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Passagem da Tocha Olímpica por Rio Branco gera gastos de R$ 249 mil

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A graça de presenciar a passagem da Tocha Olímpica na Capital acreana vai custar caro aos cofres públicos. Ao todo, a Prefeitura de Rio Branco vai desembolsar, apenas com as atividades culturais, a quantia de R$ 249 mil, fruto de um convênio com a União, cuja contrapartida foi feita pelo município.

Devido à crise fiscal e priorização de outras ações, muitas prefeituras espalhadas pelo Brasil resolveram cancelar a recepção da tocha, principalmente por conta o custo que a passagem traria aos Executivos. No Acre, diferentemente, o evento está confirmado e ocorrerá nesta terça-feira, 21, a partir das 13 horas.

Como confirmou a Prefeitura, a Tocha chega a Rio Branco às 10h20, sendo recebida pelas estudantes do nono ano da Escola João Mariano Joyce dos Santos e Francisca Janiele Batista, de 14 anos. Elas serão as responsáveis por receber a lanterna que contém a Chama Olímpica e acender a primeira Tocha em solo acreano.

Cópia do convênio do MinC desmente dados da prefeitura
A Prefeitura da Capital, questionada pelo ac24horas, negou que exista qualquer tipo de contrapartida por parte do município. Disse, ainda, que toda a responsabilidade dos custos da operação do revezamento da Tocha é dos patrocinadores e fruto dos repasses do Ministério da Cultura (MinC).

Contudo, o próprio MinC afirma que houve uma contrapartida de R$ 11 mil, feitos pela Prefeitura de Rio Branco. O extrato – veja abaixo- desmente definitivamente a versão da prefeitura, administrada pelo petista Marcus Viana, que propôs à União a parceria em forma de projeto, incluindo imagens do locais em que a tocha passaria e valores que seriam gastos para a montagem da estrutura de shows, por exemplo, como mostram documentos obtidos pelo portal, junto ao Ministério.

Confira os documentos

Termo de Referência P. 1 e – Termo de Referência P. 3 e 4 – Termo de Referência P. 5 e 6 – Termo de Referência P. 7 e 8 –Termo de Referência P. 9 e 10 – Termo de Referência P. 11

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Custo da tocha por condutor é de R$ 1.985,00

O valor aproximado da tocha para cada condutor é de R$ 1.985,00. A princípio, esse custo deveria ser arcado pelos próprios condutores convidados pelos patrocinadores da passagem da tocha pelas cidades brasileiras. O levantamento foi feito pelo jornal Gazeta Esportes.

O fato é que, após uma campanha nas redes sociais, os três principais patrocinadores (que têm direito de indicar condutores) chegaram ao consenso de que iriam “presentear” os condutores com o pagamento desse valor. Ao final do percurso, cada condutor tem a opção de comprar a tocha para levar para casa.

Ao todo, 12 mil pessoas vão conduzir a chama olímpica pelo Brasil até a abertura das Olímpiadas, no Rio de Janeiro, o que representa um valor total de R$ 23,8 milhões. Os patrocinadores têm direito de indicar cerca de 6 mil condutores.

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Saúde reforça alerta sobre Síndrome Alcoólica Fetal e prevenção de ISTs na segunda noite de folia em Rio Branco

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A segunda noite do Carnaval Rio Branco, Folia, Tradição e Alegria foi marcada não apenas pela animação dos foliões, mas também por informação e cuidado com a saúde. A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforçou ações educativas na tenda instalada no circuito da festa, chamando a atenção para um tema sério e ainda pouco discutido: a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

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Profissionais de saúde abordavam o público para um diálogo direto e esclarecedor sobre os riscos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação (Foto: Átilas Moura/Secom)

Em meio à programação carnavalesca, profissionais de saúde abordaram o público para um diálogo direto e esclarecedor sobre os riscos do consumo de bebida alcoólica durante a gestação. A SAF é a forma mais grave dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF) e provoca alterações físicas, neurológicas e comportamentais irreversíveis, causadas pela exposição do feto ao álcool. O alerta foi claro: a síndrome é totalmente evitável e, durante a gravidez, não existe dose segura de álcool.

De forma acessível, as equipes explicaram que o álcool atravessa a placenta e atinge diretamente o bebê em formação, interferindo principalmente no desenvolvimento do sistema nervoso central. Por isso, mesmo pequenas quantidades podem gerar consequências permanentes para a criança.

Além da conscientização sobre a SAF, a Secretaria Municipal de Saúde também intensificou a prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Durante a ação, foram distribuídos preservativos masculinos e femininos, géis lubrificantes e autotestes de HIV, ampliando o acesso a insumos essenciais de prevenção e estimulando escolhas mais seguras durante o período de festa.

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“A festa reúne milhares de pessoas e, por isso, é um momento oportuno para levar informação e cuidado”, destacou Rennan Biths (Foto: Átilas Moura/Secom)

Para o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, o Carnaval é um espaço estratégico para promover saúde de forma próxima da população.

“A festa reúne milhares de pessoas e, por isso, é um momento oportuno para levar informação e cuidado. A SAF é totalmente evitável, e a nossa mensagem é clara: gravidez e álcool não combinam. Ao mesmo tempo, reforçamos a prevenção das ISTs, garantindo acesso a preservativos e autotestes”, destacou.

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“Com apenas um gole, a mãe pode comprometer o desenvolvimento da criança por toda a vida”, alertou Rafaela (Foto: Átilas Moura/Secom)

A chefe da Divisão dos Ciclos de Vida, Rafaella Chagas, enfatizou a importância de ampliar o debate sobre o tema.

“O consumo de bebida alcoólica costuma ser visto como uma escolha individual, mas deixa de ser quando interfere em outra vida, que não pediu para ser gerada. Não existe quantidade mínima segura de álcool durante a gestação. Com apenas um gole, a mãe pode comprometer o desenvolvimento da criança por toda a vida”, alertou.

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“A Síndrome Alcoólica Fetal provoca um conjunto de alterações no desenvolvimento da criança e é totalmente evitável”, afirmou Clever (Foto: Átilas Moura/Secom)

A ação também contou com a participação da sociedade civil. Clever Lima, membro da Família SAF Brasil, reforçou a importância da conscientização.

“A Síndrome Alcoólica Fetal provoca um conjunto de alterações no desenvolvimento da criança e é totalmente evitável. O que nós pedimos é que, durante a gravidez, a mulher não consuma bebida alcoólica, porque qualquer quantidade pode causar prejuízos permanentes ao bebê”, afirmou.

As ações fazem parte da política de promoção da saúdda Prefeitura de Rio Branco, que aposta na informação, na prevenção e no cuidado integral para proteger vidas antes mesmo do nascimento e garantir que a folia aconteça com mais consciência e responsabilidade.

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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO

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Motorista brasileiro morre após caminhão-tanque cair no em rio do Paraguai

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Veículo foi encontrado capotado na foz do rio; corpo foi retirado da cabine com apoio de moradores da região

Um motorista brasileiro morreu após o caminhão-tanque que conduzia cair no rio Pilcomayo, no departamento de Boquerón, no Paraguai. O veículo foi localizado capotado na área da foz do rio, após alerta feito por colonos da região.

De acordo com a Polícia Nacional, a vítima foi identificada como Clair Assis dos Santos, de 55 anos, morador da cidade de Loma Plata. O caminhão, de cor vermelha, com acoplado tipo cisterna pertencente à empresa Petrobras, foi encontrado nas primeiras horas da manhã. Por volta do meio-dia, o corpo do motorista foi retirado da cabine com o apoio de vizinhos da área.

Durante a inspeção inicial, as autoridades constataram que o tanque do veículo estava vazio. O corpo foi encaminhado em viatura policial ao Hospital Materno Infantil de Villa Choferes del Chaco, onde passará por exame forense para determinar a causa exata da morte.

O acidente ocorreu a aproximadamente 300 quilômetros da cidade de Filadélfia, em uma região de difícil acesso e com sinal telefônico limitado, o que dificultou as operações de resgate. Máquinas seguem sendo utilizadas para retirar o caminhão do leito do rio.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do capotamento e da queda do veículo no rio. As informações foram confirmadas pelo oficial José González, da Direção Policial de Boquerón.

Com informações de Agro Yguazú Comunicaciones.

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Comunicar na Amazônia: os desafios e as estratégias do sistema público do Acre

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Por Verônica Pimentel*

Comunicar na Amazônia é um desafio que vai muito além da produção de conteúdos. Trata-se de construir pontes entre o Estado e a população em um território marcado por distâncias geográficas, diversidade cultural, limitações de conectividade e realidades sociais distintas.

No Acre, essa missão exige planejamento, integração institucional e sensibilidade para compreender que a informação pública precisa chegar de forma clara, acessível e confiável a todos os cidadãos, independentemente de onde estejam.

Em um cenário nacional cada vez mais digitalizado, é comum associar a comunicação pública às redes sociais e às plataformas online. No entanto, na realidade amazônica, a comunicação se constrói de forma híbrida, combinando meios digitais, rádios públicas, portais institucionais e canais tradicionais, formando um sistema integrado de informação.

Essa diversidade de meios não é uma fragilidade, mas uma estratégia. Ela permite que o poder público alcance populações urbanas, rurais, ribeirinhas e comunidades mais distantes, respeitando as particularidades territoriais, culturais e sociais de cada região.

Nesse contexto, o Sistema Público de Comunicação do Acre foi estruturado para atuar de forma articulada, garantindo unidade institucional, padronização das informações e coerência nas mensagens transmitidas à sociedade. A integração entre redes sociais, rádios públicas e a Agência de Notícias permite ampliar o alcance, fortalecer a credibilidade e reduzir ruídos informacionais.

Antes desse processo de organização, a comunicação institucional era marcada por iniciativas isoladas, baixa padronização e pouca articulação entre os diferentes canais. Esse cenário dificultava o acesso da população às informações oficiais e enfraquecia a percepção de transparência e eficiência do Estado.

A atuação estratégica da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) permitiu a consolidação de diretrizes, fluxos de produção, identidade institucional e mecanismos de monitoramento, transformando a comunicação em uma política pública estruturada, contínua e orientada ao interesse coletivo.

Esse trabalho encontra respaldo nos princípios constitucionais que asseguram o direito fundamental de acesso à informação, a publicidade dos atos administrativos e a transparência na gestão pública, bem como na Lei de Acesso à Informação, que estabelece o dever permanente do Estado de informar a sociedade. Nesse sentido, a atuação da Secom ultrapassa a dimensão operacional e se consolida como instrumento de garantia de direitos coletivos.

Informar, nesse contexto, não é apenas divulgar ações governamentais. É criar condições para que a população compreenda políticas públicas, acompanhe investimentos, participe das decisões e exerça plenamente sua cidadania.

Atualmente, o funcionamento do Sistema Público de Comunicação envolve planejamento editorial, definição de prioridades, acompanhamento de dados, análise de alcance e avaliação permanente dos conteúdos produzidos. Cada informação passa por processos de checagem, adequação de linguagem e contextualização territorial antes de chegar ao público.

Esse cuidado é essencial em um ambiente marcado pela circulação intensa de desinformação. Em regiões onde o acesso à informação é mais limitado, notícias falsas, boatos e conteúdos distorcidos tendem a se espalhar com maior facilidade, impactando decisões individuais e coletivas.

Nesse cenário, o Sistema Público de Comunicação cumpre também uma função educativa, preventiva e mobilizadora. Ao oferecer informações oficiais, verificadas e acessíveis, contribui para a formação cidadã, para a mudança de comportamentos sociais e para o fortalecimento de campanhas de interesse público nas áreas de saúde, educação, segurança, meio ambiente e direitos humanos.

Outro aspecto relevante é a valorização, com investimentos contínuos, das rádios públicas, que atuam como instrumento de inclusão informacional. Em muitas localidades, elas continuam sendo o principal meio de acesso às notícias, aos serviços públicos e às orientações governamentais, cumprindo papel fundamental na integração territorial, especialmente por serem, em diversos casos, o único meio de comunicação em mais de 700 comunidades isoladas, além de atuarem nos 22 municípios do Estado.

Paralelamente, os ambientes digitais ampliam a capacidade de diálogo com a população, permitindo maior interação, transparência e agilidade na divulgação das ações governamentais. A combinação entre tradição e inovação é uma das marcas da comunicação pública no Acre.

Além da dimensão tecnológica, comunicar na Amazônia exige sensibilidade social. A diversidade cultural, os modos de vida, as formas de organização comunitária e as especificidades regionais precisam ser considerados na construção das narrativas institucionais. Não se trata apenas de informar, mas de dialogar com realidades distintas, respeitar identidades e promover inclusão.

Nesse processo, os dados e as métricas assumem papel estratégico. O monitoramento de alcance, engajamento e impacto permite ajustes permanentes nas estratégias, garantindo maior eficiência, maior aderência às demandas sociais e maior efetividade das políticas públicas.

A formação contínua das equipes, a valorização dos servidores e o investimento em inovação também são pilares fundamentais para a sustentabilidade do Sistema Público de Comunicação e para a consolidação de uma comunicação pública responsável.

Comunicar na Amazônia, portanto, é exercer um trabalho técnico, político, jurídico e social. É compreender que a informação pública é um direito fundamental e que sua qualidade impacta diretamente a democracia, a participação social e a confiança nas instituições.

Mais do que divulgar ações governamentais, o Sistema Público de Comunicação do Acre constrói pontes entre gestão e população. Fortalece vínculos sociais, consolida uma cultura de transparência, amplia o acesso aos direitos e contribui para a transformação de realidades por meio da informação.

Em um território desafiador e diverso, comunicar com responsabilidade, sensibilidade e estratégia é uma forma concreta de promover cidadania, inclusão e desenvolvimento. Na Amazônia, informar é também cuidar, educar, mobilizar e fortalecer a democracia.

Ao final, permanece uma convicção: na Amazônia, comunicar é, acima de tudo, cuidar das pessoas por meio da informação. É fortalecer direitos, promover cidadania e consolidar a democracia.

*Verônica Pimentel é chefe do Departamento de Marketing e Inovação da Secretaria de Estado de Comunicação do governo do Acre (Secom); publicitária; especialista em Marketing Digital e Comportamento do Consumidor; mestranda em Comunicação Digital, com ênfase em Marketing Político.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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