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Por causa do ebola, africanos dizem ser haitianos para entrar no Acre
Com informações da Folha de São Paulo
Diante do receio de ter a entrada no Brasil recusada devido à preocupação com o vírus ebola, imigrantes do Senegal têm se identificado como haitianos na fronteira do Acre com Bolívia e Peru. A informação consta na edição desta segunda-feira, 15, do Jornal Folha de São Paulo. O relato foi dado por senegaleses que usaram dessa estratégia para atravessar para o Brasi.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o surto de ebola provocou mais de 2.000 mortes em países da África Ocidental neste ano, principalmente na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria. No Senegal, foi confirmado apenas um caso.
Mas imigrantes do país alojados em um abrigo em Rio Branco mantido pelo governo do Acre afirmam que agentes da Polícia Federal têm dificultado a entrada dos africanos no Brasil.
A Polícia Federal foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem. Na quarta (10), após matéria do jornal “O Globo” afirmar que africanos estavam sendo barrados na fronteira, a instituição disse em nota que não há orientação de restringir acesso de imigrantes do continente ao Brasil.
“Dissemos que somos haitianos. Se dissermos que somos do Senegal, volta todo mundo”, disse à Folha um jovem de 29 anos que pediu para não ser identificado. Segundo ele, a pele negra e o sotaque francês, semelhante ao creole falado por haitianos, ajudam a confundir as nacionalidades. O jovem diz que pretende ir para Passo Fundo (RS), trabalhar no setor têxtil.
Ele afirmou que, ao passar pela PF na fronteira de Assis Brasil (a 340 km de Rio Branco) com Bolívia e Peru, os senegaleses dizem que são haitianos e que perderam os documentos durante a viagem.
Assim, conseguem entrar no país e seguem para o abrigo na capital acriana.
ROTA
O coordenador da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Ruscelino Barbosa, que administra o alojamento em Rio Branco, diz que o Estado conseguiu identificar “três ou quatro” casos de senegaleses que fingiram ser haitianos. Segundo ele, quando são descobertos, a PF é avisada.
“Eles são orientados a dizer que perderam os documentos. Como muitos são extorquidos na viagem, a Polícia Federal autoriza que eles sigam para o abrigo. Quando chegam lá, os documentos ‘aparecem’ e eles fazem o processo de pedir visto normalmente”, disse o coordenador.
Segundo ele, não há nenhuma suspeita de ebola no abrigo até o momento.
O Acre pediu ao governo federal reforço de equipe para prevenir a entrada do ebola no país, mas, até quinta-feira (11), a rotina no abrigo de imigrantes em Rio Branco não havia mudado.
Não há avaliação médica dos recém-chegados.
Os senegaleses chegam ao Brasil pela mesma rota usada pelos haitianos, passando por Equador e Peru, em viagens intermediadas por coiotes. Até o Equador, a viagem é feita de avião a partir de Dacar, capital do Senegal, com escala em Madri (Espanha).
Segundo o infectologista Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da USP, é muito pouco provável que o ebola esteja sendo transmitido no Senegal, país que teve só um caso confirmado da doença e dois suspeitos.
“É cedo para pensar em barrar os senegaleses, não há epidemia fora de controle naquele país”, diz. “Um caso só numa população de milhões é muito pouco para estabelecer uma barreira sanitária.”
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Leia nota do STF sobre a saída de Toffoli da relatoria do caso Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta quinta-feira (12/2), pela saída da relatoria do caso Master. A decisão foi tomada durante reunião entre o magistrado e os demais integrantes da Corte. Com a saída, um novo relator foi sorteado. O processo passa agora a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
A mudança ocorre após a Polícia Federal (PF) entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que apontou menções ao nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
Na reunião realizada na tarde desta quinta, os ministros rejeitaram o pedido de suspeição apresentado contra Toffoli e reconheceram como válidos todos os atos praticados por ele na relatoria. No entanto, eles acordaram para que, mesmo sem o reconhecimento de impedimento, o ministro deixasse o caso.
Após o encontro, os dez ministros divulgaram nota conjunta para formalizar a decisão e esclarecer os termos do entendimento firmado.
Leia a íntegra da nota oficial:
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam:
Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Mega-Sena 2972 acumula e prêmio chega a R$ 62 milhões. Veja números
Prêmio da Mega-Sena acumulado de R$ 62 milhões será sorteado neste sábado (14/2). Veja os números do concurso 2972
A Caixa Econômica Federal anunciou que nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2972 da Mega-Sena, sorteado na noite desta quinta-feira (12/2). Com isso, o prêmio acumulou e subiu para R$ 62 milhões no próximo sorteio, que será no sábado (14/2).
Os números sorteados foram: 09, 10, 15, 46, 49 e 51.
Apesar de não ter vencedor na faixa principal, 55 apostas acertaram a quina, recebendo R$ 41.264,65 cada. Já 3.582 apostas acertaram a quadra, garantindo R$ 1.044,39 cada.
Como tentar a sorte
- A Mega-Sena permite apostas de seis a 20 números, aumentando o valor conforme a quantidade de números escolhidos.
- Quem não quiser selecionar os números pode optar pela “Surpresinha”, em que o sistema escolhe automaticamente, ou pela “Teimosinha”, para repetir a mesma aposta em concursos consecutivos.
- Também é possível participar de bolões, reunindo de 2 a 100 cotas por grupo, com valor mínimo de R$ 18,00 por bolão e cada cota a partir de R$ 7,00.
- As cotas podem ser adquiridas em lotéricas ou pelo portal Loterias Online CAIXA, com tarifa de serviço adicional de até 35%.
Confira os resultados desta quinta:
Mega-sena
09 -10 -15 – 46 – 59 -51;
Lotofácil
04 – 06 – 08 – 09 – 11 – 15 – 16 – 17 – 18 – 19 – 20 – 21 – 22 – 25;
Quina
01 – 02 – 57 – 62 – 79
Timemania
12 – 24 – 33 – 38 – 63 – 64 – 73;
Time do coração: 51 – Manaus;
Dia da sorte
06 – 12 – 24 – 29 – 30 – 31;
Mês: 09 – Setembro
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Vorcaro relata pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli, diz site

Conversas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel, que constam em relatório da Polícia Federal (PF), mencionam pagamentos de no mínimo R$ 20 milhões à empresa do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de um fundo de investimento. As informações são do Portal Uol.
O documento foi encaminhado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Os diálogos mencionam repasses que seriam feitos à empresa Maridt, da qual Toffoli confirmou ser sócio nesta quinta-feira (12/2).
Os pagamentos teriam sido realizados pelo fundo Arleen, que anos antes adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, ligado à Maridt.
A venda da fatia do empreendimento ao fundo ocorreu em 27 de setembro de 2021. Já o contrato prevendo novos pagamentos do Arleen à Maridt, citado nas mensagens entre Vorcaro e Zettel, foi assinado em 2024 — tal fato que chamou a atenção da PF por ocorrer anos após a alienação da participação.
Ainda conforme a reportagem, foram encontradas conversas entre Vorcaro e Toffoli indicando encontros e contatos frequentes entre os dois. O relatório foi encaminhado ao STF sem pedido formal de suspeição do ministro.
Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR), caso entenda necessário, solicitar eventual impedimento.
Toffoli integra o quadro societário da Maridt
Em nota oficial divulgada nesta quinta, Dias Toffoli confirmou que integra o quadro societário da Maridt, empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado. O magistrado afirmou que nunca recebeu valores de Vorcaro ou de Zettel e que todas as operações foram declaradas à Receita Federal.
Segundo o gabinete, a Maridt deixou de integrar o grupo Tayayá Ribeirão Claro em fevereiro de 2025, após duas operações sucessivas de venda de participação. Toffoli também declarou desconhecer o gestor do fundo Arleen e negou qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro.
“O ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, afirma a nota.
O caso ocorre em meio à pressão para que Toffoli deixe a relatoria da ação no STF relacionada à compra do Banco Master pelo BRB. O ministro sustenta que o processo foi distribuído a ele apenas em novembro de 2025, quando a Maridt já não fazia mais parte do grupo ligado ao resort.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL



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