Brasil
Polícia Civil identifica responsáveis por furto e receptação de fiação em Rio Branco e prende três pessoas
Na manhã desta segunda-feira, 27, a Polícia Civil do Acre (PCAC) desencadeoua Operação Dínamo, que visa coibir o furto e a receptação de fiação na capital acreana. Com o apoio da Polícia Militar, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e de cães farejadores, a investida contou com a participação de cem policiais e resultou na apreensão de celulares, cem quilos de cobre e no fechamento de dez sucatões que funcionavam clandestinamente.
A sociedade vem sofrendo com o furto de fiação em prédios públicos e em estabelecimentos comerciais. Recentemente fios de semáforos das principais avenidas de Rio Branco foram furtados, causando grandes transtornos aos motoristas e pedestres.

Operação Dínamo, coordenada pela Polícia Civil, atinge ladrões e receptadores de fios em Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/ Secom
Desde novembro do ano passado a PCAC vem realizando investigações e apurou que a grande maioria dos furtos são cometidos por dependentes químicos, presas fáceis para proprietários de sucatões ilegais, que fomentam os furtos no centro de Rio Branco”, explicou o delegado-geral da PCAC, José Henrique Maciel.
O gestor disse ainda que essa é a primeira etapa da operação e outros municípios serão alcançados. “É uma determinação do governo levar mais tranquilidade à sociedade sobre essa problemática. Hoje foram cumpridas 14 ordens judiciais, incluindo buscas e apreensões e medidas cautelares diversas da prisão”, enfatizou.

Durante a ofensiva policial, três pessoas foram presas acusadas associação ao grupo criminoso de roubos a fiação de empresas e prédios públicos. Foto: Diego Gurgel/ Secom
De acordo com Roberth Alencar, que coordena a Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), a ação foi realizada simultaneamente nos bairros Papoco, Ipase, Loteamento Praia do Amapá, Cidade Nova, Montanhês, Mocinha Magalhães e Calafate, e teve a prisão de um foragido da justiça. Também foi reativada a prisão de dois suspeitos em flagrante delito, por porte ilegal de arma de fogo, além do crime de receptação.
“No período de cinco anos, cerca de mais de dois mil boletins de ocorrência foram registrados em virtude de furtos de fiação e 19 boletins de receptação”, disse Alencar.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL












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