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Polícia Civil do Acre realiza segunda incineração de drogas com meia tonelada de entorpecentes que foram apreendidas
A ação, foi realizada em parceria com a Polícia Federal, a Vigilância Sanitária e a Polícia Técnico-Científica

Autoridades estaduais e federais supervisionam a incineração de mais de meia tonelada de drogas apreendidas, em ação que simboliza a união contra o tráfico. Foto: assessoria
A Polícia Civil do Acre (PCAC) realizou, na manhã desta quinta-feira, 31, a incineração de mais de meia tonelada de drogas apreendidas ao longo do ano em operações integradas com a Polícia Militar, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Entre os entorpecentes destruídos estavam cocaína, maconha, skunk e haxixe, resultando em um prejuízo milionário para o tráfico de drogas.

Delegado-geral Dr. Henrique Maciel e Promotora de Justiça Nelma Araújo participa da incineração de drogas. Foto: assessoria
Essa é a segunda incineração de drogas promovida pela PCAC em 2024, contabilizando, ao longo do ano, mais de uma tonelada de substâncias ilícitas retiradas de circulação. A ação, realizada em parceria com a Polícia Federal, a Vigilância Sanitária e a Polícia Técnico-Científica, foi acompanhada pelo delegado titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Saulo Macedo, entre outras autoridades.
O delegado-geral da PCAC, Dr. Henrique Maciel, destacou a importância da união entre as forças de segurança do estado e federais no combate ao tráfico de drogas, considerado um dos principais motores para outros crimes. “Essa incineração demonstra a união das forças de segurança do estado e federais no combate ao tráfico de entorpecentes. Os crimes que ocorrem têm como fonte principal o tráfico de drogas. O governo do estado não mede esforços para combater os ilícitos, não só na capital, mas no interior também,” afirmou o delegado.

Vigilância Sanitária e a Polícia Técnico-Científica, foi acompanhada pelo delegado titular da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Saulo Macedo, entre outras autoridades. Foto: assessoria
O delegado Saulo Macedo, titular da Denar, destacou o impacto do trabalho conjunto e os resultados da incineração. “Essa é uma resposta concreta ao tráfico. A cada apreensão, nós retiramos uma fonte de renda do crime e enviamos uma mensagem de que o estado não tolerará a atuação das organizações criminosas. O trabalho das polícias é contínuo, e com ações como esta, damos um passo importante na proteção de nossas comunidades,” afirmou Macedo.
A promotora de Justiça Nelma Araújo, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Rio Branco, também esteve presente durante a incineração. Segundo ela, a participação do Ministério Público é fundamental para assegurar o cumprimento correto da legislação penal. “O Ministério Público, como fiscal da correta aplicação da lei penal, tem o dever de participar da incineração de drogas que está ocorrendo hoje. É mais de meia tonelada, e este dia, para o Ministério Público, é muito importante, pois estamos tirando de circulação um quantitativo imenso de entorpecentes, gerando um grande prejuízo às organizações criminosas, que geram um prejuízo igualmente grande para a nossa sociedade”, afirmou a promotora.
A incineração reafirma o compromisso das autoridades acreanas em reforçar a segurança pública e o combate ao tráfico de drogas, buscando preservar a paz social e reduzir os índices de criminalidade no estado.


A promotora de Justiça Nelma Araújo, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Rio Branco, também participou da incineração e reforçou a relevância da presença do Ministério Público do Acre
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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco
Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada
Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.
Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.
O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.
Veja vídeo:
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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