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Papel higiênico, água e macarrão: o que já falta nos mercados da Venezuela
Repórter da CNN revela que houve corrida ao comércio após ação dos EUA

Supermercados vazios, postos de gasolina com filas e população apreensiva marcam o cenário na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, na madrugada deste sábado (3).
Na ilha de Margarita, estado de Nova Esparta, os estabelecimentos comerciais enfrentam uma corrida de consumidores preocupados com possíveis desabastecimentos nos próximos dias. “Esta é uma ilha em que praticamente toda a comida vem de importação. Por isso há preocupação pelo que pode acontecer, de que a comida possa faltar”, relata Daniella Zambrano, correspondente da CNN em território venezuelano.
A situação na capital Caracas não é diferente. Enquanto alguns grupos de apoiadores de Maduro, conhecidos como “coletivos” – grupos armados à margem da lei – circulam em motocicletas ao redor do Palácio de Miraflores, a maioria da população está recolhida em suas casas ou buscando abastecer-se com produtos de primeira necessidade.
Clima de apreensão e incerteza
O medo de expressar opiniões políticas é evidente entre os venezuelanos. “Há muito medo em Caracas de expressar os sentimentos pelo que acontece no país. Por quê? Porque no ano passado, depois das eleições presidenciais, mais de 2 mil pessoas foram presas”, explica Zambrano. Ainda assim, quando questionados reservadamente, muitos cidadãos afirmam que “isto é o que estavam esperando, uma mudança de governo na Venezuela”.
A vice-presidenta Delcy Rodríguez fez apenas um contato telefônico com a televisão estatal para solicitar “uma prova de vida” de Maduro. Enquanto isso, líderes opositores, como Edmundo González Urrutia, que competiu nas eleições contra Maduro, e María Corina Machado, manifestaram-se através das redes sociais, indicando que o país passa por “tempos difíceis”, mas expressando confiança na transição política.
Impactos no transporte e abastecimento
A situação também afeta o transporte aéreo. Embora o aeroporto internacional de Maiquetía não tenha sido bombardeado, a Administração Federal dos Estados Unidos emitiu um alerta sobre o risco de sobrevoar o espaço aéreo venezuelano. O aeroporto militar de La Carlota, no entanto, teria sido atingido durante os ataques.
“Não há importação de alimentos após o que aconteceu. Há preocupação porque esta é uma ilha turística e a gente não sabe quando poderemos voltar para casa”, relata a correspondente Daniella Zambrano, destacando que as linhas aéreas internacionais já não voavam sobre o território venezuelano antes dos ataques, e agora as companhias nacionais também enfrentam restrições.
Produtos como papel higiênico, farinha de milho (principal alimento do café da manhã venezuelano), massas, frango, carne, leite e outros itens básicos estão entre os primeiros a desaparecer das prateleiras. Segundo relatos locais, em alguns estabelecimentos só restam biscoitos e itens semelhantes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que novos ataques poderiam ocorrer “se fosse necessário”, aumentando ainda mais a tensão e a incerteza entre os venezuelanos que agora aguardam os desdobramentos desta crise sem precedentes.
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Motoristas são flagrados pela PRF a mais de 150 km/h na BR-060. Vídeo

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram neste sábado (14/2) veículos a mais de 150 km/h na BR-060, em Goiás. Os registros foram feitos no primeiro dia de trabalho da Operação Carnaval 2026, que fiscalizará rodovias de todo o país até o próximo dia 18/2.
Segundo a PRF, os maiores registros de velocidade foram observados no km 50 da BR-060, que fica próximo de Anápolis (GO). A verificação ocorreu por meio de radares móveis.
Policiais rodoviários federais classificaram as ocorrências como um “festival de velocidade”. De acordo com a corporação, todos os motoristas que foram “flagrados acima do limite permitido serão autuados”.
A Polícia Rodoviária Federal também cobrou “prudência” dos motoristas e alertou que a fiscalização das rodovias será “intensificada durante todo o feriado prolongado em todas as BRs que cortam o estado de Goiás”.
Operação Carnaval
A Operação Carnaval 2026 começou nessa sexta-feira (13/2). Até a próxima quarta (18/2), agentes da PRF vão intensificar o monitoramento e a fiscalização nas rodovias federais.
“A PRF trabalha com a expectativa de grande movimento nos corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados no Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou a corporação.
Em 2025, mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia foram aplicados pela PRF nas rodovias do país. A fiscalização resultou na autuação de mais de 9 mil motoristas e foram notificados 43 mil pessoas por recusarem o teste do etilômetro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Tragédia em Itumbiara: cartas falsas de mãe circulam nas redes sociais

Em meio à repercussão do caso que chocou Itumbiara, em Goiás, cartas falsas atribuídas a Sarah Tinoco Araújo começaram a circular nas redes sociais. A mulher é mãe das crianças mortas pelo pai, o secretário Thales Machado. As mensagens, escritas em tom emocional, não foram divulgadas oficialmente pela família.
Os textos falsos são apresentados como desabafo da mãe das crianças, relatando dor e saudade. No entanto, fontes na prefeitura da cidade confirmaram ao Metrópoles que os relatos não foram escritos por Sarah, que até o momento não se manifestou publicamente.
As cartas foram publicadas em perfis falsos atribuídos a Sarah criados nas redes sociais.
O caso
O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Cravalho (HMMC), mas não resistiu. Já Benício Araújo, de 8 anos, estava internado em estado gravíssimo, mas morreu na tarde dessa sexta-feira (13/2).
Em carta de despedida, publicada numa rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos pelo crime, afirmou que enfrentava dificuldades no casamento e relatou ter descoberto uma suposta traição da esposa. A mãe dos garotos estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia familiar.
Horas antes de atirar contra os filhos e tirar a própria vida, Thales fez publicação com declarações de amor. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Vorcaro disse que foi cobrado por repasses a resort ligado a Toffoli

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria relatado, em diálogos obtidos pela Polícia Federal, cobranças de repasses ao resort Tayayá, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a reportagem, Vorcaro teria autorizado transferências de R$ 35 milhões ao empreendimento, que tinha a Maridt, uma empresa da família de Toffoli, como sócia.
Nas conversas extraídas pela PF, ainda de acordo com o jornal, o banqueiro teria cobrado do seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realização de transferências ao Tayayá. No diálogo, que ocorrido em maio de 2024, Daniel Vorcaro teria dito que estava em uma “situação ruim” e que Zettel precisava resolver os pagamentos.
“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, afirmou Vorcaro. Na sequência, Fabiano Zettel respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro ou Zettel.
A Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio, tinha participação societária no resort Tayayá. Segundo investigadores da PF, o negócio também contava com a participação de fundos ligados ao Master.
Toffoli afirmou, por meio de nota nesta semana, que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 — depois das mensagens obtidas pela PF e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. O magistrado também negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.
Segundo a reportagem, pagamentos ao resort voltam a ser mencionados em outras ocasiões. Em uma delas, Zettel apresenta uma lista de pagamentos para aprovação de Vorcaro, indicando entre os beneficiários “Tayaya – 15” — classificado por agentes da PF como uma referência a R$ 15 milhões.
O dono do Banco Master teria ordenado ao cunhado que toda a lista fosse paga naquele mesmo dia.
Em outra menção, já em agosto de 2024, Vorcaro teria voltado a cobrar de Fabiano Zettel repasses ao resort: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”.
Zettel teria respondido que havia feito o pagamento, e o banqueiro teria questionado novamente: “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”.
O cunhado de Daniel Vorcaro, que, segundo a PF, é um de seus operadores financeiros teria afirmado que os valores estavam no “fundo dono do Tayayá”. “Transfiro as cotas dele”, acrescentou.
Na sequência, ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro teria pedido um levantamento dos aportes feitos ao resort Tayayá: “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.
De acordo com o jornal, as mensagens constam de um relatório enviado pela PF ao Supremo nesta semana junto ao pedido de afastamento de Dias Toffoli do caso Master. O material está em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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