Cotidiano
Polícia volta a alertar sobre aumento de golpes em aplicativos de compra e venda de veículos
Ainda conforme os delegados, o estelionatário engana tanto o vendedor quanto o comprador, que ficam sem os bens e sem dinheiro

Com rondoniagora
Um aumento considerável nos últimos meses de pessoas enganadas na compra de carros e motos foi detectado pela Delegacia Especializada em Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (Derfrva). Na maioria das vezes os golpes acontecem nas negociações online, via aplicativo.
Os delegados Alessandro Morey e Leonardo Magela alertam a população para os cuidados que devem ser tomados e assim evitar novos prejuízos durante a compra de motocicletas, caminhonetes e outros, acarretando grande prejuízos às vítimas.
Na última sexta-feira uma pessoa procurou a Polícia após ter negociado e pago cerca de R$ 4 mil por uma moto clonada. A negociação se deu através do aplicativo da OLX. E essa plataforma, segundo os delegados, tem feito com que muitas vítimas, por desinformação ou até mesmo acreditarem em possíveis vantagens econômicas no momento da negociação, sejam lesadas por criminosos extremamente astutos.
“Na maioria das vezes, a vítima anuncia nas redes sociais ou grupos de WhatsApp a venda de um veículo, quando uma terceira pessoa interfere na negociação e passa a enganar tanto o vendedor quanto comprador, conseguindo obter vantagem ilícita para si ou outrem, fazendo com que o vendedor entregue seu bem patrimonial, no caso, um veículo, transferindo até mesmo os documentos de posse/propriedade em Cartório”, explicam os delegados que destacam que a vítima acredita em um suposto depósito bancário ou transferência eletrônica, apenas por conversas telefônicas via WhatsApp, sem ao menos ter qualquer contato pessoal e entrega o veículo. Já o comprador, que também é enganado, realiza depósito de determinada quantia em dinheiro em conta bancária diferente da do vendedor. “Valores esses que se destinam a pessoas inexistentes, a tal chamada laranja ou fantasma”.
Ainda conforme os delegados, o estelionatário engana tanto o vendedor quanto o comprador, que ficam sem os bens e sem dinheiro. “Tudo porque as pessoas estão se deixando enganar por total falta de atenção e, até mesmo ganância, vez que, acreditando na tal chamada modernidade tecnológica, passaram a negociar, quase sempre, através de seus aparelhos celulares ou outro meio eletrônico, via sites OLX e grupos e redes sociais, e deixaram de ter contato pessoal à concretização de seus negócios”.
Essa forma de contato ainda dificulta a identificação dos criminosos, uma vez que eles utilizam nomes falsos, números de telefones celulares cadastrados em nomes de fantasmas, bem como contas bancárias de terceiras pessoas, em muitos casos, que nem existem.
Os delegados alertam para que a população evite realizar negócios destas formas e aja com mais cautela, evitando assinar procuração e/ou preencher o Documento Único de Transferência (DUT) de seus veículos, bem como realizar pagamentos ou depósitos bancários a pessoas que não fazem parte da negociação. E ainda, “e principalmente, voltar aos velhos hábitos da comercialização, tal seja, cara a cara”, finalizam os delegados.
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Médica alerta para aumento de síndrome respiratória grave em Rio Branco e reforça importância da vacinação
Pneumologista Célia Rocha destaca que maioria dos internados e óbitos é de pessoas não imunizadas; doses contra Influenza e Covid-19 estão disponíveis na rede pública

“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou a médica pneumologista Célia Rocha. Foto: captada
Com o aumento de casos de síndrome respiratória grave em Rio Branco, a médica pneumologista Célia Rocha fez um alerta à população, na tarde desta quarta-feira (11), sobre a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19. Segundo ela, as doses já estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, os registros de casos graves de doenças respiratórias vêm crescendo nas últimas semanas, o que acende um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.
Em mensagem direcionada à população, a pneumologista destacou que a maior preocupação é com as pessoas que não se imunizaram.
“Os casos de síndrome respiratória grave estão aumentando muito e o que mais preocupa é que a maioria das pessoas que estão ficando internadas ou que, infelizmente, estão chegando a óbito, são justamente aquelas que não se vacinaram”, afirmou.
A médica reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra complicações causadas pelos vírus respiratórios, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou.
Célia Rocha também orienta que a população procure uma unidade de saúde o quanto antes para garantir a imunização e reduzir os riscos de agravamento da doença.
“Passa num postinho hoje mesmo. Se cuidem”, concluiu.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o cenário também indica crescimento da doença. Somente em 2026 já foram 14.370 casos de SRAG notificados, segundo o boletim.
Desse total:
- 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório
- 43,1% tiveram resultado negativo
- 14,4% ainda aguardam resultado laboratorial
Entre os casos positivos registrados neste ano, os vírus mais identificados foram:
- Rinovírus: 40%
- Influenza A: 20%
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 17%
- Vírus sincicial respiratório: 13,6%
- Influenza B: 1,7%
Os dados do InfoGripe indicam ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada principalmente entre idosos. Entre as mortes registradas no período analisado, a maior parte foi associada à Covid-19, seguida pela influenza A.

Vacinas contra Influenza e Covid-19 já estão disponíveis em todas as unidades de saúde da capital. Foto: ilustrativa
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Educação do Acre realiza oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado

Ao todo, 16 agentes terrirtoriais participaram da oficina. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realiza até a próxima sexta-feira, 13, no prédio da secretaria, oficina para agentes territoriais no âmbito do novo programa do governo federal, o Pronacampo. Além da oficina, também está sendo realizada a primeira Jornada Pedagógica da Educação do Campo, no auditório da Biblioteca Pública.
A chefe do Departamento de Educação do Campo da SEE, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, explica que a Jornada Pedagógica está sendo ofertada para representantes dos núcleos. “Convidamos os assessores que acompanham as escolas do campo e eles vieram participar dessa formação e quando retornar eles serão agentes multiplicadores”, afirma.
“Paralelo a isso, está acontecendo a oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo, que é uma política adotada pelo MEC e que vai trazer ações para ampliar e qualificar a oferta da educação do campo. Essa oficina está sendo oferecida para 16 agentes territoriais”, explicou.
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado. “Eles estão participando de oficinas de direitos humanos, de educação especial, de educação ambiental e, agora, de letramento digital”, disse.

Professora Maria Clara Siqueira: “ampliar e qualificar oferta da educação do campo”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Maria Clara faz questão de destacar que os agentes não são professores, são pessoas da comunidade e que estão engajados nos movimentos sociais. “Eles passaram por uma seleção, por entrevista e foram selecionados para atuar como agentes do Pronacampo”, frisou.
“Então, eles irão atuar nas ações que o Pronacampo disponibilizar para a educação do campo e a gente vai ter um centro de referência e vamos ter os recursos para essas ações e os agentes estarão ao longo de todo o território, então eles farão uma espécie de articulação”, destacou.
Entre os agentes territoriais que participam da oficina está Rodrigo de Paiva Soares, que atuará nos municípios de Rio Branco e Bujari. Para ele, a oficina tem sido uma experiência enriquecedora para a aprendizagem e para a compreensão de como operacionalizar a política pública da educação do campo.
“É preciso ter um projeto para a escola que foque em melhorar estruturas, ensino e qualidade de vida para a comunidade e, nesse sentido, seremos um elo entre município, Estado, sociedade civil organizada e comunidade, fazendo uma interlocuação para fomentar as políticas voltadas para os territórios”, disse.

Rodrigo Soares: “elo entre municípios, governo e comunidade”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Diretoria do Humaitá regulariza os atacantes Davi e Marcos Rudwere

Foto Glauber Lima: Elenco do Humaitá trabalha forte para semifinal do Estadual

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