O BC afirmou que a mais grave consequência da suspensão da nova cédula seria a de colocar “em risco o atendimento das necessidades de numerário para garantir o funcionamento adequado da economia e do sistema financeiro nacional, ante a falta de alternativas viáveis”.
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Segundo o BC, o lançamento da nova tem o objetivo de atender maior demanda por papel-moeda com o pagamento do auxílio emergencial. Além disso, com a pandemia do novo coronavírus, aumentou o entesouramento (o dinheiro fica parado na mão das pessoas).

O Banco Central gastará R$ 113,8 milhões a mais do que o previsto no orçamento anual para a produção das novas notas e para a impressão de mais 170 milhões de cédulas de R$ 100.

No último dia 20, os partidos Rede, PSB e Podemos ingressaram com uma ADPF (Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental) no STF pedindo a suspensão da entrada em circulação da nova nota, anunciada pelo BC.

A ação dos partidos é baseada em manifesto público contra a criação da nova cédula, lançada no início do mês passado por dez organizações anticorrupção, dentre elas, Instituto Não Aceito Corrupção, Transparência Partidária, Transparência Brasil e Instituto Ethos.

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia estabeleceu um prazo de 48 horas para que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, prestasse esclarecimentos sobre a criação da nova cédula de R$ 200.

Em manifestação, enviada na última quinta-feira (27), a autoridade monetária disse que acarretaria um “sério prejuízo” a suspensão da circulação da nova nota.

O BC afirmou que a mais grave consequência da suspensão da nova cédula seria a de colocar “em risco o atendimento das necessidades de numerário para garantir o funcionamento adequado da economia e do sistema financeiro nacional, ante a falta de alternativas viáveis”.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira (29) a nova cédula de R$ 200 que terá o lobo-guará como animal a ilustrar a nota.

A previsão do Banco Central é que a nova nota circule no País no final de agosto e que 450 milhões de cédulas sejam impressas este ano. A autoridade monetária ainda não divulgou como será a nova cédula.

A decisão foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o BC, tem objetivo atender ao aumento da demanda por dinheiro em espécie que se verificou durante a pandemia de covid-19.

Segundo o BC, a medida não terá impacto na base monetária do País.

A autoridade monetária informou que entre os motivos para a maior demanda por cédulas e moedas está o entesouramento, ou seja, o dinheiro guardado em casa. “Além disso, em momentos de crise, pode haver saques para formação de reservas”, aponta o BC, por nota.

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