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Obra de anel viário na fronteira do Acre estaria fadada a ser esquecida dentro de uma gaveta

Thiago Caetano, superitendente do Dnit no Acre, fala do esforço do senador Gladson para que o projeto fosse tirado da gaveta e se tornasse realidade – Foto: Alexandre Lima
Em entrevista, Thiago Caetano, superintendente do Dnit no Acre fala sobre projeto esquecido que será feito graças a iniciativa do senador Gladson Cameli.
Alexandre Lima, de Brasiléia-Acre
No inicio do final de semana passado, a cidade de Brasiléia recebeu uma grande comitiva de políticos do Acre, entre eles o governador Sebastião Viana, senadores Gladson Cameli e Sérgio Petecão, deputados estaduais e federais da situação e oposição, vereadores, prefeitos e convidados que resolveram fazer uma breve pausa na política acreana.
A intenção seria dar as mãos para que um grande sonho desse segmento e saísse apenas de um projeto que foi apresentado, gasto dinheiro público, para que depois fosse jogado numa gaveta e esquecido, deixando expectativas de desenvolvimento para trás, através de uma emenda de bancada que estava parada.
Segundo foi levantando, o projeto poderia ter ido pra frente na época em que foi lançado, uma vez que o governo do Acre contava com o apoio do governo federal e tinha maioria na bancada. “Foi gasto um recurso público lá trás para contratar o projeto e não sei explicar o motivo e o porquê que não avançou e foi arquivado”, disse Caetano.
Destacou que, até meados do ano de 2016, com a iniciativa do senador Gladson Cameli e da equipe do Dnit, foi possível desengavetar esse projeto e assim, buscaram apoio junto a bancada acreana, órgãos federais e apoio do atual presidente, Michel Temer.

Senador gladson Cameli, junto com o diretor nacional do Dnit, Halpher Luiggi, veio para Rio Branco e se deslocou de carro até Brasileia para assinatura do termo de convênio.
O prazo para que esse dinheiro fosse aproveitado, seria até dezembro do ano de 2016. Novamente, para que fosse aplicado através de licitações, o projeto teria que ser adequado devido a última grande enchente na fronteira. Para que fosse dado segmento, precisaria de um ente público, como prefeituras, Exército ou governo estadual.
Descartando o Município e o Exército, ficou viável para o Deracre por ter equipe já preparada par ao serviço. Mesmo com muitas criticas por parte de alguns segmentos, o Dnit conseguiu fazer com que o projeto seguisse adiante. Faltando apenas uma semana do mês de dezembro de 2016, foi possível aprovar e desse início ao tão sonhado anel viário.
Para Thiago Caetano, papel do senador Gladson Cameli foi fundamental junto aos ministérios, bancada federal, senado, até que fossem assinado o Decreto Presidencial autorizando a transferência do dinheiro, sendo que o Deracre passará a cuidar do termo de referencia e orçamento, sendo que o Dnit, junto com TCU, CGU, PF e outros, irão fiscalizar a aplicação e dos trabalhos.
Ouça a entrevista em áudio com o superintendente do Dnit no Acre, Thiago Caetano.
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Bocalom anuncia pré-candidatura ao Governo do Acre e diz que decisão ficará nas mãos da população
Prefeito de Rio Branco afirma que projeto “produzir para empregar” é a base de sua trajetória política e admite recuar da disputa se cenário não for favorável
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Acre nesta segunda-feira (19), durante coletiva de imprensa realizada no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa), na Avenida Ceará, bairro Dom Giocondo. O evento reuniu autoridades, empresários, secretários municipais e apoiadores políticos.
Ao abrir a coletiva, Bocalom agradeceu a presença do público e explicou que a decisão de tornar pública a pré-candidatura ocorre após constantes questionamentos desde sua reeleição à Prefeitura de Rio Branco, em 2024, ainda no primeiro turno. O prefeito relembrou disputas eleitorais passadas e afirmou que, apesar das derrotas, sempre manteve um projeto político claro voltado ao desenvolvimento econômico.
Segundo ele, o eixo central de sua proposta é o modelo “produzir para empregar”, que, de acordo com Bocalom, já foi aplicado com sucesso em Acrelândia. O prefeito citou o crescimento do comércio ligado ao agronegócio no município como exemplo de geração de emprego e renda.
O anúncio oficial foi feito durante o momento mais marcante da coletiva, quando Bocalom confirmou que coloca seu nome à disposição da sociedade acreana. Ele afirmou que a pré-candidatura será avaliada até o início de abril, período em que o cenário político deve se consolidar. Emocionado, o prefeito disse acreditar que o anúncio altera o tabuleiro político do estado.
Apesar da disposição para a disputa, Bocalom ressaltou que poderá recuar caso as avaliações não sejam favoráveis. Segundo ele, a prioridade segue sendo a gestão da capital, onde ainda restam três anos de mandato. O prefeito destacou que continuará trabalhando e pediu apoio dos aliados para fortalecer o projeto político.
Durante a coletiva, Bocalom defendeu o avanço econômico do Acre e comparou o estado a Rondônia, apontando diferenças no nível de desenvolvimento e geração de empregos. Para ele, o potencial produtivo acreano precisa ser melhor explorado para reduzir a dependência de programas sociais.
O prefeito também comentou sobre outros nomes cotados para a disputa ao governo, como a vice-governadora Mailza Assis e o senador Alan Rick, afirmando que a pluralidade de candidaturas faz parte do processo democrático. Ele ainda fez referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando afinidades com o modelo de gestão voltado à produção.
A pré-candidatura recebeu apoio público de aliados. O vereador Antônio Moraes (PL) afirmou que Bocalom reúne condições para governar o estado por dois mandatos. Já o vice-prefeito Alysson Bestene (PP) destacou a determinação e a trajetória política do prefeito, reafirmando apoio ao projeto.
Com o anúncio, Tião Bocalom passa a integrar oficialmente o cenário pré-eleitoral do Acre, deixando claro que a decisão final sobre sua candidatura ficará a cargo da avaliação popular nos próximos meses.
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Brasiléia pode enfrentar risco de invasões em propriedades rurais pelo MST?
Acampamento cresce às margens da BR-317, levanta suspeitas de ocupações e preocupa produtores da região do Alto Acre
Vídeos que circularam intensamente nas redes sociais ao longo da última semana acenderam um alerta em Brasiléia e municípios da regional do Alto Acre sobre a possibilidade de invasões em propriedades rurais. As imagens mostram um acampamento que cresce dia após dia, reunindo centenas de pessoas e levantando suspeitas de uma possível ocupação de terras.
Nos registros divulgados, aparece o ex-vereador do Partido dos Trabalhadores (PT), Rosildo Rodrigues, discursando para o grupo sobre temas ligados à reforma agrária, citando o cenário político dos últimos dez anos e mencionando, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O conteúdo dos vídeos sugere que o movimento estaria em fase de articulação.
O acampamento estaria instalado em uma área localizada no km 29 da BR-317, a Estrada do Pacífico, em terras que pertencem ao próprio ex-parlamentar. Informações ainda não confirmadas indicam que Rosildo estaria à frente do cadastramento das famílias envolvidas, que podem ter ligação com o Movimento dos Sem Terra (MST), com possível apoio vindo de outro estado da região Nordeste.
Neste domingo, dia 18, Rosildo publicou um vídeo dizendo que estaria apoiando as pessoas que estão em suas terras, sendo preparadas para buscar uma alternativa de assentamento junto ao INCRA e pressionar o Governo Federal.

Rosildo confirma em vídeo que o acampamento está em suas terras e que as pessoas estão sendo preparadas para serem assentadas com o apoio do MST.
Atualmente, cerca de 250 famílias já estariam no acampamento sendo preparadas, passando por uma capacitação para entrar em um Edital onde poderão ter a tão sonhada terra. Destaca ainda que “em nenhum momento nenhuma família chegou aqui para invadir terras, elas foram convidadas. Aqui não tem partido político A, B ou C, elas estão aqui para serem capacitadas e serem assentadas futuramente pelo INCRA no projeto nesse ano se Deus quiser…”
O ex-parlamentar deixa claro que quem está coordenando o movimento é o MST e que teria liberado duas hectares para que as famílias recebessem capacitação e que não irão invadir área de ninguém, destacando que existe lei que impede e a área que será ocupada, vai ser comprada pelo Governo Federal e depois lotear e dar as pessoas que precisam produzir. De acordo com relato do próprio, cerca de 500 famílias estariam sendo cadastradas.
Relatos preliminares contam que pelo menos duas propriedades rurais seriam apontadas como possíveis alvos de ocupação. Uma delas pertenceria a um pecuarista tradicional da região, com acesso pelo Ramal do Esperança, no km 5, e a outra estaria situada nas proximidades do km 80 da BR-317.
A movimentação tem causado apreensão entre proprietários rurais do Alto Acre, que relatam preocupação com uma possível invasão e afirmam estar se organizando para proteger suas áreas.
O caso segue sendo acompanhado e novas informações devem surgir nos próximos dias.
Veja vídeo:
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Veja; BR-317 volta a apresentar risco de rompimento após cinco anos próximo a Epitaciolândia
Buraco surge no mesmo trecho que cedeu em 2021, tráfego é reduzido e DNIT inicia vistoria emergencial
Cinco anos após o rompimento que isolou municípios da fronteira do Acre, a BR-317 voltou a preocupar motoristas e autoridades no km 28 próximo a cidade de Epitaciolândia. Um buraco surgiu no mesmo trecho onde, em 21 de março de 2021, a rodovia cedeu devido ao grande volume de chuvas e à incapacidade das bueiras de suportarem a força da água.
Na época, o rompimento causou sérios transtornos e interrompeu o tráfego entre as cidades da região de fronteira e a capital. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) foi acionado no dia seguinte, 22 de março, e realizou intervenções emergenciais para restabelecer a trafegabilidade.
Agora, passados cinco anos, o reaparecimento do problema acende novamente o alerta. Placas de sinalização foram instaladas no local para advertir os condutores que seguem em direção à fronteira ou a Rio Branco. O tráfego foi reduzido para meia pista como medida preventiva.
Segundo informações preliminares, equipes de vistoria do DNIT já estão se mobilizando para avaliar as causas do novo dano estrutural e definir as providências necessárias para a recuperação do trecho, com o objetivo de evitar um novo colapso da rodovia.
Até o momento, o DNIT não divulgou nota oficial sobre o caso.
- Em 2021, o mesmo local sofreu um colapso após um grande volume de chuva e as bueiras não suportaram.
- Um trabalho realizado pelo Dnit após meses, restauraram o tráfego lentamente.





















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