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“Parecia noite”, diz adolescente presa em túnel durante incêndio no Rio; veja vídeos
Um incêndio no Túnel da Covanca, na Linha Amarela da cidade o Rio de Janeiro, causou pânico na população. O acidente deixou cera de 89 pessoas feridas e necessitando de ajuda médica.
O incêndio aconteceu quando um caminhão de cervejas bateu e começou a pegar fogo. A fumaça densa logo tomou o túnel, assustando outros passageiros. Quando começou a sair pela entrada, pessoas do lado de fora também começaram a ficar preocupadas.
Pessoas ao ar livre gravaram a fumaça saindo as montes. Vídeos de dentro mostram pessoas desesperadas, correndo, buzinando e gritando. Foi o caso de Ana Karollyna Campos, 19.
Incêndio no túnel da linha amarela no dia de 08/08/2024 pela manhã @InhoaibaU @santacruznewsrj @NoticiasRecreio @recordtvoficial pic.twitter.com/oFsCVI9SfJ
— Celsoseucriado (@Celso61736901) August 8, 2024
Ela ia ao trabalho pouco depois das 7h, de ônibus. Dormiu no caminho e acordou confusa: “A gente não sabia o que estava acontecendo. Ouvimos um barulho de explosão, que pensamos que pudesse ser um tiro e pensamos em arrastão,” disso a’O Globo.
“Até aí ninguém pensava em sair do ônibus. Quando descobrimos o que estava acontecendo foi que decidimos saltar, até porque estávamos muito perto do caminhão. A gente não sabia se ele poderia explodir.”
Incêndio no túnel da linha amarela. Rio de Janeiro, Brasil. pic.twitter.com/oFKtteok5i
— news and ufology (@newsandufology) August 8, 2024
Momentos de desespero
Ana Karollyna relatou que ouvia pessoas gritar e estava muito escuro. Enquanto corria, “parecia que era noite”, e as pessoas batiam contra a parede e carros parados.
O primeiro impulso da menina foi correr – mas assim que começou, ouviu um grito de aviso: “Se a gente correr, não vai conseguir respirar.”
Ela começou a andar e ouvir muitas pessoas reclamando da inalação de fumaça, falta de ar, tossindo e pedindo socorro. Ela pediu para sair do local junto com uma desconhecida que encontrou: “Eu estava em desespero naquela escuridão. Realmente parecia que estava de noite.”
Quando conseguiu sair do túnel, após cerca de 10 minutos, Ana ficou aliviada. “Ali eu vi que tinha nascido de novo.”
FUMAÇA NO TÚNEL | Um caminhão carregado de cervejas pegou fogo, nesta quinta-feira (8), na galeria do Túnel da Covanca, na Linha Amarela, no Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio fez 40 vítimas, que foram levadas a hospitais. O veículo teve perda total. pic.twitter.com/oMdIg3OkXN
— Agência Brasil (@agenciabrasil) August 9, 2024
Socorro
Ana foi ao hospital com uma carona que conseguiu. Ela estava tonta, garganta ardendo tossindo e com dor de cabeça.
Ela recebeu oxigênio e medicamentos, e recebeu alta algumas horas depois.
O que fazer em caso de incêndio?
Na maioria dos incêndios, o maior vilão acaba não sendo o fogo, e sim a fumaça, que pode infiltrar nos pulmões e causar danos respiratórios irreparáveis. Então, a primeira coisa a se preocupar é isso.
É importante sair de perto de fogo – mas igualmente importante se proteger da fumaça. O ideal são máscaras apropriadas, como a pff2. Porém, muito pode ser feito no improviso.
A melhor estratégia improvisada é cobrir nariz e boca com um pano molhado. Pode ser a própria camiseta, se necessário. Caso não tenha como molhar o pano, utilize-o seco.
Outra coisa importante de se lembrar é: a fumaça sobe. Por isso, se possível, ande abaixado, engatinhando ou – idealmente, se arrastando. Mas cuidado! Caso as pessoas estejam correndo e em pânico, não abaixe, pois pode ocorrer pisoteio.
Os bombeiros de São Paulo tem uma ampla disponibilidade de informações, educação e dicas de segurança, acesse aqui
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Fonte: Nacional
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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