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Petecão diz não ser contra estrada para Pucallpa, mas “BR-364 é prioridade”

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Foto: Sérgio Vale

Durante a saída da segunda edição da caravana pela BR-364, o senador Sérgio Petecão (PSD) concedeu entrevista ao programa Boa Conversa – Edição Aleac, reforçando nesta quinta-feira, 05, seu apoio à mobilização pela recuperação da rodovia e destacando que, embora não lidere formalmente a iniciativa, está junto ao movimento em defesa de uma solução definitiva para a estrada. A BR-364 liga Rio Branco ao Vale do Juruá e é considerada vital para o desenvolvimento e a integração do Acre.

Petecão iniciou sua fala parabenizando a Assembleia Legislativa do Acre e destacou que toda iniciativa, mesmo que simbólica, é importante no atual momento. “Olha, primeiramente eu quero parabenizar a Assembleia Legislativa, na pessoa do deputado Nicolau. Eu vi aqui vários deputados, estou vendo aqui o deputado Edivaldo e vários deputados. Eu acho que qualquer iniciativa que for feita nesse momento ajuda. Não pode ficar só no discurso, você vai ali, anda 1, 2 quilômetros, pega um pedaço de asfalto, quebra, faz crítica. Eu acho que iniciativas como essa são importantes”, ressaltou.

O senador mencionou que esteve recentemente no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tratando do tema com o diretor, Ricardo Araújo, e reforçou que a BR-364 é a obra mais importante do estado atualmente.

“Recursos, eu tive semana passada lá no Dnit, junto com o diretor do Dnit aqui do nosso estado, Ricardo, exatamente para tratar sobre esse assunto. Nós sabemos que, para mim, nós não temos obras mais importantes desse Estado que essa reconstrução da BR-364. O governo está na estrada, como você falou, eles estão fazendo alguns trechos que estão implementando esse macadame hidráulico. Eu não sou engenheiro, mas nós vamos ver agora, melhorou muito, mas ainda tem muita coisa a ser feita. Eu acho que o apoio da bancada federal, dos 8 deputados federais e dos três senadores é de fundamental importância. Eu estou fazendo a minha parte, eu estou fazendo a minha parte. Estou aqui, o deputado Nicolau me convidou, eu acho que eu estou fazendo aquilo. Por favor, é minha obrigação para ver de que forma eu posso ajudar muito mais”, observou.

Sobre a “Carta da BR-364”, documento que deve ser elaborado em Cruzeiro do Sul como forma de pressionar o governo federal, Petecão afirmou que não importa sua posição no movimento, mas sim seu comprometimento. “Olha, eu não sei se encabeçar, ou no meio, ou no rabo. Eu sei que eu estou junto. O que eu puder fazer com o meu mandato, com o mandato que o povo do Acre me deu para ajudar nesse nosso projeto da BR, pode ter certeza que eu estou junto. Sabemos que nós estamos diante, o nosso engenheiro chegou. Quem é o nosso engenheiro? É o verão. Se nós não aproveitarmos o verão agora, no inverno fica muito mais difícil. Então, irmão, eu penso que, como eu já disse, iniciativa como essa é de fundamental importância. E depois que nós fizermos esse ato político, aí, sim, ou carta, ou se tiver que ir à bancada federal, ou deputados estaduais, a verdade é que é preciso fazer alguma coisa pela BR-364”, observou.

Por fim, o senador criticou discursos vazios e reforçou que a prioridade no momento deve ser a reconstrução da BR-364, e não outras obras que desviem o foco da principal ligação entre a capital e o interior. “Agora, o que não pode mais é fazer aquele discurso político. Por exemplo, eu vi colegas preocupados com a BR que liga Cruzeiro do Sul a Pucallpa. Eu não conheço ninguém que seja contra essa estrada. Mas a nossa prioridade é a BR-364, que é a BR que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul e que vai ligar aos outros municípios do Alto Juruá. É o que eu acho. Nesse momento, é o que eu vou defender”, finalizou.

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Estudante acreano de colégio militar alcança 960 na Redação do Enem: “o esforço realmente vale a pena”

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Ao ver a nota, André sentiu que todo o caminho percorrido havia valido a pena. “Fiquei feliz, aliviado e orgulhoso de todo o caminho até ali”, contou

André afirma que sempre encontrou forças para seguir em frente. Para ele, a nota 960 vai além do número: representa orgulho, superação e a confirmação de que o esforço diário pode transformar sonhos em resultados concretos. Foto: captada 

O estudante André Luiz Costa, aluno do Colégio Militar Estadual Tiradentes, em Rio Branco, conquistou 960 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e fez da nota um retrato fiel de esforço, disciplina e superação dentro da educação pública. O resultado é fruto de uma rotina marcada por estudos constantes, treinos de escrita e pelo apoio incondicional da família.

Ao ver a nota, André sentiu que todo o caminho percorrido havia valido a pena. “Fiquei feliz, aliviado e orgulhoso de todo o caminho até ali”, contou. Sempre estudante de escola pública, ele lembra que a preparação para o Enem exigiu dedicação diária, organização e muita persistência, além do incentivo familiar presente em cada etapa dessa trajetória.

Apesar do desempenho expressivo, André revela que nem sempre acreditou que seria possível chegar tão longe. Em alguns momentos, a dúvida apareceu, mas nunca foi suficiente para fazê-lo parar. A constância nos estudos e os treinos frequentes de redação, aliados à pesquisa de possíveis eixos temáticos, ajudaram a construir segurança para o dia da prova.

As redações eram corrigidas por professores e corretores de cursinho, e cada retorno era tratado como uma oportunidade de crescimento. Os erros, segundo ele, serviram como aprendizado para aprimorar a estrutura do texto, fortalecer os argumentos e ampliar o repertório sociocultural. O incentivo dos professores e da família foi decisivo para manter o foco ao longo do processo.

Mesmo diante de momentos de desânimo, André afirma que sempre encontrou forças para seguir em frente. Para ele, a nota 960 vai além do número: representa orgulho, superação e a confirmação de que o esforço diário pode transformar sonhos em resultados concretos, compartilhados com toda a família.

Com o desempenho no Enem, André Luiz Costa pretende cursar Direito. Aos estudantes da rede pública que ainda duvidam da própria capacidade, ele deixa uma mensagem simples e direta: é possível. Persistência, treino, leitura e prática constante de escrita, segundo ele, fazem a diferença e abrem caminhos reais para conquistas como essa.

Resultado reflete rotina de estudos, apoio familiar e incentivo de professores. Foto: Redes Sociais

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Pescador captura peixe-elétrico poraquê durante cheia do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul

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Animal, cuja descarga pode ser fatal, foi retirado de área alagada no bairro Cruzeirinho para consumo próprio, mesmo com riscos.

Ao ser perguntado o que faria com o peixe, o pescador respondeu que iria tratar para o consumo próprio em casa. Foto: captada 

Durante a cheia do Rio Juruá, que alagou parte do bairro Cruzeirinho em Cruzeiro do Sul, um pescador capturou um peixe-elétrico da espécie popularmente conhecida como poraquê neste domingo, dia 18. O animal foi pescado nas águas escuras do Igarapé São Salvador, em área afetada pela enchente. Questionado sobre o destino do peixe, o homem afirmou que iria prepará-lo para consumo próprio.

O poraquê é capaz de gerar descargas elétricas perigosas, que em certas condições podem ser fatais para seres humanos. A cena chama a atenção para os riscos que moradores enfrentam ao interagir com a fauna em áreas alagadas, além dos impactos da própria enchente na região.

Pescador pega peixe eletrônico no quintal de sua casa para consumo próprio na água preta do São Salvador no bairro Cruzeirinho, em Cruzeiro do Sul. Foto: captada 

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Dívida de IPVA em atraso no Acre ultrapassa R$ 8,1 milhões nos últimos cinco anos

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Somente em 2025, débito lançado na Dívida Ativa chegou a R$ 1,25 milhão; PGE/AC executa devedores judicialmente

Contribuintes com débitos podem regularizar a situação para evitar ações judiciais e inclusão em restrições cadastrais. Foto: captada 

Com assessoria 

Os contribuintes acreanos que não pagaram o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) nos últimos cinco anos acumulam uma dívida de aproximadamente R$ 8,1 milhões com o Fisco Estadual. Apenas em 2025, o débito lançado na Dívida Ativa chegou a R$ 1.257.822,64. A Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC) vem adotando medidas judiciais para executar os devedores, após a inclusão dos nomes no cadastro oficial de inadimplentes.

A ação reforça a cobrança do imposto, cuja arrecadação é essencial para os cofres públicos. O estado possui atualmente mais de 363 mil veículos registrados. Contribuintes com débitos podem regularizar a situação para evitar ações judiciais e inclusão em restrições cadastrais.

Em 2020 foram gerados 6.642 processos que geraram uma dívida acumulada de R$4.167.004,88, enquanto no ano seguinte (2021) pulou para 8.730 processos, que correspondeu por um débito estimado em R$ 5.298.268,72. “É preciso considerar que parte desse valor está sujeito a revisão, caso o proprietário do veículo demonstre algum fato não conhecido no momento do envio do débito para inscrição em dívida ativa”, esclareceu o diretor de Arrecadação Tributária, Israel Monteiro, da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz).

Destacou que a previsão de arrecadação com o IPVA nesse ano deve chegar aos R$ 165.000.000,00. No ano passado, a receita com o tributo chegou a R$157.312.868,39. Sendo R$ 101.301.720,03 (64,40%) de cota única; R$23.727.954,54 (15,08%) de parcelamento; R$ 9.733.836,57 (6,19%) do primeiro emplacamento dos novos carros e R$ 21.291.534,61 (13,53%) do exercício anterior. “Tivemos um pequeno incremento em comparação com a arrecadação do ano passado”, observou monteiro.

Apontou que IPVA poderá ser pago em cota única (com dez por cento de desconto) ou em até 5 (cinco) parcelas, nessa hipótese sem desconto, observado algarismo final da placa do veículo automotor, conforme Portaria Sefaz n 751/2025. Antecipou que parcela não pode ter valor inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais).

Acre tem 363.294 veículos, mas a capital desponta com 209.472 veículos e o interior chega em torno de 153.822 veículos.  A dívida é bastante elevada de donos de motocicletas, que, em alguns casos, mudam para a zona rural e se esquecem de pagar o tributo. Em alguns casos, o contribuinte teve a moto furtada, mas ignora a exigência de procurar as agências da Sefaz para dar baixa na dívida existente.

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