Brasil
Polícia prende 56 pessoas em flagrante durante operação contra crimes ambientais

A Operação Protetor dos Biomas, deflagrada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em todo o país, encerrou sua primeira etapa no Estado de Rondônia com resultados expressivos no combate aos crimes ambientais.
Coordenada pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da Polícia Militar do Estado de Rondônia, a operação foi realizada entre os dias 17 e 30 de outubro, abrangendo diversas regiões do estado com foco na repressão ao desmatamento ilegal, ao transporte irregular de produtos florestais e a outras infrações contra o meio ambiente.
Durante o período, foram realizados 97 atendimentos, incluindo uma ocorrência de violência doméstica, atendida por guarnição do BPA que atuava na operação, reforçando o compromisso da corporação com a proteção da vida e da integridade das pessoas.
As ações resultaram em 56 prisões em flagrante e 6 apreensões complementares, além da lavratura de 52 Termos de Apreensão e 96 Autos de Infração Ambiental.
Foram embargados 638 hectares de áreas degradadas e apreendidos 870,20 metros cúbicos de madeira entre toras e serrada, além de mais de 200 quilos de pescado irregular e abaixo das medidas mínimas permitidas.
Também foram apreendidos 7 tratores, 16 caminhões, 4 veículos leves, 4 motosserras, 2 armas de fogo e 16 munições.
Durante as fiscalizações, as equipes realizaram 177 abordagens a pessoas e 60 abordagens a veículos, ampliando a presença ostensiva em áreas críticas do território rondoniense.
O êxito das ações tem sido potencializado pelo uso de tecnologia, drones e inteligência geoespacial, ferramentas que permitem o monitoramento em tempo real de áreas críticas e o direcionamento preciso das equipes em campo, garantindo maior eficiência nas operações e rapidez na resposta aos ilícitos ambientais.
Entre as infrações com maior incidência registradas nesta primeira etapa, destacam-se o desmatamento ilegal, com 44 ocorrências, e o transporte irregular de madeira, com 9 registros.
Esses números refletem o foco operacional das equipes no enfrentamento direto aos ilícitos ambientais que mais impactam o bioma amazônico, especialmente a supressão irregular de vegetação nativa e o comércio clandestino de produtos florestais.
O Tenente-Coronel PM Railinson Baumann Lopes, Comandante do Batalhão de Polícia Ambiental, destacou o empenho das equipes e a relevância da operação:
“A primeira etapa da Operação Protetor dos Biomas mostrou o comprometimento e a eficiência das forças ambientais em Rondônia. Atuamos com inteligência, tecnologia e presença constante em campo, protegendo nossas florestas e cumprindo nossa missão maior: preservar a vida e os recursos naturais do Estado.”
A Operação Protetor dos Biomas segue em andamento, com novas fases programadas para ampliar as ações de fiscalização, prevenção e repressão aos crimes ambientais em todo o Estado de Rondônia.
Fonte: Assessoria da Polícia Militar
Comentários
Brasil
Dosimetria: Paulinho critica Lula e diz que trabalhará contra o veto
Relator do projeto de redução de penas diz que petista “desconsidera” Congresso ao assinar veto durante cerimônia do 8 de Janeiro
O presidente do Solidariedade e relator do projeto de lei da Dosimetria, o deputado Paulinho da Força (SP), criticou o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito simbolicamente na cerimônia que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
O sindicalista disse que o projeto, que reduzia penas para os condenados pelos ataques e podia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representava uma “carta branca da paz institucional” e que trabalha para derrubar o veto em uma sessão conjunta do Congresso Nacional.
PL da Dosimetria
- O Projeto de Lei da Dosimetria estabelece a redução de penas para condenados por envolvimento nos atos golpistas.
- Pela proposta, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por chefiar um plano golpista após a derrota nas eleições de 2022, poderia ter a pena reduzida para cerca de 2 anos em regime fechado.
- Com o veto de Lula, a matéria volta para o Congresso, que vai definir se derruba ou mantém o veto.
- Segundo o texto aprovado no Parlamento, em caso de condenações por mais de um dos crimes contra instituições democráticas listados no Código Penal, deverá permanecer a pena mais severa, não podendo mais ter a cumulatividade de tempo de reclusão.
- A pena poderá ser reduzida em dois terços se os crimes forem cometidos em contexto de multidão — desde que o condenado não tenha exercido papel de liderança ou de financiador.
- Condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, mesmo em casos de reincidência, terão direito à progressão de regime se tiverem cumprido ao menos um sexto da pena.
“Ao vetar esse projeto, Lula desconsidera uma construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superada, optando pelo confronto em vez do diálogo”, diz a nota.
Paulinho cita o apoio dos Estados Unidos à proposta e diz que “dosimetria não é anistia”. Depois da aprovação do projeto da Câmara, o governo de Donald Trump citou o projeto para justificar a retirada de sanções contra o Brasil.
Como mostrado pelo Metrópoles, a oposição fiadora da dosimetria quer acelerar uma sessão para a derrubada do veto e deverá pressionar o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tal. Os bolsonaristas apostam na relação estremecida com Lula para que o senador amapaense convoque a votação.
Do lado do governo, líderes da base vão tentar reverter votos a favor da reduçaõ de penas. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ) disse que são somente 34 votos necessários e disse que a empreitada é uma “tarefa possível” para os líderes.
Comentários
Brasil
Líderes da oposição atacam Lula após veto ao PL da Dosimetria
A oposição se mobiliza para tentar derrubar o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria no Congresso Nacional
Com o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria nesta quinta-feira (8/1), a oposição se mobiliza para tentar derrubá-lo. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ) (foto em destaque), chegou a classificar a assinatura como uma “prova de ódio que ele [Lula]”, bem como “toda a esquerda” tem dos “patriotas”.
Sóstenes afirmou que o chefe do Executivo “sabe” que o veto será derrubadona primeira sessão conjunta do Congresso. A oposição articula para angariar votos e fazer com que a negativa assinada por Lula caia.
A líder da minoria na Casa Baixa, Carol De Toni (PL), convocou, em sua página no X, uma mobilização para coletar assinaturas para a derrubada do veto. “Precisamos da assinatura da maioria dos deputados e senadores”, escreveu.
O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lembrou que Lula escolheu assinar a negativa do texto exatamente em 8 de janeiro de 2026, data que marca três anos dos atos antidemocráticos, realizados na Praça dos Três Poderes.
“Não foi por acaso. Foi calculado. Foi cruel. É a assinatura de um governo que não governa pela lei, mas pela vingança”, escreveu.
O Projeto de Lei da Dosimetria contemplaria Bolsonaro, que cumpre prisão de 27 anos e 3 meses, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Comentários
Brasil
Justiça proíbe vídeos de deputado que relacionam PT a narcotráfico

Reprodução/Instagram
A 2ª Vara Cível de Brasília determinou, nessa quarta-feira (7/1), em decisão liminar, que o Instagram retire conteúdo publicado pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) no qual associa a sigla do Partido dos Trabalhadores (PT) ao narcotráfico na Venezuela.
Segundo a Justiça do DF, “o conteúdo publicado associa falsamente o Partido dos trabalhadores ao narcotráfico”.
Nessa segunda-feira (5/1), o partido acionou a Justiça contra o deputado, que compartilhou vídeos nas redes sociais no último sábado (3/1), comparando a sigla ao crime após os Estados Unidos invadirem o país governado por Nicolás Maduro.
Na ação, que tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, o PT afirma que “o conteúdo integra campanha virtual de desinformação, explorando tragédia de ampla comoção social para difundir narrativa sabidamente falsa e difamatória, sem qualquer lastro fático ou jurídico, e teve ampla circulação e elevado engajamento”.
Nessa quarta, o Juízo entendeu que o debate político seja “espaço natural para o embate de ideias, a imputação de ilícitos penais, sem qualquer lastro probatório, ultrapassa o campo da crítica legítima e ingressa na esfera do ilícito civil, determinando a exclusão do conteúdo das redes sociais”.
“Alega-se que o requerido, valendo-se de sua condição de parlamentar e da amplitude de sua influência digital, teria reiterado condutas semelhantes em outras ocasiões, caracterizando campanha sistemática de desinformação com potencial de causar danos irreparáveis à reputação do requerente, sobretudo em período pré-eleitoral. Ressalta-se que a publicação alcançou elevado número de visualizações e interações, ampliando os efeitos da alegada ofensa”, aponta a decisão.
Lula e Maduro
Em um dos vídeos divulgados por Bilynskyj, o deputado mostra fotos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ditador Nicolás Maduro e afirma que o venezuelano “foi preso por tráfico, que financiou o PT”. Ele também faz outras associações ao narcotráfico internacional e ao partido de Lula.
Em nota enviada ao Metrópoles, nessa segunda, o parlamentar afirmou que “o Partido dos Trabalhadores volta a tentar censurar a oposição ao entrar com ação na Justiça contra o deputado federal Paulo Bilynskyj por um vídeo em que ele critica o partido e o presidente Lula em relação à narcoditadura presa”.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL



Você precisa fazer login para comentar.