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Pagamentos com cartões crescem 36,5% no primeiro semestre

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Foi movimentado R$ 1,6 trilhão com cartões no primeiro semestre

Máquina de cartão crédito e débito

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Os pagamentos com cartões de crédito e débito cresceram 36,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2021, segundo balanço divulgado hoje (10) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Foi movimentado R$ 1,6 trilhão com cartões nos primeiros seis meses de 2022.

Crédito

O cartão de crédito teve o maior crescimento e também a maior movimentação no período. De acordo com a Abecs, foram feitos R$ 1 trilhão em pagamentos com esse meio no primeiro semestre, uma expansão de 42,2% em relação ao ano passado.

Débito

Os cartões de débito foram responsáveis por R$ 488 bilhões em pagamentos, um aumento de 16,6% na comparação com os primeiros seis meses de 2021. Enquanto os cartões pré-pagos tiveram R$ 99,4 bilhões em movimentações .

Também tiveram crescimento no primeiro semestre as compras remotas que, com alta de 32,7%, somaram R$ 338,5 bilhões no período.

Os pagamentos por aproximação com cartões de crédito e débito tiveram um aumento de 344,5%, somando R$ 235,5 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

Pandemia

Segundo a associação, o alto crescimento está relacionado à base de comparação ruim do ano passado, momento crítico da pandemia de covid-19. Sendo assim, a expansão também reflete o fim das restrições às movimentações e às atividades econômicas neste ano.

Edição: Aline Leal

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Brasil

Viana levará a Toffoli insatisfação da CPMI do INSS com o STF

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Reprodução Metrópoles
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O presidente da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que levará ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), toda uma insatisfação do colegiado com o que os parlamentares classificam como interferência da Corte nos trabalhos do Legislativo.

Como exemplo, Viana citou, em entrevista ao Acorda Metrópoles, nesta terça-feira (3/3), a concessão de habeas corpus a pessoas convocadas para prestar esclarecimentos à comissão, o que, segundo o senador, tem atrapalhado o desenvolvimento das investigaçoes da CPMI e atrasado as conclusões.

Viana declarou que permitir que os investigados não sejam obrigados a comparecer à CPMI atrapalha a atuação do Senado e deslegitima a comissão em relação à população.

“Os habeas corpus concedidos no ano passado nos prejudicaram muito. Uma interferência do Supremo. Alguns ministros entenderam claramente a Constituição e cumpriram a Constituição Federal [ao decidir que] a pessoa pode comparecer e fica em silêncio naquilo que pode prejudicá-la nas investigações. Isso é um direito da pessoa. Agora, dar um habeas corpus, como o [ministro Flávio] Dino deu, para uma pessoa não ser obrigada a ir, qual é o sentido disso?”, questionou.

O presidente da CPMI ainda ressaltou que não quer fomentar uma “disputa entre Poderes”, mas destacou: “Nós queremos ser respeitados”.

Na tarde desta terça, Viana se reúne com o ministro e afirmou que vai tratar o tema com o magistrado, com a intenção de que a convocação feita ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja mantida e ele compareça à CMPI nesta quinta-feira (5/1).

Viana também solicitará a Toffoli as provas obtidas através da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro, ora sob guarda da presidência do Senado, por ordem do ministro, sejam devolvidas à CPMI.

Depoimento de Vorcaro

Nessa segunda-feira (2/2), Viana já havia solicitado a Toffoli que Vorcaro, seja “obrigado” a comparecer à comissão para prestar depoimento.

Em documento encaminhado ao ministro na última quinta-feira (29/1), o parlamentar alega que “o depoimento do sr. Vorcaro, como testemunha, é de grande relevo para o colegiado, uma vez que, na condição de presidente da instituição financeira e sob este ponto de vista, poderá esclarecer quanto à contratação dos empréstimos, montantes”.

O presidente da CPMI também pediu a Toffoli: “Que determine a compulsoriedade do comparecimento de Vorcaro, garantidos todos os direitos constitucionais e que autorize o transporte do depoente para Brasília para prestar depoimento no dia e hora marcados”.

Atualmente, o banqueiro, que ganhou destaque devido a fraudes bancárias envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. cumpre prisão domiciliar, após uma decisão de Toffoli. Além da prisão, o ministro também estabeleceu que Vorcaro use tornozeleira eletrônica.

O requerimento pede o comparecimento de Vorcaro na comissão que investiga o escândalo dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

CPMI do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Produção industrial do Brasil recua 1,2% em dezembro, diz IBGE

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Sérgio Lima/CNI
Imagem colorida de equipamento da indústria

A produção industrial do Brasil ficou recuou 1,2%, na passagem de novembro para dezembro de 2025. Em novembro, o índice havia ficado estável. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3/2).

Em comparação com dezembro de 2024, a indústria avançou 0,40 % na produção. Em 2025, acumulou alta de  0,40%.

O IBGE destacou que a produção industrial está  0,6% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). No entanto, encontra-se 16,3% acima do nível recorde de maio de 2011.

As quatro grandes categorias econômicas e a maior partedos 25 ramos pesquisados mostraram recuo na produção:

  • bens de capital (8,3%)
  • bens intermediários (1,1%)
  • bens de consumo duráveis (4,4%)
  • bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,7%)

O que é a produção industrial

A PIM Brasil produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Em março de 2023, o índice passou por reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Captura de Maduro completa 1 mês: veja o que mudou na Venezuela

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Na imagem, Maduro aparece com uniforme presidiário • XNY/Star Max/GC Images

Na madrugada de 3 de janeiro, bombardeios em Caracas e em cidades próximas à capital venezuelana acordaram a população.

Importantes instalações militares, como o quartel Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota foram alvos dos ataques simultâneos, iniciados cerca das duas da manhã do horário local.

Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a operação de grande escala e a captura do líder do regime chavista Nicolás Maduro.

Preso com sua esposa, Cilia Flores, Maduro foi retirado de Caracas, levado para Nova York e apresentado ao tribunal dois dias depois, sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Ambos se declaram inocentes.

Na Venezuela, a ação norte-americana e a pressão de Trump têm, desde então, reorientando a política e a economia do país vertiginosamente.

No mesmo dia em que Maduro foi levado à Justiça americana, sua então vice, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina.

Nos dias seguintes, Trump fez diversas declarações e insinuações de que controlava o governo e o petróleo venezuelanos.

Paralelamente, Caracas voltou a enviar petróleo para os EUA e anunciou a reforma da Lei de Hidrocarbonetos, que regula a extração e comércio do petróleo, para abrir aumentar a participação de empresas estrangeiras na exploração.

Até então, para extrair petróleo na Venezuela, as companhias precisavam fazer joint ventures com a estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.), que deveria ter maioria acionária e controlar a produção, comercialização e repasse dos lucros.

Com a mudança na lei, as empresas estrangeiras poderão atuar no país por sua conta e risco.

A Casa Branca, por sua vez, anunciou que reabrirá sua embaixada em Caracas, fechada desde a ruptura de relações diplomáticas entre os países, em 2019. O governo Trump também designou uma nova representante dos EUA para a Venezuela, Laura Dogu.

Em meados de janeiro, Rodríguez se reuniu em Caracas com o diretor da CIA, John Ratcliffe. Nesta segunda (2), ela se reuniu com Dogu.

Outra mudança significativa foi a soltura de centenas de presos por razões políticas a partir de 8 de janeiro. De acordo com a organização Foro Penal, 344 presos por motivos políticos foram soltos desde então.

O chavismo fala em mais de 600 libertados, mas sem revelar os nomes dos beneficiados pela medida.

Adicionalmente, na semana passada, a presidente interina da Venezuela pediu ao Legislativo a aprovação de uma lei de anistia geral de presos políticos. Segundo o Foro Penal, ainda existem 678 presos políticos na Venezuela, entre eles 58 estrangeiros.

Veja o que aconteceu desde a captura de Nicolás Maduro:

3 de janeiro – Trump confirma ataques simultâneos na Venezuela e captura de Nicolás Maduro. Ele também publica uma foto de Maduro com os olhos e ouvidos cobertos, aparentemente algemado.

5 de janeiro – Maduro e sua esposa, Cília Flores, são apresentados a um tribunal de Nova York sob acusação de narcoterrorismo, tráfico de drogas e armas e conspiração. Eles se declaram inocentes. No mesmo dia, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, toma posse como presidente interina.

6 de janeiro – Após Trump dizer em entrevista à NBC News que é ele quem está no comando da Venezuela, Delcy Rodríguez afirma que “nenhum agente externo” está governando o país.

7 de janeiro – Casa Branca afirma que decisões das autoridades interinas da Venezuela continuarão sendo ditadas pelos Estados Unidos, e anuncia início da comercialização de petróleo venezuelano e controle da receita da venda pelos EUA.

8 de janeiro – Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela anuncia que país libertará número significativo de presos.

9 de janeiro – Trump afirma que cancelou um segundo ataque à Venezuela após “cooperação” das autoridades locais. O republicano também afirmou que definirá quais empresas petrolíferas investirão no país. Venezuela anuncia o início de um processo para restabelecer as relações diplomáticas com os EUA, e uma equipe do Departamento de Estado chega a Caracas para avaliar reabertura de embaixada.

11 de janeiro – Trump publica imagem dizendo que é o presidente interino da Venezuela.

12 de janeiro – Delcy Rodríguez reafirma que seu governo é quem manda no país.

13 de janeiro – ONG Foro Penal contabiliza 57 solturas desde 8 de janeiro.

14 de janeiro – Pelo menos 15 jornalistas são soltos na Venezuela em onda de libertação de presos políticos.

15 de janeiro – Delcy Rodríguez propõe reforma da Lei de Hidrocarbonetos para atrair investimentos de empresas estrangeiras para a exploração de campos petrolíferos. No mesmo dia, ela se reúne com o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Caracas.

17 de janeiro – ONG Foro Penal afirma que 139 presos políticos foram soltos.

19 de janeiro – Aliado de Maduro, o ministro do Interior Diosdado Cabello nega ter conversado secretamente com os EUA antes dos ataques à Venezuela e da captura de Maduro.

20 de janeiro – Após receber a medalha do Prêmio Nobel da Paz de María Corina Machado, com quem se reuniu, Trump diz querer a líder opositora “envolvida” no processo de transição da Venezuela.

22 de janeiro – EUA nomeiam uma nova representante diplomática para a Venezuela. Trata-se de Laura Dogu, que inicialmente estará sediada na Colômbia. Genro de Edmundo González é solto, em meio às libertações de presos políticos.

23 de janeiro – Trump diz que EUA começarão a perfurar petróleo na Venezuela “em breve”. Nafta americana começa a chegar ao país.

26 de janeiro – Após afirmar estar farta das ordens de Washington, Delcy Rodríguez volta a dizer que a Venezuela não está subordinada aos EUA, e que não teme manter relações respeitosas com o país.

29 de janeiro – Trump diz que EUA vão reabrir espaço aéreo da Venezuela para voos comerciais e revoga ordem que proibia companhias aéreas americanas de voar para o país. Legislativo da Venezuela aprova reforma que abre setor de petróleo a empresas estrangeiras. Projeto ainda precisa de ratificação final dos deputados.

30 de janeiro – Delcy Rodríguez anuncia lei de anistia geral para presos por motivos políticos e o fechamento do Helicóide, prisão que virou ícone de denúncia de torturas.

02 de fevereiro – Delcy Rodríguez se reúne com nova representante diplomática dos Estados Unidos para a Venezuela. Organização Foro Penal contabiliza a soltura de 344 presos políticos desde 8 de janeiro e afirma que 687 ainda aguardam libertação.

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