Filho do pastor, Nailson Peres da Conceição também foi condenado a mais de 12 anos por participação no crime. José Celeste Souza foi morto a facadas em maio de 2015 em Rio Branco.

José Celeste Souza foi morto a facadas em maio de 2015 em Rio Branco — Foto: Arquivo da Família
Por Iryá Rodrigues

Após cerca de 10 horas de julgamento, o pastor de uma igreja evangélica, Valmirez Peres Cavalcante e o filho dele, Nailson Peres da Conceição, foram condenados a mais de 29 anos pela morte do jovem José Celeste Souza em maio de 2015, em Rio Branco.

A informação foi confirmada pelo advogado dos dois acusados, Jorge Gomes de Freitas. Segundo ele, pai e filho foram condenados pelo crime de homicídio com as qualificadoras de motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima, que tinha 26 anos na época.

O júri popular começou por volta das 8h na 1º Vara do Tribunal do Júri e terminou às 18h de segunda-feira (28). Valmirez Cavalcante foi condenado a mais de 16 anos, 11 meses e 17 dias e Nailson da Conceição a mais de 12 anos, 11 meses e 3 dias em regime inicial fechado.

O crime ocorreu no dia 10 de maio de 2015, no Dia das Mães, no posto de lavagem que a vítima era sócia, localizado no bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco. Souza chegou a ser socorrido e internado no pronto-socorro da capital, mas não resistiu e morreu no dia seguinte após passar por duas cirurgias e sofrer três paradas cardíacas.

“O que levaria um pastor desse, um homem que só fez o bem à comunidade a perder a cabeça e jogar sua liberdade para o alto? Minha defesa foi a tese de que ele [pastor] agiu sob violenta emoção após injusta agressão, porque quando ele ia passando, o rapaz [vítima] chamou ele de ‘pastorzinho’ e insultou. Aí ele perdeu a cabeça, pegou a faca no chão e desferiu o golpe. O filho estava ao lado e agiu em legítima defesa de terceiro, no caso, para defender o pai”, afirmou o advogado.

A defesa disse que não vai recorrer da decisão e afirmou que os dois condenados já estão presos em Rio Branco há cerca de dois anos e meio.

Três dias após o crime, o pastor chegou a se apresentar na delegacia junto com um advogado e após ser ouvido foi liberado, já que não estava mais em situação de flagrante. Na época, uma das filhas dele, Mayara Peres, disse que o pai agiu em legítima defesa, já que a vítima tinha agredido fisicamente sua irmã.

O padrasto da vítima disse na época que estavam sofrendo ameaças por parte da família do pastor. A irmã de Souza disse também que a família precisou abandonar a casa onde vivia com medo das ameaças de morte dos suspeitos. A reportagem não conseguiu contato com a família da vítima nesta terça (29).

 

 

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