga tradição da Nasa, cada astronauta usou uma caneta Sharpie para rabiscar sua assinatura na parede — sendo esta a primeira vez que astronautas fizeram isso antes de embarcar em um foguete SLS.
  • 16h00: A tripulação está dentro da cápsula Orion, que tem 5 metros de diâmetro, e prendendo os cintos de segurança em seus assentos. A partir daí, os responsáveis ​​pelo lançamento realizarão uma ampla gama de verificações, incluindo garantir que todos os sistemas de comunicação dos astronautas estejam funcionando corretamente e verificar se não há “Detritos de Objetos Estranhos” — ou FOD, na sigla em inglês — escondidos perto das vedações ao redor da escotilha da espaçonave.
  • 15h44: Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, juntamente com Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, estão sendo posicionados para o lançamento.
  • 15h25: O presidente Donald Trump enviou uma mensagem de incentivo aos astronautas da missão Artemis II, aproveitando a oportunidade para exaltar os Estados Unidos. “Estamos vencendo, no espaço, na Terra e em todos os lugares entre eles — economicamente, militarmente e agora, ALÉM DAS ESTRELAS. Ninguém chega perto! Os Estados Unidos não apenas competem, nós dominamos, e o mundo inteiro está assistindo. Deus abençoe nossos incríveis astronautas, Deus abençoe a Nasa e Deus abençoe a maior nação que já existiu, os Estados Unidos da América!”
  • 15h20: As condições meteorológicas estão atualmente 80% favoráveis ​​para o lançamento durante a janela de lançamento de hoje. Balões meteorológicos serão enviados pouco antes do lançamento para confirmar as previsões.
  • 14h50: Nasa já concluiu o abastecimento do foguete. O foguete SLS, notório por seus problemas com vazamentos de hidrogênio, concluiu o processo de abastecimento e agora está repleto de centenas de milhares de litros de propelente. É uma conquista impressionante, já que o hidrogênio — que é o elemento mais leve do universo — é incrivelmente instável e tende a vazar de qualquer recipiente que tente contê-lo.
  • 13h25: Astronautas começam a se preparar para a missão. Antes de se dirigirem à plataforma de lançamento, os astronautas foram vistos em volta de uma mesa no prédio de operações, vestindo seus trajes laranja, jogando cartas — algo que, segundo um ex-astronauta, é uma forma da tripulação relaxar antes do grande momento.
  • 13h: Equipe da Nasa checa possíveis vazamentos de combustíveis. Datas anteriores já foram canceladas por conta de problemas de última hora.
  • 12h:50 Aeronave foi posicionada na plataforma de lançamento nos últimos dias. Testes finais estão sendo realizados, o que inclui a previsão do tempo
  • 09h: Diretor de lançamento da Nasa autoriza abastecimento

Leia também: Missão Artemis: saiba qual combustível deve ser utilizado em nave da Nasa

Conheça os astronautas que participarão da missão

A missão será conduzida por quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, em uma tripulação considerada histórica por sua diversidade.

O comandante será Reid Wiseman, acompanhado pelo piloto Victor Glover, que se tornará o primeiro homem negro a viajar tão longe no espaço.

Também integram a equipe Christina Koch, primeira mulher designada para uma missão lunar, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, o primeiro não estadunidense a participar de uma missão tripulada ao redor da Lua.

Veja a trajetória dos astronautas no espaço

Acompanhe a transmissão diretamente da Orion – ao vivo começa 19h30:

Durante a missão, os astronautas enfrentarão desafios como a exposição à radiação cósmica e os efeitos da microgravidade, que incluem perda de massa óssea e muscular, além de alterações na circulação de fluidos corporais.

GALERIA – Veja a preparação dos tripulantes

A alimentação será composta por itens de longa duração, desenvolvidos para evitar resíduos que possam comprometer os equipamentos a bordo.

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